Sindicato rebate Tarcísio e diz que greve da CPTM não é política
Fonte: tribunadejundiai.com.br | Data: 04/08/2026 16:05:48
A greve da CPTM não tem motivação político-partidária, segundo o sindicato que representa os ferroviários. A entidade rebateu, nesta terça-feira (4), as críticas do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Em nota, o sindicato afirmou que busca uma garantia formal para preservar os empregos. A preocupação envolve a concessão das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade.
Segundo a entidade, os trabalhadores querem “uma única garantia”: que nenhum funcionário perca o emprego durante a transferência das linhas.
Sindicato nega motivação política na greve da CPTM
O Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil (STEFZCB) afirmou que a paralisação foi aprovada em assembleia.
De acordo com a entidade, a categoria decidiu cruzar os braços porque não recebeu uma garantia formal sobre os empregos.
“O movimento nasceu da ausência de uma garantia concreta de manutenção dos empregos de milhares de trabalhadores”, declarou o sindicato.
Além disso, a entidade contestou a afirmação de Tarcísio de que a paralisação teria objetivos políticos.
Para o sindicato, a mobilização representa uma reação à falta de segurança sobre o futuro profissional dos funcionários.
Empregos estão no centro da reivindicação
O sindicato declarou que não se opõe à modernização do transporte público. Entretanto, exige que o processo preserve os direitos dos ferroviários.
Representantes do governo estadual e da categoria participaram de reuniões antes da paralisação. Porém, segundo os trabalhadores, não houve um compromisso oficial contra possíveis demissões. Por esse motivo, a manutenção dos empregos continua sendo a principal reivindicação da categoria.
A concessão envolve as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade. Atualmente, esses ramais são administrados pela Companhia Paulista de Trens Metropolitanos.
A Linha 11-Coral liga Palmeiras-Barra Funda a Estudantes, em Mogi das Cruzes. Já a 12-Safira conecta o Brás a Calmon Viana.
Por sua vez, a Linha 13-Jade atende passageiros que viajam entre a capital paulista e o Aeroporto Internacional de Guarulhos.
Categoria afirma que movimento não é contra passageiros
Os ferroviários também afirmaram que utilizam diariamente o transporte público. Assim, reconhecem os impactos causados aos passageiros.
Ainda segundo a nota, a greve da CPTM busca defender empregos e um serviço ferroviário de qualidade.
“O caminho para o fim do conflito é simples: a apresentação de uma garantia concreta, oficial e inequívoca”, diz o comunicado.
Essa garantia, conforme a entidade, deve alcançar todos os trabalhadores da companhia afetados pelo processo de concessão.
Por fim, o sindicato afirmou que a mobilização busca proteger milhares de famílias. A entidade também defendeu a valorização dos profissionais do sistema ferroviário paulista.
O que disse Tarcísio de Freitas?
Mais cedo, Tarcísio de Freitas classificou a paralisação como uma “instrumentalização política”. O governador também afirmou que “a aposta na baderna e na paralisia dos serviços não vai intimidar o governo”.
Segundo Tarcísio, o Estado apresentou alternativas para preservar os postos de trabalho. Além disso, o governo teria mantido o diálogo com os representantes da categoria.
O governador ressaltou ainda que a paralisação prejudica passageiros que dependem diariamente dos trens. O governo estadual informou que discutiu a possibilidade de absorção dos funcionários por outros órgãos públicos. No entanto, o sindicato considera que as propostas não oferecem a garantia exigida.
Justiça determina operação mínima durante paralisação
O Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2) determinou uma operação mínima durante a greve. A decisão exige 80% do efetivo nos horários de pico, entre 4h e 10h e entre 16h e 21h.
Nos demais horários, a categoria deve manter pelo menos 60% dos trabalhadores em atividade. O descumprimento poderá gerar multa diária de R$ 1 milhão para o sindicato. Para a empresa, a multa prevista chega a R$ 2 milhões.
A decisão completa está disponível no site oficial do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região.