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Números comprovam Lula: Petrobras a serviço do povo brasileiro produz mais, refina mais e investe mais

Fonte: brasil247.com | Data: 06/08/2026 10:07:20

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu os resultados que a Petrobras tem colhido para o País desde que voltou a priorizar os interesses do povo brasileiro em detrimento dos acionistas minoritários. Em entrevista aos podcasts Meteoro Brasil e Os 3 Elementos, Lula criticou propostas liberais de privatização da companhia, seja de venda de ativos, de esquartejamento ou até de privatização total. 

O presidente relacionou a alienação de empresas e ativos públicos à incapacidade de gestão. E a Petrobras, sob a presidência de Magda Chambriard, tem demonstrado este fato e deverá encerrar 2026 com lucro superior ao registrado no período em que adversários políticos comandavam a venda de ativos da companhia. 

Se tomarmos os números divulgados pela Petrobras para o segundo trimestre de 2026, revelam um excelente resultado operacional e comprovam que a missão da Petrobras é operar como instrumento de política industrial, segurança energética e desenvolvimento nacional.

Vamos falar dos números da Petrobras. A produção própria atingiu o recorde de 3,34 milhões de barris de óleo equivalente por dia, crescimento de 14,1% em relação ao mesmo período do ano anterior. Considerando os campos operados em parceria, a produção alcançou 4,87 milhões de barris diários, outro recorde histórico. O pré-sal continua sendo o principal motor dessa expansão, mas o dado mais relevante talvez esteja em outro segmento: o refino.

Poucos indicadores sintetizam tão bem a mudança de rumo quanto os das refinarias. A produção de derivados chegou a 1,918 milhão de barris por dia, alta de 10,9% em um ano. O fator de utilização das refinarias alcançou 101,2%, o maior índice trimestral da história da Petrobras, superando inclusive o recorde de 2014.

Esse dado merece atenção especial. Durante anos, difundiu-se a ideia de que o Brasil deveria exportar petróleo bruto e importar derivados, reduzindo investimentos na ampliação do parque de refino. Os números atuais caminham na direção oposta: mais processamento dentro do país significa maior valor agregado, maior segurança de abastecimento, menor dependência externa e geração de empregos qualificados.

Os reflexos aparecem imediatamente. As importações de derivados caíram para 67 mil barris diários, enquanto as compras externas de petróleo recuaram para 89 mil barris por dia, o menor patamar desde a pandemia. Ao mesmo tempo, a produção de diesel S-10 atingiu um recorde de 509 mil barris diários, e a de querosene de aviação chegou a 109 mil barris por dia, também uma máxima histórica.

O resultado não decorre apenas da maior utilização das refinarias existentes. Ele está ligado à retomada dos investimentos estruturantes, que estão sendo realizados graças à decisão do governo do presidente Lula. O Plano de Negócios da Petrobras prevê expansão da capacidade nacional de refino com novos projetos e ampliações, entre eles a continuidade da Refinaria Abreu e Lima (RNEST), em Pernambuco. A companhia projeta ampliar significativamente sua capacidade instalada até 2030, com investimentos em novas unidades, aumento da produção de diesel S-10 e maior conversão do petróleo em derivados de maior valor agregado. No caso específico da RNEST, as obras de modernização já elevaram a capacidade do primeiro trem de refino para 130 mil barris por dia, enquanto o segundo trem deverá dobrar a capacidade total da refinaria para cerca de 260 mil barris diários, fortalecendo especialmente a produção nacional de diesel.

Além de estratégica, a recuperação do refino possui um significado econômico que vai além da Petrobras. Trata-se de uma política industrial em sentido clássico: fortalecer cadeias produtivas nacionais, estimular fornecedores, ampliar investimentos em engenharia, equipamentos e tecnologia e reduzir a vulnerabilidade externa do país.

Por isso que os resultados atuais dialogam diretamente com a concepção defendida pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de que a Petrobras deve conciliar rentabilidade com objetivos estratégicos para o desenvolvimento do Brasil. Nessa visão, a empresa continua gerando resultados para seus acionistas, mas também exerce o papel de indutora de investimentos, inovação, produção industrial e segurança energética.

Os indicadores sugerem que essa estratégia produz resultados concretos. Além dos recordes na exploração e no refino, o país alcançou, em junho, 4,475 milhões de barris de petróleo por dia, enquanto a produção total de petróleo e gás chegou a 5,842 milhões de barris de óleo equivalente diários, também em níveis históricos.

Outro aspecto simbólico chama atenção: vários dos indicadores atuais remetem aos níveis observados em 2014, período em que a Petrobras executava um amplo programa de investimentos em exploração, refino, construção naval e conteúdo nacional. Naquele momento, o Brasil buscava consolidar uma estratégia de industrialização apoiada na cadeia do petróleo e do gás.

Em 2016, o impeachment da então presidente Dilma Rousseff marcou uma inflexão na condução dessa política. A partir dali, a Petrobras passou a priorizar desinvestimentos, redução de ativos e distribuição recorde de dividendos aos acionistas. A retomada dos investimentos da Petrobras, observada nos últimos anos e que está alinhada aos interesses do povo brasileiro expressos nas urnas com a eleição de Lula, representou uma mudança importante em relação àquele ciclo, recolocando a expansão da capacidade produtiva entre as prioridades da companhia e do Brasil.

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Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.