Ciro Nogueira estuda lançar irmão investigado pela PF no Caso Master como primeiro suplente ao Senado
Fonte: brasil247.com | Data: 03/08/2026 07:00:22
247 – O senador Ciro Nogueira (PP-PI) pode lançar o próprio irmão, o empresário Raimundo Neto e Silva Nogueira, conhecido como Neto Nogueira, como primeiro suplente em sua chapa de disputa à reeleição para o Senado Federal. A informação sobre as articulações políticas envolvendo o familiar do parlamentar, que foi alvo da Polícia Federal no âmbito do Caso Master, foi divulgada por Milena Teixeira, no Metrópoles.
O nome de Raimundo foi citado durante a convenção partidária realizada no Piauí, no último sábado (1º), evento que oficializou a candidatura de Ciro Nogueira para a renovação de seu mandato no Congresso Nacional.
Embora a definição sobre o primeiro suplente siga em debate nos bastidores, o senador já utilizou suas redes sociais para confirmar publicamente o nome de Ricardo Braz, líder da Juventude das Assembleias de Deus, para ocupar a vaga de segundo suplente em sua chapa eleitoral.
As investigações da Polícia Federal e o Caso Master
Raimundo Neto e Silva Nogueira foi um dos alvos da operação deflagrada pela Polícia Federal em maio deste ano no âmbito das apurações do Caso Master. De acordo com os relatórios dos investigadores, Raimundo atuava diretamente como administrador da empresa CNLF Empreendimentos Imobiliários Ltda.
A Polícia Federal aponta que a referida empresa teria sido utilizada como um “mecanismo dissimulado” para realizar o repasse ilícito de vantagens financeiras diretamente ao senador Ciro Nogueira. As apurações detalham que a CNLF adquiriu ações da Brasilcap Capitalização S.A. — empresa que era presidida por Felipe Cançado Vorcaro, primo do banqueiro Daniel Vorcaro — por valores discrepantes com o praticado no mercado. As ações, avaliadas em cerca de R$ 13 milhões, teriam sido compradas pela empresa administrada por Raimundo por apenas R$ 1 milhão.
Medidas cautelares impostas pelo STF
Diante dos indícios apresentados pela Polícia Federal ao autorizar a deflagração da operação em maio, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), impôs uma série de medidas cautelares severas a Neto Nogueira. Entre as determinações judiciais iniciais, figuravam o uso obrigatório de tornozeleira eletrônica, a entrega do passaporte à PF e a proibição de se ausentar da cidade onde reside sem prévia autorização da Justiça.
Além disso, o ministro do STF havia proibido expressamente que Raimundo mantivesse qualquer tipo de contato com os demais investigados e testemunhas do processo, o que incluía a proibição de comunicação com o próprio irmão, o senador Ciro Nogueira. Um mês após a decretação das medidas, contudo, o ministro André Mendonça revogou parte das restrições impostas ao empresário.
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