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  • O Meu SUS Digital ampliou o teleatendimento para pessoas com problemas de jogos e apostas, visando 100 mil consultas mensais.
  • O serviço é gratuito, confidencial e destinado a maiores de 18 anos, incluindo familiares e rede de apoio.
  • Usuários acessam via aplicativo Meu SUS Digital, com autoteste para identificar o nível de risco e encaminhamento automático.
  • As consultas são por vídeo, com ciclos de até 13 sessões, envolvendo psicólogos, terapeutas ocupacionais e psiquiatras.
  • A estratégia busca alcançar quem tem resistência em procurar serviços presenciais, complementando a Rede de Atenção Psicossocial.
  • O atendimento digital faz parte de uma política federal mais ampla contra impactos das apostas eletrônicas, incluindo autoexclusão.
Serviço do Meu SUS Digital oferece atendimento gratuito e confidencial para adultos com problemas relacionados a jogos e apostas.
Serviço do Meu SUS Digital oferece atendimento gratuito e confidencial para adultos com problemas relacionados a jogos e apostas.

O Meu SUS Digital passou a concentrar uma estratégia de atendimento voltada a pessoas com problemas relacionados a jogos e apostas, com possibilidade de ampliação da capacidade para até 100 mil teleatendimentos mensais. O serviço do Sistema Único de Saúde (SUS) é gratuito, confidencial e destinado a maiores de 18 anos, além de familiares e integrantes da rede de apoio de pessoas que enfrentam compulsão por jogos, especialmente as apostas eletrônicas. A iniciativa é desenvolvida pelo Ministério da Saúde em parceria com o Hospital Sírio-Libanês, por meio do Proadi-SUS.

O atendimento começou com previsão inicial de cerca de 600 consultas on-line por mês. Segundo o Ministério da Saúde, a estrutura poderá ser ampliada conforme a demanda, com a meta de alcançar até 100 mil atendimentos mensais. Ao anunciar o serviço, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou que a compulsão pelas apostas pode provocar sofrimento mental, dificuldades financeiras e conflitos familiares.

Como acessar o serviço

Para acessar, o usuário deve entrar no aplicativo Meu SUS Digital — disponível para Android e iOS e também em versão web — e fazer login com a conta Gov.br. Na tela inicial, é necessário selecionar “Miniapps” e depois a opção destinada a problemas com jogos de apostas. O sistema disponibiliza um autoteste elaborado com base em evidências científicas e validado no Brasil para identificar o nível de risco apresentado pelo usuário.

Quando o resultado aponta risco moderado ou elevado, o encaminhamento para o teleatendimento é realizado automaticamente. Nos casos considerados de menor risco, o próprio sistema orienta o cidadão a procurar serviços da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), que reúne estruturas como Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e Unidades Básicas de Saúde (UBS).

Estrutura e objetivos do tratamento

As consultas são feitas por vídeo e duram, em média, 45 minutos. O tratamento pode ocorrer em ciclos de até 13 sessões por paciente, individualmente ou com participação de familiares e integrantes da rede de apoio. A assistência envolve psicólogos e terapeutas ocupacionais, com suporte de médico psiquiatra quando necessário e articulação com assistência social e medicina de família. Se houver indicação, o usuário pode ser encaminhado para acompanhamento presencial dentro da rede pública.

A estratégia busca justamente alcançar pessoas que, mesmo enfrentando perdas financeiras, conflitos familiares, ansiedade ou perda de controle sobre as apostas, têm resistência em procurar presencialmente um serviço de saúde. Padilha afirmou que os registros dos CAPS apontavam entre 2 mil e 3 mil atendimentos presenciais de pessoas que reconheciam problemas de compulsão por jogos, número considerado pequeno diante da dimensão potencial do problema.

Política mais ampla e integração com a rede presencial

O atendimento digital integra uma política mais ampla do governo federal para enfrentar os impactos das apostas eletrônicas. Entre as medidas está a plataforma centralizada de autoexclusão, que permite ao usuário bloquear o próprio acesso às empresas de apostas autorizadas e impedir novos cadastros e publicidade direcionada ao CPF. A ferramenta também direciona usuários para informações e serviços de saúde.

Além do atendimento remoto, quem precisar de assistência pode procurar UBS, CAPS e outros serviços do SUS. O objetivo é manter o teleatendimento integrado à rede presencial, permitindo continuidade do tratamento nos casos em que houver necessidade de acompanhamento mais próximo.




Luiz Flávio

Paraense, natural de Belém (PA), graduado em Comunicação Social, com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Pará (UFPA) desde 1997. Repórter Especial do jornal Diário do Pará, onde atua desde 1995 na cobertura das editorias de Política, Economia e Cidades. Possui desde 2013 a coluna “Justiça em Fatos”, especializada em notícias jurídicas locais e nacionais, publicada no jornal aos domingos.

Paraense, natural de Belém (PA), graduado em Comunicação Social, com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Pará (UFPA) desde 1997. Repórter Especial do jornal Diário do Pará, onde atua desde 1995 na cobertura das editorias de Política, Economia e Cidades. Possui desde 2013 a coluna “Justiça em Fatos”, especializada em notícias jurídicas locais e nacionais, publicada no jornal aos domingos.