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Diamante Energia avança em pesquisa para produzir carvão híbrido com casca de coco

Fonte: unitv.com.br | Data: 18/08/2026 09:27:43

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A pesquisa que busca desenvolver um carvão híbrido a partir da mistura de carvão mineral com biocarvão produzido da casca do coco verde avançou para uma nova etapa. Ao todo, 880 quilos de carvão vegetal obtido por meio da pirólise da casca do coco foram transportados para a usina da Diamante, no Ceará, onde serão utilizados em testes de combustão junto ao carvão mineral.

O projeto é desenvolvido pela Diamante em parceria com a Universidade Estadual do Ceará (UECE) e prevê a realização dos testes na caldeira industrial da usina em outubro deste ano.

O biocarvão foi produzido no Laboratório de Conversão Energética e Inovação da UECE, estrutura construída com recursos do próprio projeto de pesquisa. Após a produção, o material permaneceu armazenado no laboratório até ser encaminhado para a Usina Termelétrica Energia Pecém.

Segundo o engenheiro Diego Rebouças, o carvão vegetal produzido ao longo deste ano foi coletado no último dia 29 e transportado para a usina, onde foi descarregado em uma área isolada. No dia seguinte, equipes da empresa e pesquisadores da universidade realizaram a mistura com o carvão mineral em um espaço separado e devidamente sinalizado.

Na composição do carvão híbrido foram utilizados 87.120 quilos de carvão mineral e 880 quilos de biocarvão. Para a etapa final dos testes ainda serão necessários aproximadamente 520 quilos adicionais de biocarvão, que também serão produzidos pela UECE.

De acordo com Rebouças, entre as principais características do biocarvão estão o Poder Calorífico Superior (PCS) e o menor teor de enxofre em comparação ao carvão mineral. Outro ponto avaliado pela pesquisa é a capacidade de captura de dióxido de carbono (CO₂), fator que pode contribuir para a geração de créditos de carbono.

Conforme o estudo, quanto maior a participação do biocarvão de origem renovável na mistura, maior tende a ser o potencial de redução das emissões, já que parte do carbono liberado durante a combustão é de origem biogênica, considerada neutra sob o ponto de vista climático.

Para o presidente da Diamante, Pedro Litsek, a iniciativa representa um passo importante na busca por soluções para tornar a geração de energia mais sustentável.

“Este projeto reflete o compromisso da Diamante com a inovação e a evolução energética. Ao investir em pesquisa e parceria com a Uece, buscamos não apenas viabilizar tecnicamente o uso do biocarvão, mas também consolidar um caminho concreto para a redução de emissões e a geração de créditos de carbono em nossa operação”, afirmou.

A pesquisa integra a estratégia da Diamante voltada ao desenvolvimento de alternativas que conciliem desempenho térmico, viabilidade operacional e redução das emissões de carbono. O investimento no projeto é de R$ 2,7 milhões.