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Poconé; O município onde começa uma estrada de 145 quilômetros com 125 pontes atravessando o Pantanal, e dirigir por ela virou um safári em que jacarés e capivaras aparecem ao lado do carro

Fonte: poconeonline.com | Data: 17/08/2026 08:04:32

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A Transpantaneira integra paisagens alagáveis, rica biodiversidade pantaneira e tradições culturais em Poconé – Imagem criada por inteligência artificial (ChatGPT / Olhar Digital)

Na saída de Poconé, em Mato Grosso, o horizonte se abre em campos, baías e áreas alagáveis. A entrada na Transpantaneira muda o ritmo da viagem: pontes, água e vida silvestre passam a dividir a paisagem, enquanto a estrada conduz o visitante rumo a Porto Jofre por uma das rotas mais emblemáticas do Pantanal.

Por que a Transpantaneira parece um safári a céu aberto?

🏛️ 1996: A MT-060 é declarada Estrada Parque Transpantaneira.

🌿 2026: O plano de manejo da estrada recebe aprovação oficial.

🚀 Hoje: A rota liga Poconé a Porto Jofre por cerca de 145 km e 125 pontes.

A resposta está na própria paisagem. O Ministério do Turismo informa que a estrada tem cerca de 145 km e 125 pontes entre Poconé e Porto Jofre. Ao longo do trajeto, as margens funcionam como um observatório aberto para jacarés, capivaras, tuiuiús, sucuris e diferentes espécies de aves, fazendo do deslocamento parte central da experiência. O próprio ministério apresenta a via como um dos principais corredores turísticos do Pantanal mato-grossense, não apenas como ligação rodoviária.

Esse contato não depende de uma atração isolada. A própria estrada conduz o visitante por ambientes que mudam com o ciclo de cheias e secas do Pantanal, enquanto fazendas e pousadas turísticas ajudam a dividir o percurso em etapas. Passeios de barco, cavalgadas e atividades de observação de fauna completam o roteiro sem retirar da estrada o papel de grande vitrine natural. A Sema registra a unidade de conservação no bioma Pantanal, integralmente no município de Poconé, com área oficial superior a 8,6 mil hectares.

Poconé conecta natureza e cultura pantaneira

A viagem não começa apenas na entrada da rodovia. Poconé funciona como base para quem segue pela Transpantaneira e reúne elementos culturais que ajudam a entender a identidade local. A prefeitura destaca a Cavalhada, manifestação de origem portuguesa incorporada aos festejos de São Benedito e encenada com referências às batalhas entre mouros e cristãos. Essa herança ajuda a explicar por que a experiência no município não se limita à observação da paisagem e dos animais.

O turismo também se espalha pelo território rural. Segundo a Prefeitura de Poconé, pousadas e hotéis aparecem ao longo da rodovia, enquanto Porto Jofre e Porto Cercado integram a oferta ligada à natureza. O município também preserva festas, cururu, siriri, artesanato e culinária, criando um contraste entre a viagem pela planície e a vida cultural urbana. Na região, o Ministério do Turismo também destaca o Parque Estadual Encontro das Águas, com cerca de 109 mil hectares e forte procura para observação de onças-pintadas.

O município onde começa uma estrada de 145 quilômetros com 125 pontes atravessando o Pantanal, e dirigir por ela virou um safári em que jacarés e capivaras aparecem ao lado do carro
Poconé une manifestações tradicionais, turismo rural e observação de animais no Pantanal – Imagem criada por inteligência artificial (ChatGPT / Olhar Digital)

O que muda na viagem entre cheia e seca?

O Pantanal muda de aparência conforme a água avança ou recua. O Ministério do Turismo destaca que o ciclo de cheias e secas redesenha rios, baías e campos, além de influenciar a dinâmica da vida silvestre e das comunidades. Assim, uma mesma parada da Transpantaneira pode oferecer cenários bastante diferentes em momentos distintos do ano. O visitante, portanto, encontra um território sazonal, e não um cenário fixo que se repete mês após mês.

Para quem prioriza fotografia e observação de animais, a experiência deve considerar esse ritmo natural. Não existe garantia de encontro com uma espécie específica, embora a rota seja divulgada oficialmente pela frequência de avistamentos ao longo do caminho. Planejar horários com operadores regularizados, manter distância da fauna e respeitar a sinalização ajuda a transformar a observação em parte responsável da visita. Essa postura preserva a experiência de quem visita e reduz interferências desnecessárias no comportamento dos animais silvestres.

Como chegar e percorrer a Transpantaneira?

Trecho Foco
Cuiabá a Poconé Cerca de 100 km até a principal porta de entrada do Pantanal Norte.
Poconé a Porto Jofre Cerca de 145 km pela Transpantaneira, com 125 pontes e observação de fauna.

Poconé fica a cerca de 100 km de Cuiabá, distância informada por órgãos públicos federais e municipais. A partir do município, a MT-060 segue rumo a Porto Jofre, formando o corredor turístico da Transpantaneira. Como o percurso atravessa uma planície marcada pela dinâmica das águas, condições de deslocamento podem variar e precisam ser consultadas perto da data da viagem. Poconé funciona, por isso, como referência urbana antes de seguir para os trechos mais longos em direção ao interior da planície.

A Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso classifica a Transpantaneira como unidade de conservação de uso sustentável. Em 2026, o plano de manejo recebeu aprovação oficial, e a Sema iniciou a instalação de novas placas de sinalização. A combinação reforça que a estrada é, ao mesmo tempo, via de circulação, área protegida e espaço turístico. Para o visitante, isso significa que contemplação e deslocamento precisam caminhar junto com as regras de proteção ambiental da área.

Poconé merece entrar no roteiro

Entre pontes, campos inundáveis, aves e tradições locais, Poconé oferece algo raro: o caminho até o destino também se transforma em atração. A Transpantaneira permite observar o Pantanal em movimento, enquanto a cidade acrescenta cultura e estrutura à viagem. Se a ideia é conhecer o bioma com tempo e atenção, eu reservaria mais de um dia para esse percurso e deixaria espaço para observar sem pressa. É uma viagem em que desacelerar deixa de ser detalhe e passa a fazer parte da forma de enxergar o lugar.