Nilson Rodrigues, diretor do Bonito Cinesur, fala sobre o festival
Fonte: correiobraziliense.com.br | Data: 30/07/2026 17:29:31
Nilson Rodrigues é o responsável pela direção da quarta edição do Bonito Cinesur — Festival de cinema sul-americano. A criação do festival surgiu, segundo Rodrigues, da da necessidade de “criar um espaço capaz de reunir produtores, realizadores atores, atrizes e os diversos agentes que fazem o cinema nos países da América do Sul”.
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O desejo de mais coproduções regionais, do Mato Grosso do Sul também movimentou a criação do evento. “A partir disso, buscamos os parceiros para viabilizar o projeto. Desde o início, tivemos uma excelente acolhida da população de Bonito, da prefeitura, do governo do Estado e dos patrocinadores”, ressalta o diretor.
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Nilson Rodrigues também está por dentro do cinema ligado à capital. O produtor cultural já foi coordenador e diretor da I Mostra do Cinema Brasileiro de Taguatinga/DF (1985) e do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro (1995, 1997 e 1998).
Atualmente, Nilson é produtor de Honestino, longa de Aurélio Michiles que retrata a história do líder estudantil da Universidade de Brasília (UnB). “Sua trajetória é reconstituída no filme a partir de depoimentos de familiares, amigos, políticos e militantes, como Almino Afonso, Jorge Bodanzky, Franklin Martins e Betty Almeida, biógrafa do líder estudantil. Essa pluralidade de vozes ajuda a revelar a dimensão humana e política de um jovem que construiu uma rede que segue inspirando gerações”, conta, ao falar sobre a produção.
Além disso, Nilson também faz parte da equipe de Justino — Nos bastidores do reino, novo filme de José Eduardo Belmonte, cineasta formado na UnB, que estreia no Festival de Gramado. O longa, baseado em um livro, conta a história de Mário Justino, jovem da periferia que se tornou pastor e participa da expansão internacional de uma poderosa instituição religiosa.
“A trajetória do jovem da periferia que se tornou pastor, o Mário Justino, em uma importante igreja neopentecostal do Brasil precisava ser contada no cinema. No filme, vamos ver tudo o que ele viu e viveu, uma jornada que o levou ao inferno, além do processo de expansão das igrejas neopentecostais no Brasil”, revela.
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Nilson acredita que o Bonito Cinesur vai se afirmando com o passar dos anos. “Nesta quarta edição, eu diria que ele já está bastante integrado à cidade, com uma participação incrível da comunidade. No Brasil e nos demais países sul-americanos, eu creio que já está consolidado como uma referência de encontro das cinematografias do continente”, destaca.
Em bom momento do cinema nacional, Nilson ressalta que os festivais são responsáveis por um ponto essencial para as produções brasileiras. “Cada festival tem sua característica própria, seus objetivos. Mas em todos os países do continente, há uma coisa em comum: temos poucas possibilidades de ver os filmes que nós mesmos produzimos, o mercado é dominado pelos filmes dos grandes estúdios estadunidenses. Portanto, os festivais se convertem nesse espaço privilegiado onde podemos ver os filmes que tem pouco espaço no mercado exibidor, conversar sobre eles e também buscar alternativas para superar as barreiras existentes”, finaliza Nilson Rodrigues.
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