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Nem governo, nem Congresso: veja quais instituições conquistam a confiança dos brasileiros | VEJA

Fonte: veja.abril.com.br | Data: 29/07/2026 18:25:37

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Plenário da Câmara durante sessão do Congresso
Plenário da Câmara durante sessão do Congresso (Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados)

Os brasileiros continuam depositando mais confiança em instituições ligadas à proteção, à educação e à convivência social do que naquelas associadas à política. É o que mostra o Índice de Confiança Social (ICS) 2026, elaborado pelo Ipsos-Ipec com 2 mil entrevistas realizadas em 130 municípios. Em uma escala de 0 a 100, o índice geral alcançou 55 pontos e revelou que a confiança nas pessoas e grupos próximos (63 pontos) permanece acima da confiança nas instituições (54 pontos).

Pelo 17º ano consecutivo, o Corpo de Bombeiros lidera o ranking nacional de credibilidade, com 86 pontos. Em seguida aparecem as escolas públicas (68), a Polícia Federal (66), as igrejas (64), as Forças Armadas (63), a polícia (61) e as empresas (59). Organizações da sociedade civil, meios de comunicação, Sistema Único de Saúde (SUS), bancos e Ministério Público aparecem em um patamar intermediário, todos com 54 ou 55 pontos.

Na outra ponta da lista, as instituições políticas continuam enfrentando os maiores índices de desconfiança da população. Os partidos políticos registraram a pior avaliação da pesquisa, com apenas 30 pontos, seguidos pelo Congresso Nacional (34). Presidente da República e sindicatos obtiveram 42 pontos cada, enquanto o Governo Federal alcançou 46. Sistema eleitoral e prefeituras receberam 48 pontos, e os Tribunais de Contas, incluídos pela primeira vez no levantamento, estrearam com 49 pontos, desempenho semelhante ao do Poder Judiciário.

O estudo também identificou diferenças entre os perfis da população. Jovens de 16 a 24 anos demonstraram maior confiança nas instituições, e pessoas com 60 anos ou mais concentraram os maiores níveis de confiança nas relações pessoais, especialmente entre familiares. “O estudo revela que o Brasil não é um país sem confiança. Os brasileiros seguem confiando fortemente em pessoas próximas e em instituições associadas ao cuidado, à proteção e à educação. O desafio continua sendo ampliar essa confiança para a esfera institucional e política”, analisa Márcia Cavallari, diretora da Ipsos-Ipec.