Casos de síndrome respiratória grave aumentam e SC contabiliza 224 pessoas mortas por vírus respiratórios em 2026
Fonte: ndmais.com.br | Data: 03/08/2026 11:30:35
Crianças são as mais vulneráveis com o aumento dos casosFoto: Davidyson Damasceno/Iges-DF/ND Mais
Santa Catarina apresentou aumento nos casos de SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave), segundo Boletim InfoGripe, divulgado pela Fiocruz em parceria com a FGV EMAP na última semana. Até julho de 2026, o estado registrou 224 mortes causadas por vírus respiratórios.
Além do VSR (Vírus Sincicial Respiratório), a circulação de influenza B, rinovírus e metapneumovírus também tem contribuído para o avanço das infecções no estado.
De acordo com o levantamento, Santa Catarina está entre as três unidades da federação com tendência de crescimento de longo prazo medida nas últimas seis semanas, ao lado do Rio Grande do Sul e do Maranhão.
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Embora a maior parte dos estados brasileiros apresente estabilidade ou redução nos registros, Santa Catarina permanece entre aqueles com incidência em níveis de alerta, risco ou alto risco, mantendo tendência de alta.
Santa Catarina contabiliza mais de 8 mil casos
O Cieges (Centro de Informações Estratégicas para a Gestão do SUS de SC) contabilizou 8.580 casos de SRAG confirmados até o início de agosto. Desse total, 5.647 casos tiveram identificação do vírus causador.
Entre os casos confirmados, 1.861 (21,7%) foram provocados pelo VSR, 1.523 (17,7%) por influenza e 226 (2,6%) por Covid-19.
Até o período analisado, Santa Catarina também registrou 35 mortes por SRAG associadas à Covid-19, 93 por influenza e 96 por outros vírus respiratórios.
Crianças concentram aumento dos casos
O principal responsável pelo crescimento das internações por SRAG na Região Sul é o VSR (Vírus Sincicial Respiratório). O vírus tem afetado principalmente crianças de até 2 anos e aquelas entre 2 e 4 anos de idade.
Em todo o país, o VSR foi o vírus mais prevalente nas últimas quatro semanas avaliadas, respondendo por 57,7% dos casos positivos e por 31,9% dos óbitos com confirmação laboratorial. Em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, o cenário é agravado pela circulação simultânea de influenza B, rinovírus e metapneumovírus.
Cenário nacional da síndrome respiratória
Segundo o Boletim InfoGripe, o Brasil registrou 125.914 casos de SRAG em 2026 até o momento. Desse total, 53,4% apresentaram resultado positivo para algum vírus respiratório.
O levantamento mostra que o impacto da doença varia conforme a faixa etária. Nas crianças pequenas, especialmente nas menores de 2 anos, o VSR é o principal responsável pelas hospitalizações.
Entre os idosos, o maior impacto ocorre na mortalidade. A Influenza A é a principal causa de óbitos por SRAG em pessoas com 65 anos ou mais. O rinovírus aparece como a segunda causa de mortes nesse grupo, enquanto a Influenza B também apresenta elevada letalidade.
Estado toma medidas para a prevenção e tratamento de novos casos
Segundo a SES/SC (Secretaria do Estado de Saúde), quando analisado o conjunto de casos de SRAG, o cenário é de estabilidade, com tendência de queda.
Para mitigar a situação a secretaria mantém como incentivo a vacinação contra a influenza e a vacinação contra o VSR para gestantes, além da oferta do anticorpo monoclonal nirsevimabe para crianças elegíveis.
O Estado também promove capacitações para os profissionais de saúde, disponibiliza o antiviral oseltamivir e acompanha continuamente a organização da rede assistencial para garantir o atendimento à população.
Desde 2023, a Secretaria também vem ampliando a capacidade de assistência em todas as regiões do estado, com a abertura de mais de 300 novos leitos de UTI adultos, pediátricos e neonatais, reforçando a estrutura para o atendimento de pacientes com maior gravidade.
Sarah Pretto Estagiária
Sarah Pretto é jornalista em formação e faz parte do Núcleo de Santa Catarina do ND Mais, integrando a redação do portal em Florianópolis e atuando na cobertura dos principais assuntos de interesse dos catarinenses e moradores da Grande Florianópolis. Atenta ao cotidiano da região, escreve sobre segurança pública, tempo, cultura e mais. É graduanda na UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) e iniciou a trajetória na comunicação produzindo conteúdo universitário e laboratorial. Destaca-se por premiações no Expojor UFSC, com relevância em reportagens multimídia de áudio, texto e vídeo. Leia mais ▾
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