Cleitinho confirma pré-candidatura e reabre negociação com o PL
Fonte: brasil247.com | Data: 28/07/2026 21:10:11
247 – O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) comunicou a aliados que pretende disputar o governo de Minas Gerais e retomou as negociações para receber o apoio do PL. Segundo a Folha de S.Paulo, ele apresentou a decisão na noite de segunda-feira (27) a uma liderança do partido e ao irmão, o deputado estadual Eduardo Azevedo (PL-MG).
As executivas nacional e mineira do PL devem reavaliar a aliança nesta terça-feira (28), durante uma reunião em Brasília. Integrantes da direção do Republicanos também podem participar do encontro, que definirá os próximos passos da composição estadual.
O deputado Azevedo confirmou a conversa com o senador e afirmou que a família atravessa um período de luto após a morte de Matheus Augusto Azevedo, irmão dos dois, vítima de complicações provocadas por uma leucemia no dia 18.
“Estamos aguardando ele se prontificar. Conversei com ele por telefone ontem à noite, ele garantiu que será candidato. Estamos vivendo um momento delicado, estamos tentando se recompor”, disse.
Pessoas próximas ao senador relacionavam parte da indefinição eleitoral ao estado de saúde de Matheus. Após a morte do irmão, Cleitinho reduziu as atividades políticas e evitou tratar publicamente da candidatura.
Republicanos ainda precisa formalizar o nome
O senador Cleitinho não participou da convenção estadual do Republicanos realizada no sábado (25). O partido, ainda assim, mantém prazo até 5 de agosto para registrar a candidatura na Justiça Eleitoral.
Aliados afirmaram que o senador pretende anunciar sua decisão até sábado (1º). Antes disso, a executiva estadual do Republicanos precisa aprovar formalmente o nome dele para a disputa pelo Palácio Tiradentes.
A ausência na convenção ampliou as dúvidas entre dirigentes partidários e possíveis aliados. A nova sinalização altera esse cenário e recoloca Cleitinho no centro das articulações da direita para a eleição mineira.
Quaest aponta vantagem de 23 pontos
Mesmo sem lançar oficialmente a candidatura, Cleitinho lidera a corrida pelo governo de Minas Gerais. A pesquisa Quaest divulgada nesta terça-feira atribuiu ao senador 35% das intenções de voto no primeiro turno.
O ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT) aparece na segunda posição, com 12%. A diferença entre os dois chega a 23 pontos percentuais.
O levantamento também mostrou Cleitinho à frente em todas as simulações de segundo turno. Conforme o adversário, a vantagem alcança 31 pontos percentuais. A pesquisa trabalha com margem de erro de três pontos para mais ou para menos.
A liderança amplia o interesse do PL na candidatura do Republicanos. O partido de Flávio Bolsonaro busca um palanque competitivo em Minas Gerais para sustentar a campanha presidencial do senador.
Minas reúne o segundo maior eleitorado do Brasil. São mais de 16 milhões de eleitores, atrás apenas de São Paulo (mais de 30 milhões), de acordo com números divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral referentes a 2024.
PL avalia indicar o vice e uma candidatura ao Senado
Caso feche a aliança, o PL pretende participar da chapa de Cleitinho. O partido avalia indicar para vice-governador Flávio Roscoe, ex-presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais, a Fiemg.
O desenho em discussão também inclui o deputado federal Domingos Sávio (PL-MG) como candidato a uma das duas vagas do Senado. O ex-deputado Marcelo Aro (PP) concorreria à segunda cadeira.
A composição daria ao PL presença nos principais postos da chapa e garantiria a Flávio Bolsonaro uma estrutura eleitoral vinculada ao candidato que lidera as pesquisas para o governo estadual.
O partido ainda precisa conciliar os interesses das direções nacional e mineira, além de negociar com o Republicanos e as demais legendas que podem integrar a coligação.
Demora provocou incômodo entre aliados
A indefinição de Cleitinho gerou insatisfação dentro do grupo que tenta organizar uma candidatura unificada no campo da direita. Sem uma resposta do senador, o PL passou a avaliar alternativas para o governo mineiro.
Marcelo Aro surgiu como uma opção. Dirigentes do partido consideraram apoiá-lo para aproximar o PP da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro.
O PL também discutiu uma candidatura própria de Flávio Roscoe. As duas possibilidades funcionavam como planos alternativos diante da chance de Cleitinho desistir da disputa.
A confirmação transmitida aos aliados reduz a possibilidade de o partido recorrer a esses nomes, mas a direção ainda precisa formalizar a decisão durante as reuniões partidárias.
Direita terá mais de uma candidatura em Minas
A eleição mineira também contará com uma candidatura ligada ao grupo do ex-governador Romeu Zema (Novo). Matheus Simões, filiado ao PSD, disputará o governo com o apoio de Zema, que deixou a administração estadual em março para concorrer à Presidência.
Esse arranjo cria uma disputa interna no campo da direita. Cleitinho tentará reunir o Republicanos, o PL e possíveis aliados, enquanto Simões buscará preservar a base política construída pelo antigo governo estadual.
No campo governista, o presidente Lula escolheu o deputado federal Patrus Ananias (PT-MG) para concorrer ao governo de Minas. A ex-prefeita de Contagem Marília Campos integrará a chapa como candidata ao Senado.
A pesquisa Quaest também mostra uma disputa apertada pela Presidência no estado. Lula aparece com 30% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro registra 29%. Os dois ocupam situação de empate técnico. Romeu Zema soma 12%.
Com a decisão comunicada por Cleitinho, PL e Republicanos voltam a discutir uma aliança que pode reorganizar a disputa estadual e oferecer à campanha de Flávio Bolsonaro um dos palanques mais relevantes da eleição presidencial.
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