Pressão no senado por aprovação do redata para atrair bilhões em data centers
Fonte: paranahoje.com.br | Data: 08/08/2026 07:01:20
Um amplo grupo formado por frentes parlamentares e diversas entidades representativas do setor produtivo brasileiro intensificou a pressão sobre o Senado Federal para que a votação do Projeto de Lei 278/2026, conhecido como REDATA, ocorra com urgência. A mobilização ocorre durante o período de esforço concentrado no Congresso Nacional, evidenciando a necessidade de celeridade na pauta legislativa para evitar o atraso do país no cenário tecnológico internacional.
Além da votação do REDATA no Senado, o manifesto assinado pelas instituições também cobra a aprovação do Projeto de Lei Complementar 74/2026. Esta proposta tem a finalidade de solucionar questões de ordem jurídica e orçamentária que surgiram após a caducidade da Medida Provisória 1318/2025. A tramitação exigirá primeiro o aval da Câmara dos Deputados e, posteriormente, a chancela dos senadores.
Oportunidade bilionária em risco
De acordo com as frentes parlamentares engajadas na mobilização, a janela de oportunidade para o Brasil captar aportes financeiros monumentais na área de tecnologia está sob ameaça de fechamento. As estimativas do setor apontam que o país tem o potencial de atrair entre R$ 60 bilhões e R$ 100 bilhões em investimentos voltados para a instalação e expansão de data centers.
No entanto, o documento alerta que a concorrência global é intensa. Enquanto nações concorrentes aprimoram seus marcos regulatórios para atrair capitais estrangeiros e nacionais, o Brasil caminha com lentidão. A ausência de regras claras e competitivas gera insegurança jurídica e imprevisibilidade, afastando grandes investidores internacionais da infraestrutura digital brasileira.
Desvantagem competitiva e custos elevados
O manifesto destaca que, no cenário atual, o custo para instalar e operar um data center em território brasileiro é significativamente superior ao verificado em outras nações. Os dados indicam que o investimento no Brasil chega a ser 26% mais oneroso do que nos Estados Unidos e 35% mais caro em comparação com o Chile.
Para as entidades do setor produtivo, a aprovação do REDATA é a ferramenta essencial para reverter esse panorama desfavorável, recolocando o Brasil em uma posição de destaque na economia digital global. O texto em discussão também tem sido alvo de aprimoramentos para garantir que os centros de dados tenham acesso garantido a uma matriz elétrica que seja ao mesmo tempo confiável, diversificada e de baixa emissão de carbono.
Segurança energética e transição
Dentro desse contexto de modernização da infraestrutura, os setores produtivos manifestaram apoio explícito à Emenda 22. O dispositivo legal prevê a integração de fontes firmes de energia — como o gás natural, a energia nuclear e o biometano — para atuar de forma complementar às fontes renováveis tradicionais.
Especialistas e parlamentares argumentam que a utilização de fontes firmes é indispensável para garantir a operação contínua e sem interrupções dos data centers, que demandam um fornecimento elétrico estável e ininterrupto 24 horas por dia. Clique aqui e veja a íntegra do manifesto.
Por fim, as lideranças envolvidas no movimento reforçam que o país possui vantagens comparativas únicas, como o potencial de geração de energia limpa e espaço territorial, que o credenciam a ser um dos maiores hubs globais de infraestrutura digital. A prioridade agora, segundo o bloco, é transformar essa vantagem potencial em postos de trabalho, inovação e desenvolvimento tecnológico efetivo para a sociedade brasileira.
Publicado originalmente em: convergenciadigital.com.br