PT tem 12 candidatos a governador e aposta em alianças para fortalecer Lula
Fonte: revistaoeste.com | Data: 25/07/2026 16:19:50
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva delineou a estratégia eleitoral do PT para 2026, confirmando 12 candidatos próprios a governos estaduais e apoiando aliados em 14 estados, visando ampliar a coalizão que o elegeu em 2022. As chapas estaduais foram prioridade no primeiro semestre, com o PT abrindo mão de algumas candidaturas em favor de nomes mais competitivos. O impasse persiste em Roraima, e as negociações devem ser finalizadas até 5 de agosto.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva definiu a estratégia eleitoral para a disputa de 2026 com a confirmação de 12 candidatos petistas aos governos estaduais. Em outros 14 Estados, a legenda optou por apoiar aliados, numa tentativa de repetir a coalizão que levou o petista de volta ao Palácio do Planalto em 2022 e ampliar os palanques para a campanha à reeleição.
A composição das chapas estaduais foi uma das prioridades de Lula no primeiro semestre. Em alguns casos, o PT abriu mão da cabeça de chapa para apoiar nomes considerados mais competitivos, como ocorreu no Amapá, na Paraíba e em Sergipe.
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O principal impasse permanece em Roraima. Lideranças locais têm evitado vincular suas candidaturas à imagem de Lula e ao PT, diante do perfil conservador do eleitorado no Estado. As negociações precisam ser concluídas antes do encerramento das convenções partidárias, marcado para 5 de agosto.

A convenção nacional do PT está prevista para 2 de agosto. Já no dia 16, a legenda planeja realizar um ato no Estádio Vila Euclides, em São Bernardo do Campo (SP), para oficializar a candidatura de Lula à reeleição. O prazo final para registro das candidaturas na Justiça Eleitoral é 15 de agosto.
Entre os candidatos próprios do PT, três governadores disputarão a reeleição: Jerônimo Rodrigues, na Bahia; Elmano de Freitas, no Ceará; e Rafael Fonteles, no Piauí.
Segundo levantamentos citados pelo partido, Fonteles aparece na liderança das pesquisas em seu Estado. Jerônimo ocupa a segunda colocação, atrás de ACM Neto (União Brasil), enquanto Elmano seria derrotado por Ciro Gomes (PSDB) em um eventual segundo turno.
Nos Estados em que o PT apoia governadores aliados que disputarão novo mandato, estão Clécio Luís (União Brasil), no Amapá; Lucas Ribeiro (PP), na Paraíba; e Fábio Mitidieri (PSD), em Sergipe. Pesquisas recentes indicam vantagem para Ribeiro e Mitidieri, enquanto Clécio Luís aparece atrás de Dr. Furlan em uma simulação de segundo turno.

Dificuldades do PT em Estados estratégicos
Além de Roraima, o PT enfrentou dificuldades para consolidar candidaturas em outros Estados considerados estratégicos.
Em Goiás, Lula defendia uma chapa formada pela deputada Adriana Accorsi (PT) ao governo e pela vereadora Aava Santiago (PSB) ao Senado. As negociações, porém, não avançaram. O partido lançou o ex-deputado estadual Luís César Bueno, que registra cerca de 5% das intenções de voto nas pesquisas.
Em Minas Gerais, o presidente tentou convencer o senador Rodrigo Pacheco (PSB) a disputar o governo estadual, mas ele desistiu. Também houve conversas com o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT), sem acordo. A ex-prefeita de Contagem Marília Campos preferiu manter sua candidatura ao Senado.

Diante desse cenário, o PT anunciou em 20 de julho a pré-candidatura do deputado Patrus Ananias ao governo mineiro. Minas Gerais é considerado um dos principais colégios eleitorais do país e costuma ser visto como um Estado decisivo nas disputas presidenciais.
Flávio tem mais governadores dispostos a apoiá-lo do que Lula
De acordo com o levantamento, Lula iniciará a campanha do primeiro turno com o apoio de 12 governadores. Permanecem indefinidas as posições do governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), e do governador interino do Rio de Janeiro, o desembargador Ricardo Couto.
O material também afirma que o senador Flávio Bolsonaro (PL) tende a reunir maior número de apoios entre governadores em um eventual segundo turno da disputa presidencial. Segundo o levantamento, cinco governadores estariam alinhados ao parlamentar já no primeiro turno, enquanto outros oito poderiam apoiá-lo caso a eleição fosse decidida na etapa final.