Acusado de matar jovem em acidente em Inhapim vai a júri popular por homicídio
Fonte: diariodecaratinga.com.br | Data: 05/08/2026 10:01:14
A Justiça da Comarca de Inhapim decidiu levar a julgamento pelo Tribunal do Júri o jovem Kelvin Antony Farias Coimbra, de 22 anos, acusado pela morte de Fabrícia Kellen de Brito, de 24 anos. A decisão foi proferida pela 1ª Vara Cível, Criminal e de Execuções Penais e acolheu a tese apresentada pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio da 2ª Promotoria de Justiça de Inhapim, de que o réu assumiu o risco de provocar a morte da vítima ao dirigir sob efeito de álcool, sem possuir Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e em velocidade incompatível com a via.
O acidente aconteceu na madrugada de 15 de agosto de 2025, no centro de Inhapim. Conforme a denúncia do Ministério Público, Kelvin conduzia o veículo em alta velocidade pela Rua Osvaldo Silva Araújo quando perdeu o controle da direção ao passar por uma faixa elevada de pedestres. O automóvel atingiu violentamente o muro da rodoviária da cidade. Fabrícia Kellen de Brito, que estava como passageira, morreu ainda no local em consequência da força do impacto.
Na sentença de pronúncia, a magistrada entendeu que as provas reunidas durante a instrução processual demonstram a materialidade do crime e apresentam indícios suficientes de autoria, justificando que o caso seja analisado pelo Tribunal do Júri. A decisão também manteve a qualificadora do emprego de meio que resultou em perigo comum, por considerar que a conduta do acusado colocou em risco um número indeterminado de pessoas, já que o acidente ocorreu em uma das principais vias de Inhapim, nas proximidades da rodoviária, local com intenso fluxo de veículos e pedestres.
Além da acusação de homicídio, Kelvin Antony Farias Coimbra também responderá perante o Tribunal do Júri pelo crime conexo previsto no artigo 311 do Código de Trânsito Brasileiro, que trata da condução de veículo em velocidade incompatível com a segurança nas proximidades de locais de embarque e desembarque de passageiros, gerando perigo de dano.
Em nota, o Ministério Público de Minas Gerais informou que a decisão representa um importante avanço na responsabilização criminal do caso. Para o promotor de Justiça Jonas Junio Linhares Costa Monteiro, a submissão do processo ao Tribunal do Júri reforça o compromisso das instituições com a proteção da vida, a correta aplicação da lei e a resposta que a sociedade espera diante de fatos de elevada gravidade