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Réptil que parecia restrito a menos de um hectare retorna à natureza com 148 animais e descoberta de população com 22 mil surpreende conservacionistas

Fonte: oantagonista.com.br | Data: 06/08/2026 17:32:23

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O pequeno réptil retorna à natureza depois de quase nove anos protegido num zoológico contra a erosão costeira. A soltura de 148 animais ocorreu após novas buscas revelarem que uma população antes estimada em menos de 100 podia superar 22 mil indivíduos.

Qual é o réptil devolvido à natureza?

O animal é o lagarto-de-seixos, conhecido em inglês como cobble skink. Esse pequeno réptil endêmico da Nova Zelândia vive entre pedras arredondadas de praias na Costa Oeste da Ilha Sul, principalmente ao norte de Westport.

Seu nome vem dos seixos do ambiente costeiro. O lagarto é castanho ou dourado, tem focinho arredondado e mede cerca de 67 milímetros sem a cauda. Alimenta-se de pequenos invertebrados e se abriga entre as pedras.

Réptil que parecia restrito a menos de um hectare retorna à natureza com 148 animais e descoberta de população com 22 mil surpreende conservacionistas
Réptil que parecia restrito a menos de um hectare retorna à natureza com 148 animais e descoberta de população com 22 mil surpreende conservacionistas

Por que a espécie parecia restrita a menos de um hectare?

Levantamentos de 2015 e 2016 localizaram o grupo numa faixa costeira inferior a um hectare. A erosão intensa permitia que cada tempestade removesse pedras, vegetação e abrigos.

Estimava-se que restassem menos de 100 indivíduos. A espécie foi classificada como nacionalmente crítica porque o grupo conhecido ocupava um habitat instável, ameaçado pela elevação do mar e por plantas invasoras.

Como o zoológico transformou o resgate numa população de 148 animais?

Uma operação retirou 35 lagartos em 2016 e os levou ao Zoológico de Auckland. Outros seis chegaram em 2022, reforçando uma população de segurança contra a possível destruição do habitat por tempestades.

Reprodução controlada e gestão genética ampliaram o grupo para 148 animais. O zoológico também reuniu dados sobre reprodução e comportamento, essenciais para preparar a devolução ao ambiente costeiro.

Os números mostram como o grupo protegido cresceu:

Como o réptil retorna à natureza depois do período no zoológico?

A soltura ocorreu em 15 de janeiro de 2025, numa área estável ao norte de Westport. Os lagartos viajaram de avião até Nelson e seguiram por terra até o local escolhido após avaliações da costa.

A nova área precisava repetir o habitat original com menor risco de erosão. A soltura também devolveu genes preservados no zoológico aos grupos selvagens descobertos depois.

O retorno envolveu quatro etapas principais:

  • Seleção de uma faixa costeira com seixos e maior estabilidade
  • Preparação e transporte dos 148 animais desde Auckland
  • Libertação acompanhada por conservacionistas e representantes indígenas
  • Monitoramento do grupo e proteção do habitat no próprio local

O que muda com a descoberta de mais de 22 mil animais?

Novas buscas localizaram outros grupos, incluindo uma área estimada em mais de 22 mil lagartos. A descoberta mostrou que a espécie ocupava trechos costeiros ainda não examinados.

O Departamento de Conservação da Nova Zelândia informou que a soltura reforçaria a genética selvagem. O foco passou do zoológico para a proteção das populações e praias.

A comparação ajuda a dimensionar a mudança:

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A recuperação do lagarto-de-seixos já está garantida?

A situação melhorou, mas a recuperação ainda não está garantida. Erosão, elevação do mar, plantas invasoras e predadores ameaçam um réptil dependente de uma estreita faixa costeira.

Encontrar 22 mil indivíduos mudou a escala, não os riscos. Proteger praias, acompanhar os libertados e manter diversidade genética são medidas necessárias para evitar nova concentração num único habitat.

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