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DESEMBARGADORA VILMA RÉGIA RAMOS DE REZENDE SE APOSENTA AOS 75 ANOS

Fonte: tjpr.jus.br | Data: 17/08/2026 17:19:51

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Homenagem pela aposentadoria compulsória da desembargadora reuniu desembargadores e magistrados em sessão


 
31/05/2023
 


Atualizado há 1174 dias

A desembargadora Vilma Régia Ramos de Rezende, da 12ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (TJPR), se aposenta compulsoriamente no próximo dia 7 de junho, ao completar 75 anos, e hoje, dia 31 de maio, recebeu homenagem dos colegas desembargadores na sessão do tribunal. “Queria agradecer a todos pela homenagem e dizer que não vou parar, vou continuar no direito, estou fazendo uma pós-graduação em direito de família e quero trabalhar fazendo conciliação”, anunciou a desembargadora.

Mãe e avó, a desembargadora se formou em Direito pela Universidade Federal do Paraná em 1971 e foi nomeada em 2005 como desembargadora, após ter sido indicada em lista sêxtupla formada por advogados eleitos pelo Conselho Seccional da OAB/PR. A vaga da desembargadora é reservada ao Quinto Constitucional – que confere à OAB e ao Ministério Público o direito de indicar nomes para 20% das cadeiras dos tribunais. “A desembargadora contribuiu com a nossa corte com decisões prudentes que deixaram uma marca no nosso poder judiciário”, lembrou a desembargadora Ivanise Maria Tratz Martins.

Um dos momentos marcantes da homenagem foi quando uma das filhas da desembargadora, a fotógrafa Luciana Carone, foi até à tribuna. “A jornada da minha mãe foi muito legal, quando ela tentou essa vaga de desembargadora, eu vim junto e segurei na mão dela. Eu sei que você gostaria que esse momento da aposentadoria não chegasse, mas muitos não conseguiram, se foram antes, e você está aqui”, disse, entre lágrimas. A desembargadora se emocionou com a fala da filha. “Algo que nunca imaginei na minha vida foi ver minha filha na tribuna”, contou.

Nascida em Itajubá, Minas Gerais, filha de Roberto Rezende e de Maria Tereza Ramos Rezende, a desembargadora é sócia-fundadora do Instituto Brasileiro de Direito de Família – IBDFAM, seção do Paraná, e foi também ouvidora da Ordem dos Advogados do Brasil, seção do Paraná no ano 2000. “Foi uma carreira jurídica de desbravadora, destemida, exemplo para mulheres. Ela teve uma passagem marcante tanto na UFPR quanto aqui no tribunal como uma semente de exemplos”, afirmou a desembargadora Sônia Regina de Castro.

Na sua carreira na advocacia, a desembargadora foi também representante da OAB/PR no Colégio de Vogais da Junta Comercial do Paraná e integrou a 6.ª Turma do Tribunal de Ética e Disciplina da OAB/PR. “Em meu nome e de outros magistrados quero transmitir a mensagem de que você é uma inspiração como pessoa com a sua carreira”, disse a juíza Sandra Bauermann. “A senhora deixa uma marca muito grande no tribunal pela sua amabilidade e sempre prestando atenção a tudo que se faz e se fala”, ressaltou o desembargador aposentado Antonio Loyola Vieira. “O juiz deve ser antes de tudo um juiz bom, e vossa excelência traz essa característica de ser uma pessoa boa. A advocacia foi bem representada pela senhora como uma magistrada extraordinária”, concluiu o desembargador Jose Hipolito Xavier da Silva.