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Chapecó

imagem de suínos em uma granja de SCSuinocultura em SC: produção cresce com tecnologia e genética avançada nas granjas. Foto: Larissa Hemsing/ND Mais

Santa Catarina é a maior referência do Brasil quando o assunto é criação e exportação de carne suína. Impulsionado por tecnologia de ponta e um modelo de integração cooperativo, o setor no Estado gera volume suficiente para render 10 bilhões de refeições por ano.

O grande motor dessa engrenagem é o Grande Oeste catarinense, responsável por cerca de 70% de toda a produção do Estado. Em várias cidades da região, a escala impressiona: a população de suínos supera com folga o número de habitantes locais.

O ranking dos gigantes: 5 cidades concentram 1,5 milhão de cabeças

Para entender a dimensão da suinocultura catarinense, basta olhar para o topo do ranking produtivo. Juntos, apenas cinco municípios somam quase 1,5 milhão de suínos em seus rebanhos — um volume impressionante que equivale a cerca de 20% de toda a população residente em Santa Catarina.

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Segundo levantamento da AgroBrasil Fazendas (com base em dados do IBGE, Epagri/Cepa e Avaliações de Ativos Rurais e Biológicos), estes são os líderes em efetivo de rebanho:

  • 1º Concórdia: 517 mil cabeças
  • 2º Braço do Norte: 280 mil cabeças
  • 3º Videira: 250 mil cabeças
  • 4º Seara: 230 mil cabeças
  • 5º Xavantina: 220 mil cabeças

Três regiões concentram a maioria esmagadora dos abates

Tecnologia transforma granjas e eleva produtividade da suinocultura em SC.Foto: Larissa Hemsing/ND MaisTecnologia transforma granjas e eleva produtividade da suinocultura em SC.Foto: Larissa Hemsing/ND Mais

Em 2025, o Estado registrou o abate histórico de 18,4 milhões de suínos — uma média impressionante de 34 mil animais por dia. Desse total, mais de 12,9 milhões de abates se concentraram em apenas três regiões:

  1. Meio-Oeste: 5,88 milhões
  2. Extremo-Oeste: 4,31 milhões
  3. Oeste: 2,79 milhões

Quando observadas as microrregiões do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), destaques absolutos ficam para os polos de Concórdia (4,1 milhões de abates), Joaçaba (3,9 milhões) e Chapecó (3,5 milhões).

Passaporte internacional e salto tecnológico nas granjas

A liderança global de SC é garantida por uma rigorosa “muralha sanitária”. O Estado é reconhecido desde 2007 como zona livre de febre aftosa sem vacinação, status que abriu as portas para mercados exigentes como Japão e Coreia do Sul.

Na prática diária do campo, a evolução genética e o bem-estar animal transformaram os resultados:

  • Média por parto: subiu de 10 para até 15 leitões.
  • Desmame por matriz/ano: avançou de 26 para mais de 33 leitões.
  • Densidade de produção: em granjas modernas, uma única propriedade chega a abrigar mais de 5 mil animais.

suinocultura catarinense é destaque nacional e internacionalLeitões são criados em ambiente controlado para garantir bem-estar e produtividade na suinocultura.Foto: Larissa Hemsing/ND Mais

Um gigante econômico que gera meio milhão de empregos

A cadeia produtiva da carne (suínos e aves) representa cerca de 31% de todo o PIB catarinense e responde por 70% das pautas de exportação. Toda essa operação movimenta cifras grandiosas:

  • R$ 10 bilhões: movimentados anualmente na cadeia da carne.
  • 480 mil empregos: postos de trabalho diretos e indiretos gerados pelo setor.
  • US$ 1,85 bilhão: faturamento recorde atingido apenas com a exportação de carne suína.
  • 5,2 mil viagens diárias: fluxo de caminhões para abastecer indústrias e levar cargas aos portos.

Apesar de enfrentar desafios com os custos de grãos (como milho e soja) e o frete, a suinocultura catarinense reafirma sua posição como uma das maiores forças econômicas do país.

Marci Páz

Marci Páz Editora-chefe

Marci Páz é editora-chefe do ND Mais na redação de Chapecó, cobrindo temas ligados ao desenvolvimento regional, como infraestrutura, turismo e transformações que impactam a região Oeste de Santa Catarina. Natural de Chapecó, é formada pela Unochapecó (Universidade Comunitária da Região de Chapecó) e atua no Jornalismo desde 2006. Com experiência em rádio, jornal e assessoria de imprensa, traz um olhar atualizado sobre o que é relevante em cidades como Chapecó, São Miguel do Oeste, Concórdia, Xanxerê, Joaçaba e mais, com destaque para o cotidiano, segurança e trânsito. Foi reconhecida com menção honrosa no Prêmio Fiesc de Jornalismo, em 2010, e mantém uma conexão direta com as tradições, paisagens e modos de viver que moldam o cenário regional. Possui vasta experiência cobrindo eleições desde 2006, atuando como repórter de rádio e editora-chefe em Chapecó durante pleitos municipais e gerais.

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