Investigação mira R$ 97 milhões da Previdência de Maceió aplicado em títulos do Banco Master
Fonte: itatiaia.com.br | Data: 10/08/2026 14:15:20
Uma operação que investiga irregularidades em duas aplicações feitas pelo regime previdenciário próprio de Maceió (AL) em Letras Financeiras emitidas pelo banco Master foi deflagrada nesta segunda-feira (10) pela Polícia Federal (PF). O investimento municipal foi de R$ 97 milhões, entre os anos de 2023 e 2024.
Foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão em Alagoas e em São Paulo. A ordem foi dada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). A ação contou, ainda, com o apoio da Controladoria-Geral da União (CGU).
Os policiais buscam esclarecer as circunstâncias do processo de credenciamento, cotação, análise de risco, governança e tomada de decisão que antecederam os investimentos. Há indícios de gestão fraudulenta e de outros delitos que possam se relacionar ao caso.
A Rádio Itatiaia entrou em contato com a prefeitura de Maceió, mas ainda não obteve retorno. O espaço segue aberto para a resposta.
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Entenda o investimento
No caso investigado, o regime próprio de previdência de Maceió aplicou R$ 97 milhões em Letras Financeiras emitidas pelo Banco Master. Por se tratar de uma aplicação que utilizou o patrimônio destinado ao pagamento de aposentadorias e pensões dos servidores públicos municipais, é preciso seguir regras específicas do regime previdenciário e passar por processos de avaliação de risco e governança.
Esse tipo de aplicação é um título de renda fixa emitido por instituições financeiras para captar recursos de investidores. Na prática, ao adquirir esse título, o investidor disponibiliza dinheiro ao banco e recebe posteriormente o valor aplicado com juros.
Entre os pontos analisados estão o processo de credenciamento da instituição financeira, as cotações realizadas, a avaliação dos riscos envolvidos, os mecanismos de governança e a tomada de decisão que resultou nas aplicações.
A PF também apura se houve eventual atuação irregular na gestão dos recursos públicos e se outras condutas criminosas podem estar relacionadas às operações.