Brasil deve ganhar até oito novas canetas emagrecedoras até o fim do ano
Fonte: correio24horas.com.br | Data: 05/08/2026 13:35:14
Presidente da Anvisa afirma que novos registros devem ampliar a oferta de medicamentos análogos de GLP-1
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Thais Borges
Publicado em 5 de agosto de 2026 às 13:30

Até o fim do ano, o Brasil deve contar com até oito novas canetas emagrecedoras com registro autorizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A informação foi anunciada pelo presidente do órgão, Leandro Safatle, de acordo com o G1, em conversa com jornalistas na última terça-feira (4).
Somente neste ano, já foram seis aprovações dos medicamentos análogos de GLP-1. Em março, caiu a patente dos medicamentos Ozempic e Wegovy, que usam a semaglutida. Desde então, a agência reguladora aprovou o registro do Ozivy fabricado pela EMS e, na semana passada, de mais outras cinco canetas.
Uso indiscriminado das canetas emagrecedoras tem preocupado especialistas por Reprodução
Na ocasião, a agência informou que a priorização da análise de medicamentos à base de semaglutida e liraglutida foi iniciada em agosto de 2025, após solicitação do Ministério da Saúde para atender demandas do Sistema Único de Saúde (SUS), no âmbito do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (Ceis), além da necessidade de ampliar o abastecimento do mercado nacional. A medida resultou na publicação do Edital de Chamamento 12/2025 da Anvisa.
Ao mesmo tempo, a agência implementou um plano de ação com 125 iniciativas para reduzir a fila de pedidos de registro e diminuir o tempo de análise dos processos. A estratégia contribuiu para acelerar a aprovação de novas canetas injetáveis. Até o momento, 11 dos 24 medicamentos sintéticos e biológicos contemplados pelo edital tiveram a análise concluída, resultando na aprovação de seis medicamentos. O processo de avaliação envolve estudos clínicos, análise documental e inspeção da linha estéril de produção.
Segundo a Anvisa, o aumento dos pedidos de registro de agonistas de GLP-1 está relacionado ao desenvolvimento, em 2022, de versões sintéticas — produzidas em laboratório — do hormônio natural GLP-1, responsável por estimular a produção de insulina e auxiliar no controle da saciedade. Atualmente, 68% de todas as solicitações de registro de dispositivos injetáveis para o tratamento da obesidade e do diabetes protocoladas na agência correspondem a medicamentos sintéticos. A expiração de patentes de alguns desses medicamentos nos últimos anos também tem impulsionado o crescimento das solicitações.
