Lula pede voto a Jaques Wagner, investigado no caso Master | Rede GNI
Fonte: redegni.com.br | Data: 01/08/2026 18:27:23
Últimas atualizações em 01/08/2026 – 18:09 Por Gazeta do Povo | Feed
O presidente Lula pediu neste sábado (1º) votos para a reeleição do senador Jaques Wagner (PT-BA), dois dias depois de o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), retirar o sigilo de documentos em que a Polícia Federal detalha indícios de que o petista recebeu vantagens econômicas do grupo do Banco Master em troca de atuação política. O material registra ao menos 74 ligações entre Wagner e Augusto Lima, ex-sócio do banco, além de tratativas sobre um apartamento de R$ 2,45 milhões, transferências para uma empresa ligada à família do senador e o uso de aeronaves particulares.
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Durante a convenção estadual do PT na Bahia, Lula apresentou Wagner e Rui Costa, ex-ministro-chefe da Casa Civil, como os candidatos da chapa governista ao Senado e pediu explicitamente votos para os dois, embora a legislação eleitoral proíba esse tipo de manifestação antes de 16 de agosto. “Eu preciso de dois votos: neste galego [em referência a Jaques Wagner] e neste companheiro aqui [em referência a Costa].”
Ao defendê-los, Lula elogiou a trajetória de Wagner, afirmou que ele foi “um governador extraordinário” e ainda o chamou de líder do governo no Senado, posto deixado pelo petista em junho, após o avanço da investigação. “O Senado está muito ruim. O Senado está num baixo nível muito grande. E é preciso que a gente tenha gente que tenha maturidade política, que tenha competência política”, disse o presidente.
Os documentos revelados nos últimos dias mostram que Wagner e Augusto Lima trocaram ligações entre novembro de 2023 e maio de 2025 que somaram cerca de cinco horas e meia de conversa. A PF destacou a preferência dos dois por chamadas de voz pelo WhatsApp, em vez de mensagens escritas, e relacionou parte dos contatos a assuntos de interesse do Master. Em uma das conversas, Wagner ofereceu seu gabinete no Senado como local protegido e discreto para uma reunião com dirigentes ligados ao banco.