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Bernardo e Giovanna: jovens morreram em procedimentos envolvendo o mesmo anestesista

Fonte: ver-o-fato.com.br | Data: 16/08/2026 12:00:00

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A morte de Bernardo Macedo, em agosto de 2023, voltou a ser questionada pela família após a empresária Giovanna Coelho Gomes, de 29 anos, morrer depois de ser submetida a procedimentos estéticos em Belém. O anestesista César Collier, que atuou no caso de Bernardo também participou do procedimento realizado em Giovanna.

Bernardo havia sido internado inicialmente com um quadro de tosse. Segundo o pai, Roberto Macedo, o jovem passou por uma drenagem pulmonar em 29 de julho de 2023. Dias depois, precisou ser submetido a um novo procedimento médico e acabou sendo transferido para outro hospital para a realização de uma pleuroscopia.

De acordo com Roberto, a família não tinha conhecimento de que o filho seria submetido à anestesia geral e posteriormente entubado. O procedimento, segundo ele, teria durado cerca de cinco horas, embora a previsão inicial fosse de aproximadamente 50 minutos.

Bernardo morreu em 10 de agosto de 2023. Após a morte, a família passou a questionar as circunstâncias do atendimento e o laudo produzido pelo Instituto Médico Legal. Roberto afirma que busca a exumação do corpo para tentar obter novas provas.

O caso também foi levado ao Conselho Regional de Medicina (CRM), que, segundo a família, inocentou o cirurgião e o anestesista. Roberto afirma que a decisão considerou a ausência dos profissionais no acompanhamento do paciente, mas não reconheceu outras possíveis irregularidades apontadas pela família.

Três anos depois, a morte de Giovanna Coelho trouxe novamente o nome do anestesista ao centro das discussões. A empresária morreu no sábado (8), após ser submetida a procedimentos estéticos em Belém.

Segundo familiares, Giovanna apresentou dores e episódios de vômito após as cirurgias e teve piora no quadro. No sábado, perdeu a consciência e foi levada para uma sala de emergência. Ela sofreu três paradas cardíacas, foi reanimada e encaminhada para uma cirurgia de emergência. Durante o procedimento, sofreu uma quarta parada e morreu.

Para Roberto e a família Macedo, os dois casos apresentam semelhanças que precisam ser esclarecidas. O pai de Bernardo também questiona a conduta adotada no caso mais recente.

A família tenta avançar com o pedido de exumação do corpo de Bernardo. Segundo o pai, uma nova promotora que acompanha o caso já teria se manifestado favoravelmente ao pedido, mas a solicitação ainda aguarda análise da Justiça.

O pai também relatou que diferentes magistrados se declararam impedidos de atuar no processo, o que, segundo ele, mantém o pedido de exumação pendente.

A equipe de reportagem do portal Ver-o-Fato tentou contato com o Conselho Regional de Medicina do Pará (CRM-PA) e o Tribunal de Justiça do Pará (TJPA) para saber quais providências poderão ser adotadas e se os órgãos receberam novas denúncias ou pedidos relacionados ao profissional. O espaço segue aberto para manifestações.