Desemprego feminino é 39% maior que masculino no 2º trimestre de 2026, diz IBGE
Fonte: noticiasdoplanalto.com.br | Data: 14/08/2026 10:51:32
A taxa de desemprego no Brasil atingiu 5,4% no segundo trimestre de 2026. No entanto, ao analisar os dados por gênero, cor ou raça, e nível de escolaridade, observam-se diferenças importantes no mercado de trabalho, conforme divulgado nesta sexta-feira, 14, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Para o gênero feminino, a taxa de desocupação foi de 6,4%, significativamente maior do que a dos homens, que registraram 4,6%. Assim, o desemprego entre as mulheres superou o dos homens em 39,1% durante o período, refletindo a maior disparidade desde o segundo trimestre de 2020, quando a diferença foi de 27%.
Quando segmentado por cor ou raça, a taxa ficou abaixo da média nacional para pessoas brancas, com 4,2%, enquanto para pretos e pardos foram registradas taxas de 6,9% e 6,1%, respectivamente. A diferença percentual entre pessoas brancas e pretas alcançou 64,3%, e entre brancos e pardos, 45,2%.
O nível de escolaridade também influencia a taxa de desemprego. A menor taxa foi observada entre aqueles com ensino superior completo, 3%. Para pessoas sem instrução, a taxa foi de 4,4%, e para o ensino fundamental incompleto, 5%. No fundamental completo, a taxa subiu para 6,2%.
O grupo com maior índice de desocupação foi composto por pessoas com ensino médio incompleto, que chegaram a 9%. A taxa para os que concluíram o ensino médio foi de 6,3%, enquanto para aqueles com ensino superior incompleto, foi 5,6%, praticamente o dobro em comparação aos com ensino superior completo.
Esses dados evidenciam que, no segundo trimestre de 2026, os maiores índices de desemprego foram observados entre mulheres, pessoas pretas, e aqueles com ensino médio incompleto. Por outro lado, os níveis mais baixos de desocupação foram registrados entre trabalhadores com formação superior completa.