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China acusa EUA de usar segurança nacional como pretexto para frear avanço tecnológico chinês

Fonte: brasil247.com | Data: 29/07/2026 04:55:07

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247 – A China reagiu com dureza à decisão dos Estados Unidos de ampliar as restrições à importação de robôs avançados e inversores de energia fabricados por empresas chinesas. Segundo o Global Times, a medida da Comissão Federal de Comunicações (FCC) representa mais um exemplo do uso da “segurança nacional” como pretexto para conter o desenvolvimento tecnológico da China e preservar a hegemonia americana em setores estratégicos.

Na avaliação de analistas chineses, a política de Washington não fortalece a segurança dos Estados Unidos, mas amplia o protecionismo tecnológico e dificulta a cooperação internacional em áreas fundamentais para a economia do futuro.

Pequim rejeita acusações dos EUA

A FCC justificou a decisão afirmando que robôs e inversores chineses podem representar riscos à infraestrutura crítica e à segurança cibernética dos Estados Unidos.

Para especialistas chineses ouvidos pelo Global Times, porém, a narrativa da segurança nacional tem sido utilizada de forma recorrente para excluir empresas chinesas do mercado americano, sem que sejam apresentadas provas concretas das acusações.

A Embaixada da China nos Estados Unidos pediu que Washington deixe de “difamar empresas chinesas” e de recorrer a sanções unilaterais, advertindo que Pequim adotará medidas para defender seus interesses.

Estratégia prejudica os próprios EUA

Os analistas argumentam que a política americana poderá produzir efeitos contrários aos pretendidos.

A exclusão de inversores chineses, por exemplo, tende a elevar os custos da geração de energia nos Estados Unidos, já que a China lidera mundialmente a fabricação desses equipamentos. Da mesma forma, restrições à robótica e à inteligência artificial podem retardar o ritmo da inovação tecnológica norte-americana ao limitar o intercâmbio de conhecimento.

Segundo o Global Times, o isolamento tecnológico reduz a competitividade dos próprios Estados Unidos e impõe custos adicionais a empresas e consumidores.

“Pequeno quintal, cerca alta” está ultrapassado

O jornal critica ainda a estratégia americana conhecida como “small yard, high fence” (“pequeno quintal, cerca alta”), baseada na tentativa de restringir o acesso da China a tecnologias consideradas sensíveis.

Na visão dos especialistas citados, essa abordagem é motivada pela ansiedade de Washington diante do avanço tecnológico chinês e pela crença equivocada de que o isolamento poderá preservar a liderança americana.

Eles argumentam que essa estratégia já demonstra sinais de esgotamento, uma vez que a China consolidou posições de liderança em áreas como 5G, robótica, veículos elétricos, energia renovável e fabricação de chips, tornando inviável conter seu desenvolvimento por meio de barreiras administrativas.

Escalada das restrições

Desde 2021, a FCC vem ampliando sua lista de empresas e equipamentos chineses sujeitos a restrições, incluindo gigantes como Huawei, ZTE, Hikvision e operadoras de telecomunicações.

Para o Global Times, a inclusão de robôs avançados e inversores representa uma nova etapa da guerra tecnológica entre as duas maiores economias do mundo e evidencia a tentativa dos Estados Unidos de utilizar instrumentos regulatórios para frear a ascensão industrial da China.

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