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Ciclone-bomba deixa milhares sem luz no Sul e põe litoral do Sudeste em alerta

Fonte: brasil247.com | Data: 07/08/2026 11:05:01

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247 – A força de um ciclone-bomba provocou destelhamentos, queda de árvores, danos em imóveis, interrupção no fornecimento de energia e suspensão de aulas em cidades do Sul e do Sudeste nesta sexta-feira (7). No Rio Grande do Sul, ao menos cem municípios relataram estragos, enquanto São Paulo e Rio de Janeiro passaram a adotar medidas preventivas diante da chegada de rajadas fortes ao litoral.

A passagem do fenômeno pelo Sul ocorre desde a tarde de quinta-feira (6), com ventos acima de 120 km/h e reflexos já observados no litoral paulista e fluminense. Por volta das 10h desta sexta-feira (7), cerca de 294 mil endereços estavam sem energia elétrica no Rio Grande do Sul, segundo painel da Aneel citado pela reportagem.

Em Porto Alegre, o temporal atingiu a cidade durante a noite. De acordo com balanço da prefeitura, ao menos 32 imóveis foram destelhados, dois desabamentos foram registrados e sete árvores caíram. A maior rajada chegou a 120,4 km/h na estação do aeroporto Salgado Filho, conforme a Defesa Civil.

O temporal também afetou a infraestrutura de abastecimento da capital gaúcha. A falta de energia atingiu a Estação de Tratamento de Água São João e 12 estações de bombeamento, situação que pode causar desabastecimento em 45 bairros de Porto Alegre.

Em Pelotas, no sul do estado, os ventos chegaram a 90 km/h. A Defesa Civil municipal informou que cerca de 200 imóveis foram destelhados, além de registros de queda de energia, falta de água e árvores derrubadas. Parte do muro do presídio regional caiu durante o temporal. As áreas com mais danos foram Fragata, Guabiroba, Bom Jesus e Dunas.

A prefeitura de Pelotas faz o levantamento das ocorrências e dos prejuízos para definir se publicará decreto de emergência ou calamidade. A cidade também registrou chuva intensa, com 30 mm em poucos minutos.

No fim da tarde de quinta-feira (6), um tornado atingiu Pedro Osório, também no Rio Grande do Sul. Segundo a Defesa Civil, o fenômeno provocou destelhamentos na localidade de Matarazzo, sem informações sobre feridos. O tornado esteve associado a uma supercélula, tipo de tempestade marcada por corrente de ar rotativa, o que aumentou a força dos ventos.

Em Montenegro, um motociclista morreu após ser atingido por uma árvore que caiu durante a tempestade. As autoridades ainda apuram se a morte está diretamente relacionada ao fenômeno climático.

Com o avanço dos ventos para o Sudeste, a Defesa Civil de São Paulo instalou um gabinete de crise e colocou equipes de prontidão. Em Santos, no litoral sul paulista, rajadas chegaram a 109 km/h por volta das 7h desta sexta-feira (7). A força do vento levou à paralisação temporária da travessia de balsa entre Ilhabela e São Sebastião.

O canal do Porto de Santos também teve a navegação suspensa às 6h45 por causa da ventania. A operação foi retomada às 8h20, após melhora nas condições meteorológicas.

No litoral norte paulista, Ubatuba, Caraguatatuba e São Sebastião suspenderam as aulas da rede municipal como medida de prevenção. Autoridades também alertaram a população para evitar entrar no mar ou navegar, diante da previsão de ondas de até três metros.

Na capital paulista e na região metropolitana, a previsão é de pancadas de chuva e rajadas de vento de moderadas a fortes entre o fim da tarde e a noite desta sexta-feira (7).

No Rio de Janeiro, a Defesa Civil enviou alerta à população às 5h05, após registros de ventos moderados a fortes durante a madrugada. Na estação Vidigal, as rajadas chegaram a 51,8 km/h às 3h15. O município entrou em estágio dois de alerta, o segundo nível de uma escala de cinco, usado quando há risco de ocorrências de alto impacto.

A Prefeitura do Rio e o governo estadual suspenderam as aulas das redes municipal e estadual nesta sexta-feira (7). A medida também foi adotada em Paraty e Angra dos Reis, na Costa Verde fluminense.

O ciclone-bomba é formado quando massas de ar com temperaturas muito diferentes — uma fria e outra quente — se encontram, provocando queda rápida da pressão atmosférica. Esse processo intensifica ventos e chuvas, elevando o risco de danos em áreas urbanas e costeiras.

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