Caso Patrícia: Familiares e amigos fazem ato por justiça durante audiência de instrução no Fórum de Canoas
Fonte: abcmais.com | Data: 17/08/2026 16:47:12
Familiares e amigos de Patrícia Rosa dos Santos realizaram, na tarde desta segunda-feira (17), um ato pacífico na entrada do Fórum de Canoas. A mobilização ocorreu em paralelo à audiência de instrução da defesa do médico André Lorscheitter Baptista, suspeito de matar a esposa em outubro de 2024.
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Foto: Paulo Pires/GES
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Com faixas e cartazes, o grupo reforçou o pedido por justiça e acompanhou de perto a movimentação no local para ouvir o acusado e as testemunhas de defesa relacionadas ao caso. A audiência de instrução faz parte da apuração dos fatos e reúne elementos considerados relevantes para o andamento da ação.
“Enquanto tiver voz, vou seguir lutando em busca de justiça. O que aconteceu com a minha irmã se chama feminicídio. Queremos que o caso vá a júri. Hoje, o maior medo é que ele seja solto. A Patrícia era uma pessoa cheia de vida, mas teve a sua vida ceifada pelo ex-companheiro dela. Isso precisa acabar e a justiça ser feita”, enfatizou a irmã mais velha de Patrícia, Priscila Rosa dos Santos.
Emocionado, o pai da vítima, João Carlos dos Santos, 73 anos, também falou sobre a dificuldade de reviver a dor da perda. Ele pediu que os jurados analisem o caso com rigor, aplicando uma pena justa conforme a lei.
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“É muito difícil ficar relembrando todo o passado dela. É uma saudade que não tem fim. Peço a Deus que isso termine logo. Que tenha júri e a justiça seja feita. Peço que passe esse tormento em nossas vidas. Que os jurados o julguem, que ele pegue uma pena justa pela lei dos homens”, lamentou.
Amigos próximos, como Osvaldo Rodrigues, 69, ressaltaram que a ausência de uma solução mantém vivo o sofrimento de todos.
“É um momento muito triste porque o sentimento de perda ainda não passou. São quase 2 anos, mas não dá para aceitar a forma como ela foi morta. Estamos aqui para cobrar a Justiça porque ainda não houve uma solução para esse caso”, lamentou.
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Sem manifestação
Procurada pela reportagem, a defesa André Lorscheitter Baptista não se manifestou. O espaço segue aberto.
Relembre o caso
Foi na manhã do dia 22 de outubro que a irmã de Patrícia procurou a Polícia Civil para denunciar o caso. A denúncia serviu de combustível para que a Polícia Civil chegasse à casa da vítima, instantes antes de o corpo ser recolhido por uma funerária.
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Patrícia teve o óbito registrado pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) por ataque cardíaco, no entanto, os policiais encontraram na casa indícios de que ela havia sido assassinada.
O trabalho da perícia e a consequente apuração revelaram que o homem vinha dopando a vítima por meio de medicação colocada no sorvete. Com Patrícia dormindo, dosava medicação para induzir o ataque cardíaco, revelaram os laudos.
“Foi tudo premeditado para matar a mulher e escapar impune”, afirmou o delegado Arthur Hermes Reguse. “Se a irmã não tivesse o lampejo de correr até a polícia, o laudo de ataque cardiorrespiratório seria aceito. Só que ela era uma jovem enfermeira sem nenhum histórico cardíaco.”
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Prisão
O médico e marido da vítima está preso desde o dia 29 de outubro de 2024, sob a suspeita de dopar a enfermeira por meio de medicação colocada em sorvete e a aplicação de medicamento para induzir o ataque cardíaco, que vitimou Patricia, segundo a Polícia. O réu está confinado na Penitenciária Estadual de Canoas (Pecan).
Registro profissional suspenso
Em março de 2025, acusado de matar a esposa em outubro de 2024, o médico André Lorscheitter Baptista teve o direito de exercer medicina suspenso pelo Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio Grande do Sul (Cremers). A decisão foi homologada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) e segue em vigor.
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