Servidores do IBGE decretam greve no Rio e na Bahia contra mudanças de trabalho
Fonte: agendadopoder.com.br | Data: 17/08/2026 17:06:21
Servidores do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) iniciaram uma greve nas unidades do Rio de Janeiro e da Bahia. O movimento, organizado pelo Sindicato Nacional dos Trabalhadores do IBGE (ASSIBGE), reflete a escalada da crise entre a categoria e a direção do órgão, comandada por Marcio Pochmann.
No Rio de Janeiro, a paralisação atinge a sede nacional e a Superintendência estadual. Já na Bahia, o movimento conta com a adesão de cerca de 40% do efetivo. Outras oito unidades do país estão em estado de greve e devem decidir em assembleias se aderem à paralisação. Segundo o sindicato, o calendário de divulgações estatísticas segue sem alterações.
Mudanças em regras de trabalho e benefícios
A principal insatisfação da categoria envolve alterações unilaterais nas regras do regime de trabalho para os novos servidores aprovados no Concurso Nacional Unificado (CNU). De acordo com o sindicato, a promessa inicial de transição para o modelo híbrido após um ano de estágio probatório foi alterada por uma portaria publicada em julho.
Além disso, os trabalhadores contestam mudanças na progressão de carreira e na indenização de campo, paga a quem realiza atividades externas. A ASSIBGE acusa a direção de implementar as alterações de forma repentina e sem diálogo prévio, o que levou a entidade a impetrar um mandado de segurança.
Críticas à gestão de Pochmann e denúncias
Durante coletiva, dirigentes sindicais criticaram a redução dos espaços de participação dos servidores na atual gestão. Segundo a entidade, colegiados como o Conselho Curador e a Comissão de Governança tiveram suas atuações esvaziadas ao longo do último ano.
Outro ponto central de contestação é um contrato de cerca de R$ 80 milhões com o Serpro para serviços tecnológicos. O sindicato questiona a medida, alegando que o IBGE já possui estrutura própria de processamento de dados. A categoria também denúncia precariedade nas unidades, citando falta de internet, quedas de energia e mobiliário inadequado. O caso foi levado ao TCU e ao MGI.