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Ataques cibernéticos crescem 44% no Brasil; IA soberana ganha espaço como estratégia de defesa

Fonte: portalrbn.com.br | Data: 07/08/2026 10:33:07

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Organizações brasileiras sofreram, em média, 4.001 ataques
cibernéticos por semana em junho de 2026, alta de 44% em relação ao mesmo
período do ano anterior, segundo levantamento da Check Point Research (CPR). O
avanço das ameaças, impulsionado pelo uso crescente de Inteligência Artificial
(IA) por grupos criminosos, aumenta a pressão sobre empresas e órgãos públicos
para fortalecer suas estratégias de segurança digital.

A popularização da IA generativa vem transformando o cenário da
cibersegurança. Ferramentas que antes estavam restritas a especialistas
passaram a ser utilizadas para automatizar tentativas de invasão, criar
campanhas de phishing mais convincentes, explorar vulnerabilidades em maior
escala e desenvolver códigos maliciosos cada vez mais sofisticados. Como
consequência, organizações precisam adotar tecnologias capazes de antecipar
riscos, e não apenas responder aos ataques depois que eles acontecem.

Para Marcos Santos, CEO da Aquarela Analytics, empresa brasileira
especializada no desenvolvimento de soluções de Inteligência Artificial para os
setores corporativo e industrial, esse cenário reforça a importância de
investir em modelos nacionais de IA capazes de reduzir a dependência
tecnológica em áreas estratégicas e ampliar a capacidade de prevenção a
incidentes.

“Não podemos tratar a segurança dos nossos sistemas como uma
commodity importada. À medida que os ataques se tornam mais sofisticados e
utilizam Inteligência Artificial para ampliar seu alcance, o Brasil precisa de
soluções desenvolvidas para sua própria realidade. Soberania tecnológica é uma
questão de segurança nacional e também de competitividade”
, ressalta
Santos.

Segundo o executivo, o crescimento dos ataques está diretamente
relacionado à automação das ofensivas digitais, ao roubo e vazamento de
credenciais de acesso e às ações direcionadas contra infraestrutura crítica e
serviços essenciais. Nesse contexto, modelos de IA desenvolvidos no país
permitem antecipar vulnerabilidades, simular cenários de risco e responder a
incidentes com maior precisão, preservando a propriedade intelectual, os dados
sensíveis e o controle operacional das organizações.

“O diferencial estratégico está em transformar grandes
volumes de dados em inteligência para prevenir ataques antes que eles ocorram.
Muitos provedores de como ChatGPT e Claude, bloqueiam esses tipos de análise
defensiva em seus guardrails, pois eles inferem que a informação possa estar
sendo usada para ataque e não defesa. Então na hora que uma invasão está na
eminência de ocorrer, esses provedores podem se negar a responder no momento
mais necessário. Quando empresas e governos utilizam modelos sob seu próprio
controle, ganham autonomia e previsibilidade para proteger operações críticas,
reduzem riscos associados à dependência tecnológica externa e aumentam sua
capacidade de resposta diante de ameaças cada vez mais sofisticadas”,
explica o
especialista.

Para o CEO da Aquarela Analytics, a evolução da cibersegurança
passa por uma mudança de paradigma: sair de um modelo predominantemente reativo
para uma abordagem preditiva, baseada em Inteligência Artificial capaz de
identificar vulnerabilidades antes que sejam exploradas. “Nesse cenário, o
fortalecimento de tecnologias nacionais tende a se tornar um diferencial
estratégico para proteger dados, operações críticas e a infraestrutura digital
do país”
, finaliza Marcos Santos.

Sobre a Aquarela Analytics

Há mais de 12 anos no mercado, a brasileira Aquarela Analytics é
uma empresa pioneira em inteligência artificial e análise de dados,
impulsionando a jornada de Transformação Digital rumo à Indústria 4.0,
caracterizada pela integração de tecnologias digitais e físicas, como Internet
das Coisas (IoT), inteligência artificial, Big Data, Gen AI e computação em
nuvem. Com uma abordagem vanguardista e pragmática e uma equipe de
profissionais em 15 estados e mais 3 países, a Aquarela oferece serviços e
ferramentas para otimizar processos, aumentar a eficiência e tomar decisões
estratégicas orientadas a dados.

Nascida em Florianópolis, a empresa em seus estágios iniciais
passou por vários programas de aceleração, entre eles o Scale Up da Endeavor e
o Midi tecnológico/Acate, em 2022 e ganhou o prêmio CNI como Empresa Inovadora
em Produto, ainda neste mesmo ano. Recebeu mais de 10 milhões de reais em
investimentos vindos da Votorantim Energia (hoje Auren Energia). Atualmente, a
empresa e não mais startup, conta com o Aquarela Data Platform – ADP para
implantação automatizada de Data Lakes, e com a linha Tactics para Roteirização
Inteligente, Precificação Dinâmica e Compra e Venda de Energia, e ainda a linha
SAM para manutenção preditiva e prescritiva. Seu diferencial, buscado por
grandes empresas do Brasil e do Mundo, como Mercedes Benz, Scania, SolarBR
Coca-Cola e Embraer, reside no uso de sua plataforma de dados e de sua
metodologia própria, a DCM (Data Culture Methodology), desenvolvida para
avaliar e propor mudanças estratégicas para que empresas evoluam a maturidade
analítica e desenvolvam uma cultura baseada em dados.

Mais informações: https://aquare.la/