Representante da Enel vê processo contaminado e defende discussão técnica – Edição do dia – MegaWhat
Fonte: megawhat.uol.com.br | Data: 20/08/2026 07:09:26
Em entrevista ao CNN Money, o representante da Enel Distribuição São Paulo e ex-diretor da Aneel, Thiago de Barros Correia, defendeu que o processo da agência está sendo apoiado em metas sem base técnica, além de uma politização do tema.
Correia, afirmou ver o processo que pode levar a caducidade da concessão da distribuidora em São Paulo como “contaminado” por questões políticas, e defendeu uma discussão técnica do assunto na Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica).
O executivo afirmou, ainda, que as declarações de autoridades sobre a Enel ter “perdido a confiança do poder público” indicam uma contaminação política do tema. O processo de caducidade é o mecanismo previsto nos contratos de concessão para avaliar a perda do direito de uma empresa continuar prestando um serviço público.
No caso da Enel SP, a Aneel instaurou o procedimento após identificar indícios de falhas graves e recorrentes na distribuição de energia, como interrupções prolongadas no fornecimento, demora no atendimento de ocorrências e problemas no planejamento para eventos climáticos extremos.
Segundo ele, os parâmetros utilizados pela agência não foram precedidos de estudos que comprovassem a sua viabilidade, afirmando que metas como o reestabelecimento de 80% dos consumidores em 24 horas foram definidas durante uma fiscalização, sem ter qualquer análise de impacto regulatório ou consulta pública.
RZK diz que acusações da Pontal são falsas em recuperação judicial
Após o grupo Pontal-Thopen pedir recuperação judicial com passivo de R$ 4,56 bilhões, a RZK, antiga controladora da Thopen, veio a público dizer que são falsas as acusações feitas pela atual administração contra os antigos controladores da empresa. O grupo havia atribuído parte da crise a decisões de gestões anteriores e alegado que declarações e garantias prestadas na operação de venda não refletiam a real situação financeira e operacional das empresas adquiridas.
Em nota, a RZK sustenta que, antes da operação de venda, a companhia passou por diferentes processos de análise e auditoria independentes, conduzidos por instituições como Banco Safra e KPMG, além de empresas de engenharia, contabilidade e escritórios de advocacia.
Segundo a RZK, os atuais donos da companhia participaram desse processo e tiveram acesso às informações necessárias para avaliar os ativos e a situação econômico-financeira da empresa antes da conclusão da operação. (CNN Brasil)
EDP defende transição entre normas de curtailment para aderir a termo
O CEO da EDP no Brasil, João Brito, defendeu ontem (19) regras de transição entre o período de ressarcimento dos cortes de geração (curtailment), previsto em lei, e a nova regra da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) que deve tratar dos cortes futuros. Segundo ele, seria necessária essa previsibilidade para que os agentes adiram ao termo de compromisso regulamentado por portaria do MME (Ministério de Minas e Energia).
Conforme a lei da reforma do setor elétrico (nº 15.269/2025), as empresas têm direito a ressarcimento pelo curtailment sofrido entre 1º de setembro de 2023 e 25 de novembro de 2025 por razões de confiabilidade do sistema e indisponibilidade externa. O ressarcimento, no entanto, exige a assinatura de um termo de compromisso e a abdicação de processos judiciais por parte dos agentes. (Agência Infra)
FASE propõe plano nacional de redução do curtailment para presidenciáveis
O Fórum das Associações do Setor Elétrico (FASE) vai propor aos candidatos à presidência um Plano Nacional de Redução do Curtailment e de Energia Vertida Turbinável para ser implementado nos primeiros 100 dias de mandato da próxima gestão.
A iniciativa faz parte da Agenda 2027-2030, documento com sete compromissos e 50 propostas do setor elétrico que a entidade vai entregar aos presidenciáveis.
Segundo o trabalho, o próximo governo deve definir critérios transparentes, objetivos e reproduzíveis para classificar o curtailment (cortes de geração), e a partir disso, elaborar o plano, que deve orientar questões como armazenamento, contratação de flexibilidade, resposta da demanda, e sinais para consumo em horários de sobra de energia. (Agência Eixos)
EPE projeta demanda de 20 GW para data centers em dez anos
O diretor de Estudos Econômico-Energéticos e Ambientais da EPE (Empresa de Pesquisa Energética), Thiago Ivanoski, afirmou na terça-feira (18) que a autarquia projeta, para daqui a dez anos, uma demanda de energia de 20 GW (gigawatts) somente para data centers.
“Essa carga (20 GW) é 1,5 vezes o consumo máximo que tem na região Nordeste do país hoje”, exemplificou Ivanoski. Ele participou de evento realizado pela FGV Energia, no Rio de Janeiro.
No horizonte mais curto, até 2030, essa projeção de carga – atualizada conjuntamente por EPE, ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) e CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) – está em 5,6 GW, tendo saltado 2,2 GW em apenas quatro meses, a maior variação para esse período. No intervalo anterior de quatro meses, essa variação havia sido menor, de 500 MW.
“Um aumento de 500 MW em quatro meses já é muita coisa. Tomamos um susto. E, agora, com 2 GW, foi um susto maior ainda”, diz Ivanoski. Ele reitera que o número de projetos tem crescido permanentemente e que o mercado de data centers segue aquecido no Brasil. (Agência Infra)
Refit informa à CVM sobre suspensão de venda de ações na Bolsa
A pedido da CVM (Comissão de Valores Mobiliários) e da B3, a Refit informou ao mercado a suspensão de negociação de suas ações na bolsa. As duas instituições pediram à empresa uma explicação a respeito da situação dos papéis.
Segundo a Refit, a medida decorre da paralisação de suas atividades após a interdição decretada pela ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) e por decisão judicial.
A ANP interditou totalmente a refinaria, no Rio de Janeiro, em janeiro deste ano, após fiscalização detectar falhas nos sistemas de combate a incêndio e de detecção de gás. Em agosto, a agência revogou a autorização de funcionamento da unidade, que já não tinha CNPJ ativo. A Refit está em recuperação judicial desde 2016. (Folha de S. Paulo)
PANORAMA DA MÍDIA
Valor Econômico: O governo prevê um aumento de 7,7% nas despesas obrigatórias com benefícios previdenciários em 2027, de acordo com estimativa que constará no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) que será encaminhado pela equipe econômica ao Congresso Nacional no dia 31 deste mês. Segundo os dados obtidos pelo Valor, a despesa total passará de R$ 1,135 trilhão projetado para este ano, de acordo com o último relatório bimestral de avaliação de receitas e despesas do Orçamento, para R$ 1,223 trilhão em 2027.
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O Estado de S. Paulo: As farmacêuticas Moderna e Merck anunciaram que uma vacina terapêutica experimental de mRNA permitiu que pessoas com melanoma de alto risco tivessem uma sobrevida maior, livres do câncer. Os laboratórios, porém, não divulgaram detalhes do estudo e, por isso, especialistas pedem cautela – o trabalho ainda não passou pela revisão de pares da comunidade acadêmica nem foi publicado em revista científica.
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Folha de S. Paulo: As investigações sobre a relação de um dos filhos e do ex-chefe de gabinete do presidente da República com a lobista Roberta Luchsinger colocaram o tema da corrupção novamente no caminho de uma campanha eleitoral de Lula (PT).
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O Globo: A minuta de contrato enviada pela lobista Roberta Luchsinger a Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, ex-chefe de gabinete do presidente Lula, tinha como objetivo a venda de medicamentos à base de canabidiol ao Ministério da Saúde que poderiam render até R$ 626 milhões.