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Por que a economia estatal cubana, na prática, é um morto insepulto – MDig

Fonte: mdig.com.br | Data: 05/08/2026 18:35:38

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Por que a economia estatal cubana, na pr�tica, � um morto insepulto

O colapso econ�mico quase total e a fal�ncia sist�mica de Cuba s�o impulsionados por uma “tempestade perfeita” composta por um severo bloqueio petrol�fero dos EUA, d�cadas de m� gest�o econ�mica interna e o esgotamento total das reservas de moeda estrangeira. Cuba est� passando pelo que pode ser o colapso econ�mico mais dram�tico desde que o regime de Castro chegou ao poder. Dados recentes revelam que a grave deteriora��o econ�mica do pa�s Cuba � muito anterior ao embargo de energia e �s san��es adicionais impostas em janeiro pelo governo Trump.

Por que a economia estatal cubana, na pr�tica, � um morto insepulto

Desde 3 de janeiro, quando os militares dos EUA sequestraram o presidente Nicol�s Maduro da Venezuela, Donald Trump promete que Cuba cair�.

– “Quer eu a liberte, quer a tome, acho que posso fazer o que quiser com ela“, disse ele a rep�rteres na Casa Branca em mar�o.

Embora a crescente press�o de Washington tenha acelerado o ajuste de contas do regime, a economia cubana j� caminhava h� tempos para uma cat�strofe econ�mica.

H� quase exatamente cinco anos, milhares de cubanos, fartos da infla��o galopante e da grave escassez de produtos b�sicos, foram �s ruas protestar contra o regime comunista que havia paralisado a economia. Hoje, Cuba volta a ser not�cia internacional, � medida que o colapso econ�mico da ilha se acelera.

Embora os protestos at� agora tenham sido espor�dicos, crescem as especula��es de que o regime poder� em breve enfrentar sua crise existencial mais grave em d�cadas. A ilha esgotou suas reservas de combust�vel e o fornecimento de eletricidade � intermitente, na melhor das hip�teses. Esta semana, Cuba sofreu um apag�o nacional.

Fora de Cuba, grande parte da aten��o e dos coment�rios da m�dia sobre a crise tem se concentrado em fatores econ�micos recentes. Mas isso corre o risco de ecoar a explica��o preferida de Havana, de que a culpa � da press�o externa, e n�o de d�cadas de comunismo.

O colapso do setor tur�stico da ilha, o fechamento de dezenas de hot�is, a redu��o de voos de e para a ilha e outros resultados negativos s�o consequ�ncia da economia estatal desastrosamente administrada.

As recentes medidas impostas pelos EUA a Cuba t�m um efeito, mas tratar essa situa��o como um choque externo, repentino e inesperado ignora a realidade mais ampla e alarmante.

A ilha vem ruindo h� tempos sob o peso de uma ditadura comunista que passou d�cadas descapitalizando sua economia e minando os motores da prosperidade do pa�s. Mudan�as econ�micas marginais n�o melhorar�o o futuro dos cubanos.

O governo promete demonstrar boa vontade, abrindo a economia com medidas que expandiriam o setor privado e atrairiam investimentos, mas, para desgosto do povo cubano, por enquanto, ficou na promessa.

O bloqueio de petr�leo dos EUA e o endurecimento das san��es

Corte de fornecimento aos principais fornecedores: na sequ�ncia de intensas a��es geopol�ticas dos EUA em janeiro de 2026, Washington efetivamente bloqueou a principal fonte de petr�leo bruto subsidiado de Cuba, proveniente da Venezuela, e pressionou fornecedores alternativos como o M�xico a interromperem os embarques.

Ademais, os EUA redesignaram Cuba como um “estado patrocinador do terrorismo“, isolando a ilha dos sistemas banc�rios internacionais padr�o e impedindo o acesso aos mercados de cr�dito globais.

Rede el�trica obsoleta e esgotamento de combust�veis

A infraestrutura el�trica de Cuba consiste em usinas termoel�tricas a �leo que j� ultrapassaram sua vida �til normal, causando m�ltiplos apag�es em todo o pa�s.

Como a ilha n�o possui moeda forte para comprar combust�vel no mercado aberto e sofreu com a falta de importa��es, as autoridades de energia anunciaram que o pa�s ficou completamente sem diesel e �leo combust�vel.

A crise de liquidez e a fal�ncia

D�cadas de um modelo estatal comunista altamente centralizado sufocaram a produ��o interna e os mercados competitivos.

A receita do turismo, principal fonte de divisas de Cuba, entrou em colapso, agravada pela redu��o de voos pelas companhias a�reas devido � falta de combust�vel de avia��o na ilha.

O Efeito Domin� nos alimentos, na �gua e na internet

Sem combust�vel para m�quinas agr�colas ou transporte, as colheitas dom�sticas apodrecem nos campos. Apag�es constantes fazem com que os alimentos se estraguem rapidamente nas geladeiras residenciais, e as bombas de �gua el�tricas n�o conseguem distribuir �gua pot�vel.

As torres de telecomunica��es necessitam de eletricidade est�vel para funcionar; durante os frequentes colapsos da rede el�trica nacional, o servi�o de telefonia celular e o acesso � internet ficam interrompidos em toda a ilha.

Nos recorrentes apag�es, a popula��o de Havana comemora com “olas” o restabelecimento da energia quarteir�o ap�s quarteir�o, ainda que todos saibam que � tempor�rio.

Laura Garcia, ilustradora e m�e solteira do bairro 10 de Octubre, em Havana, disse que seus vizinhos agora vivem apenas no presente.

– “O que eu ou�o � um n�vel de desespero que n�o permite que a dist�ncia impe�a discuss�es sobre o futuro, disse ela, que havia acabado de passar 72 horas sem energia el�trica e, quando pressionada a dar mais detalhes, apenas murmurou: – “O que tem que cair, n�o cai.”

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