Resultado da Randoncorp, Nubank, Yduqs, Banco BMG, M.Dias Branco e Syn – Finance News
Fonte: financenews.com.br | Data: 13/08/2026 21:37:25

Publicado às 21h23
3tentos (TTEN3) tem lucro líquido de R$ 205,8 milhões no 2T26, queda anual de 37,8%. Companhia anuncia recompra de ações
A 3tentos (TTEN3) divulgou nesta quinta-feira, 13, após o fechamento do mercado, que teve no segundo trimestre de 2026 (2T26) lucro líquido de R$ 205,8 milhões, queda de 37,8% na comparação com o mesmo trimestre de 2025 (2T25).
Já o lucro líquido ajustado (que desconsidera o efeito do Ajuste ao Valor Justo operacional e financeiro) foi de R$ 14,4 milhões no 2T26, queda anual de 86,3%, com margem líquida ajustada de 0,3% (-2,6 p.p.).
O Ebitda da companhia no 2T26 foi de R$ 204,5 milhões, queda de 38% em relação ao 2T25. Já o Ebitda ajustado c/ hedge somou R$ 78,6 milhões, redução anual de 64,3%. Esse Ebitda desconsidera o efeito do Ajuste ao Valor Justo (AVJ) e combinado com o efeito dos derivativos Commodities/NDF/Opções.
Segundo a companhia, o desempenho neste trimestre reflete o aumento da participação do segmento de grãos, que possui o menor nível de rentabilidade entre os segmentos, além da menor margem observada no segmento da indústria. “Importante destacar que, no acumulado de 2026, a companhia apresentou crescimento de 12,8% do seu resultado operacional com margem de 5,3%”, afirmou a 3tentos no release de resultados.
A receita operacional líquida totalizou R$ 4,7 bilhões no 2T26, crescimento de 31,9% na comparação com o 2T25. Este é o 30° trimestre consecutivo de crescimento.
O conselho de administração da companhia também aprovou nesta quinta-feira a criação de um programa de recompra de ações. Poderão ser adquiridas até 5 milhões de ações representativas de aproximadamente 1% da quantidade total de ações e até 4,43% das ações em circulação. O programa encerra em 13 de fevereiro de 2028.
Randoncorp (RAPT3): prejuízo maior no 2T26
A Randoncorp (RAPT3) registrou prejuízo líquido de R$ 90,5 milhões no 2T26, prejuízo 159% maior que o reportado no 2T25. A rentabilidade foi impactada principalmente pelos
efeitos da descontinuidade da operação da Delta Global, pelo resultado negativo de equivalência patrimonial e pela maior alíquota efetiva de impostos.
O Ebitda Ajustado somou R$ 440,37 milhões, alta de 19,4% na comparação anual. A receita líquida consolidada foi de R$ 3,3 bilhões, 0,9% acima da apurada no 2T25.
Nubank (ROXO34): lucro sobe 49% no 2T26
O Nubank (ROXO34) registrou lucro líquido de US$ 1 bilhão no segundo trimestre de 2026 (2T26), alta de 49% em relação ao mesmo período do ano anterior. O ROE subiu 4,8 pontos percentuais, a 33%.
A receita financeira líquida de juros (NII) foi de US$ 3,7 bilhões, 9% acima da reportada no 2T25. A receita total somou US$ 5,8 bilhões, alta de 39%.
Yduqs (YDUQ3): lucro líquido ajustado cai 54,2% no 2T26
A Yduqs (YDUQ3) apurou lucro líquido ajustado de R$ 14 milhões no segundo trimestre de 2026 (2T26), 54,2% menor que o reportado no 2T25. O Ebitda Ajustado totalizou R$ 400 milhões, avanço de 1,6% na comparação anual. A receita líquida subiu 1%, a R$ 1,4 bilhão.
