Carvão vegetal de coco avança para teste de combustível híbrido no Ceará
Fonte: brasil247.com | Data: 17/08/2026 17:01:49
247 – A usina Diamante Geração de Energia, no Ceará, avançou na preparação de um combustível híbrido que combina biocarvão produzido com casca de coco e carvão mineral. A mistura será submetida, em outubro, a um teste de combustão em caldeira industrial para avaliar a viabilidade técnica, a redução de emissões e o potencial de geração de créditos de carbono.
A empresa informou, nesta segunda-feira (17), que enviou 880 quilos de carvão vegetal para a UTE (Usina Termelétrica) Energia Pecém no fim de julho. O material foi produzido ao longo do ano no Laboratório de Conversão Energética e Inovação da Uece (Universidade Estadual do Ceará).
Mistura terá 88 toneladas
Após ser transportado para a termelétrica, o biocarvão foi misturado a 87.120 quilos de carvão mineral. Outros 520 quilos de carvão vegetal ainda precisam ser acrescentados para concluir a composição destinada ao experimento.
Com a inclusão do material restante, a mistura terá 88 toneladas, das quais 1,4 tonelada será formada por carvão vegetal. O conjunto será utilizado no teste industrial previsto para outubro.
O ensaio permitirá analisar o comportamento do combustível híbrido na caldeira da usina. A pesquisa busca verificar se o carvão vegetal produzido com casca de coco pode substituir tecnicamente uma parcela do combustível mineral empregado na geração de energia.
Pesquisa medirá captura de CO2
O engenheiro Diego Rebouças, integrante do projeto, explicou que uma das frentes do estudo consiste em mensurar a quantidade de CO2 capturada pelo carvão vegetal. O cálculo será considerado na avaliação sobre a possibilidade de agregar créditos de carbono à operação.
Quanto maior for a participação do biocarvão na mistura, maior será o potencial de redução das emissões. Os resultados do teste deverão oferecer dados sobre os efeitos da proporção adotada e sobre o desempenho do combustível em escala industrial.
A iniciativa também avalia o aproveitamento energético da casca de coco. O resíduo vegetal é convertido em biocarvão antes de ser incorporado ao combustível utilizado pela termelétrica.
Projeto recebe investimento de R$ 2,7 milhões
O presidente da Diamante, Pedro Litsek, afirmou que o investimento tem como objetivos viabilizar tecnicamente o uso da matéria-prima, reduzir as emissões e criar condições para a geração de créditos de carbono na operação da usina.
Desenvolvido pela Diamante em parceria com a Uece, o projeto recebe financiamento do programa de PDI (Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação) da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica).
Os investimentos somam R$ 2,7 milhões. A próxima etapa dependerá da entrega dos 520 quilos restantes de carvão vegetal e da conclusão da mistura que será submetida ao teste de combustão.
❗ Se você tem algum posicionamento a acrescentar nesta matéria ou alguma correção a fazer, entre em contato com [email protected].
✅ Receba as notícias do Brasil 247 e da TV 247 no Telegram do 247 e no canal do 247 no WhatsApp.
Apoie o jornalismo independente do 247: