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Florianópolis

Hospitais públicos com ambulatórios direcionados para acompanhar pacientes enfrentam problemasFoto: Divulgação/Freepik/ND MaisHospitais públicos com ambulatórios direcionados para acompanhar pacientes enfrentam problemasFoto: Divulgação/Freepik/ND Mais

Representantes de entidades ligadas a esclerose múltipla denunciam a falta de equipamentos e a interrupção de ressonâncias magnéticas fundamentais para novos diagnósticos e acompanhamento da doença. O alerta foi feito nesta quinta-feira (6), durante uma manifestação na Alesc (Assembleia Legislativa de Santa Catarina).

Segundo a presidente interina da Aflorem (Associação Florianopolitana de Pessoas com Esclerose Múltipla) e da entidade Vivendo Além da Esclerose, Marcia Denardin, a ausência de equipamentos de ressonância magnética tem dificultado a identificação de novos casos e o acompanhamento de pacientes já diagnosticados.

Os dois hospitais públicos com ambulatórios especializados para atendimento de pessoas com esclerose múltipla em Santa Catarina enfrentam problemas.

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O Hospital Celso Ramos não possui equipamento para a realização dos exames, enquanto o HU (Hospital Universitário) está sem o serviço disponível há 11 meses.

A expectativa é de que Santa Catarina tenha mais de 2 mil pessoas vivendo com esclerose múltipla.

Diagnóstico e acompanhamento adequado são urgentes

Conhecida como a “doença das mil faces”, a esclerose múltipla apresenta manifestações diferentes em cada pessoa. Para Marcia, essa característica reforça a necessidade de uma rede estruturada de apoio envolvendo pacientes, familiares e profissionais de saúde.

“Esclerose múltipla é conhecida como a doença das mil faces, porque nenhuma pessoa apresenta os mesmos sintomas”, afirmou. Segundo ela, ninguém precisa enfrentar sozinho o diagnóstico da doença.

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    Marcia Denardin aponta o grave quadro em Santa Catarina para o diagnóstico de esclerose múltipla - Jeferson Baldo/Agência Alesc/ND Mais

    Marcia Denardin aponta o grave quadro em Santa Catarina para o diagnóstico de esclerose múltipla – Jeferson Baldo/Agência Alesc/ND Mais

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    Marcia Denardin aponta o grave quadro em Santa Catarina para o diagnóstico de esclerose múltipla - Jeferson Baldo/Agência Alesc/ND Mais

    Marcia Denardin aponta o grave quadro em Santa Catarina para o diagnóstico de esclerose múltipla – Jeferson Baldo/Agência Alesc/ND Mais

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    Marcia Denardin aponta o grave quadro em Santa Catarina para o diagnóstico de esclerose múltipla - Jeferson Baldo/Agência Alesc/ND Mais

    Marcia Denardin aponta o grave quadro em Santa Catarina para o diagnóstico de esclerose múltipla – Jeferson Baldo/Agência Alesc/ND Mais

Durante a manifestação na Alesc, Marcia também chamou atenção para casos recentes diagnosticados em crianças. De acordo com ela, Florianópolis registrou, nas últimas semanas, diagnósticos em pacientes de 12 e 14 anos.

Segundo a representante das entidades, nesses casos os desafios aumentam. Embora a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) reconheça a eficácia de medicamentos pediátricos para a doença, alguns tratamentos não estão disponíveis pelo SUS (Sistema Único de Saúde) nem são oferecidos por planos de saúde.

Marcia defendeu o fortalecimento dos ambulatórios especializados e a ampliação da estrutura de atendimento aos pacientes. Para ela, a informação também tem papel fundamental no tratamento.

Ao final da manifestação, reforçou a urgência de ações para garantir diagnóstico e acompanhamento adequados. “A esclerose múltipla não espera”, declarou.

Causa da doença ainda não é conhecida

A doença é neurológica, crônica, autoimune e degenerativa. Ela ocorre quando o sistema imunológico passa a atacar a mielina, estrutura que protege os neurônios, prejudicando a transmissão dos impulsos nervosos e a comunicação entre o cérebro e o corpo.

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    Esclerose múltipla faz sistema imune atacar os nervos - Reprodução/ND

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    Esclerose múltipla faz sistema imune atacar os nervos - Reprodução/Unsplash/ND

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    Esclerose múltipla faz sistema imune atacar os nervos - Freepik

    Esclerose múltipla faz sistema imune atacar os nervos – Freepik

Entre os sintomas mais frequentes estão perda da visão, alterações de sensibilidade, dificuldade para caminhar, fadiga intensa, dores, alterações cognitivas, problemas urinários e dificuldades relacionadas ao equilíbrio.

A causa exata da esclerose múltipla ainda não é conhecida. A condição é geralmente associada à combinação de fatores genéticos e ambientais, incluindo possíveis infecções virais anteriores. A doença atinge principalmente jovens e adultos entre 20 e 40 anos e tem maior prevalência entre mulheres.

Sarah Pretto

Sarah Pretto Estagiária

Sarah Pretto é jornalista em formação e faz parte do Núcleo de Santa Catarina do ND Mais, integrando a redação do portal em Florianópolis e atuando na cobertura dos principais assuntos de interesse dos catarinenses e moradores da Grande Florianópolis. Atenta ao cotidiano da região, escreve sobre segurança pública, tempo, cultura e mais. É graduanda na UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) e iniciou a trajetória na comunicação produzindo conteúdo universitário e laboratorial. Destaca-se por premiações no Expojor UFSC, com relevância em reportagens multimídia de áudio, texto e vídeo.

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