Banco Bmg (BMGB4): lucro maior no 2T26
O Banco Bmg (BMGB4) registrou R$ 157 milhões no 2T26, alta de 25,7% em relação ao 2T25. O crescimento do lucro no trimestre é justificado, principalmente, pela mudança no mix dos ativos, contribuindo para o aumento das receitas de crédito, combinada a um custo do crédito sob controle em níveis saudáveis e contínua gestão de controle de custos.
O retorno sobre o patrimônio líquido médio (ROAE) foi de 15,5% no segundo trimestre, acima dos 14,3% registrados um ano antes.
M.Dias Branco (MDIA3): lucro líquido de R$ 168,9 milhões no 2T26
A M.Dias Branco (MDIA3) teve, no segundo trimestre de 2026 (2T26), lucro líquido de R$ 168,9 milhões, queda de 22% na comparação com o mesmo trimestre de 2025 (2T25).
O Ebitda foi de R$ 284,4 milhões, recuo de 17,5% em relação ao 2T25. A companhia destacou que o Ebitda foi impactado desfavoravelmente por R$ 17,7 milhões referentes ao Projeto Acelera e ao aumento do diesel.
No 2T26 a receita líquida atingiu R$ 2,69 bilhões, leve queda de 0,9% na base anual de comparação.
Syn (SYNE3): lucro menor no 2T26
A SYN (SYNE3) registrou lucro líquido de R$ 5,4 milhões no 2T26, queda de 67,2% em relação ao 2T25. O resultado decorre, principalmente, da menor contribuição de ganhos não recorrentes relacionados a vendas de ativos e eventos societários reconhecidos no período anterior, além da redução da receita financeira em função da menor posição de caixa média da companhia.
O Ebitda Ajustado totalizou R$ 25,0 milhões, crescimento de 27,2% em relação ao 2T25. O desempenho reflete a evolução da geração operacional de caixa da companhia, impulsionada pelo crescimento das receitas recorrentes, pela maturação operacional do CLD, combinados à redução dos custos operacionais dos empreendimentos. A margem Ebitda Ajustada atingiu 42,9%, aumento de 7,8 p.p. na comparação anual.
A receita recorrente da SYN somou R$ 63,2 milhões no 2T26, crescimento de 4,0% na comparação anual. O desempenho foi impulsionado principalmente pela maturação operacional do CLD, cuja receita de locação cresceu 165,0% após a conclusão das obras e ocupação integral do empreendimento.
Outras notícias corporativas:
Gol nomeia André Fehlauer como novo CEO e Albert Perez como Presidente e COO
A Gol Linhas Aéreas anunciou nesta quinta-feira, 13, mudanças em sua liderança. Após liderar uma importante fase de transformação da companhia, Celso Ferrer decidiu deixar o cargo de Chief Executive Officer (CEO), com efeito a partir de 31 de agosto de 2026, para assumir uma nova oportunidade profissional.
André Fehlauer ingressará na companhia como novo CEO, com início em setembro de 2026. Albert Perez, atual Chief Operating Officer (COO) da Gol, assumirá responsabilidades adicionais como presidente e COO. Ao longo de seus mais de 20 anos na Gol, Celso ocupou diversas posições estratégicas. Como CEO desde 2022, ele foi responsável pelo processo de reestruturação que fortaleceu a posição financeira e operacional da companhia, além de liderar sua integração ao Grupo Abra.
André Fehlauer retorna à Gol, onde trabalhou anteriormente por oito anos como CEO da Smiles na Argentina e no Brasil. Além de sua experiência prévia na companhia, sua trajetória profissional inclui sua atuação mais recente como CEO da Livelo, um dos principais programas de fidelidade do Brasil, além de posições no Citi e na Credicard.
“A nomeação de André assegura a continuidade da visão e da liderança da Gol, mantendo o cliente no centro da estratégia da empresa, que entra em uma nova fase de criação de valor, em sinergia com as demais companhias aéreas do Grupo Abra”, afirmou a companhia em um fato relevante.
Albert Perez ingressou na Gol no primeiro semestre de 2024, trazendo mais de duas décadas de experiência no setor de aviação, com passagens por posições de liderança na Avianca, JetSMART e Vueling. Nos últimos dois anos, desempenhou um papel fundamental no fortalecimento do desempenho operacional da Gol, liderando o redesenho de processos-chave e consolidando uma cultura de melhoria contínua em toda a organização. “Em sua nova e ampliada função como presidente e COO, continuará impulsionando a excelência nas operações diárias da companhia, garantindo que a Gol siga oferecendo uma experiência eficiente e de referência aos clientes à medida que amplia sua malha doméstica e internacional”.
Axia subscreve debêntures da Eletronuclear no valor de R$ 1,5 bilhão
A Axia Energia (AXIA3) informou nesta quinta-feira, 13, que realizou a subscrição e integralização de debêntures conversíveis em ações emitidas pela Eletronuclear no montante de R$ 1,5 bilhão. A subscrição decorre de obrigação prevista no termo de conciliação celebrado entre a Axia Energia e a União e homologado pelo Supremo Tribunal Federal, o qual estabeleceu, entre outras disposições, a emissão pela Eletronuclear de debêntures conversíveis em ações no valor total de R$ 2,4 bilhões, a serem obrigatoriamente subscritas pela Axia Energia e destinadas exclusivamente ao financiamento do projeto de extensão da vida útil da Usina Nuclear de Angra 1. O valor remanescente será integralizado ao longo da execução dos investimentos previstos no Programa de operação de longo prazo – Long Term Operation – de Angra 1, à medida que forem cumpridas as condições precedentes”, afirmou a Axia.
Allos anuncia venda de participação no São Bernardo Plaza Shopping por R$ 331 milhões
A Allos (ALOS3) celebrou um Memorando de Entendimentos (MOU) para a venda integral de sua participação de 60% no São Bernardo Plaza Shopping ao XP Malls Fundo de Investimento Imobiliário – FII, gerido pela XP Vista Asset Management.
“A transação está alinhada ao objetivo estratégico da companhia de concentrar seu portfólio em ativos líderes de mercado”, afirmou a Allos em um comunicado.
O preço acordado é de R$ 331,1 milhões, equivalente a um cap rate de 9,0%, calculado com base no NOI previsto para 2026.
Ambev aprova cancelamento de 279 milhões de ações
O conselho de administração da Ambev (ABEV3) aprovou o cancelamento de 279 milhões de ações ordinárias, nominativas, escriturais e sem valor nominal de emissão da companhia mantidas em tesouraria, sem diminuição do capital social, informou a companhia na noite desta quinta-feira, 13.
Em razão do cancelamento de ações, o capital social da companhia passa a ser dividido em 15.484.664.889 ações ordinárias, nominativas, escriturais e sem valor nominal, devendo a correspondente alteração do caput do artigo 5º do Estatuto Social ser submetida à deliberação da Assembleia Geral a ser convocada oportunamente.
A companhia informou, ainda, que o programa de recompra de ações de emissão da própria companhia – aprovado em reunião do conselho de administração realizada no dia 29 de outubro de 2025 – foi encerrado, tendo em vista o atingimento do limite previsto de ações ordinárias para recompra.
Cosan anuncia recebimento de carta de intenções para a venda de 100% de sua participação no TUP São Luís
A Cosan (CSAN3) comunicou, na noite desta quinta-feira, 13, que recebeu uma carta de intenções, apresentada por terceiro adquirente, para a alienação da totalidade da participação detida pela companhia no Terminal de Uso Privado (TUP) Porto São Luís.
A proposta, que prevê um período de exclusividade para a negociação e celebração dos documentos definitivos, contempla o preço ofertado de R$ 300 milhões pela totalidade da participação da Cosan no TUP São Luís (preço indicativo).
Além do preço indicativo, devido no fechamento da transação, a companhia poderá fazer jus a um earn-out para potenciais novos berços implantados/a serem implantados no TUP São Luís até 2035, em adição ao berço principal, no valor indicativo de R$ 50 milhões por berço. Os valores serão atualizados pela variação acumulada do IPCA desde a aceitação da proposta até as respectivas datas de pagamento.