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ONS testará corte automático de geração solar remota para reforçar proteção contra apagões

Fonte: brasil247.com | Data: 20/08/2026 21:16:49

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247 – O ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) começará a testar até o fim de 2026 o corte automático da geração solar remota. O mecanismo poderá retirar até 3 GW (gigawatts) da rede em situações críticas e funcionará como uma camada adicional de proteção contra apagões.

O diretor de planejamento do ONS, Alexandre Zucarato, detalhou a proposta nesta quinta-feira (20), após participar de um evento da MegaWhat. Segundo ele, o piloto deverá envolver uma distribuidora de energia, ainda não escolhida, e poderá anteceder a implantação nacional do sistema ao longo de 2027.

A medida atingiria pequenas usinas conhecidas como fazendas solares, que produzem eletricidade para empresas responsáveis por serviços de energia solar por assinatura. Órigo Energia e Cemig SIM estão entre as companhias que atuam nesse segmento.

O corte seria acionado somente quando o ONS não tivesse outras ferramentas disponíveis para equilibrar o sistema elétrico. Antes disso, o operador reduziria toda a geração possível de grandes usinas hidrelétricas, fontes renováveis e termelétricas.

“É uma coisa para ser usada pontualmente, em um curtíssimo instante de tempo, como um sistema de proteção… Naquele instante não cabe mais energia no sistema, tudo que podia ser feito do ponto de vista manual foi feito, e vai ter um sistema automático que vai dar conta”, afirmou Zucarato.

O mecanismo terá funcionamento semelhante ao esquema regional de alívio de carga. Esse recurso já permite ao ONS interromper o fornecimento de eletricidade em determinados pontos da rede quando um desequilíbrio ameaça provocar um apagão de maiores proporções.

A expansão do corte automático dependerá dos resultados do piloto. Zucarato afirmou que o ONS pretende realizar a primeira etapa até o fim de 2026 e, caso os testes ocorram conforme o esperado, implantar o sistema ao longo de 2027.

O crescimento da geração distribuída aumentou a dificuldade de controle da rede porque a eletricidade produzida por pequenas usinas e painéis solares instalados em telhados não pode ser administrada centralmente pelo ONS. O excesso de energia pode causar alterações na frequência do sistema e, em uma situação extrema, comprometer o fornecimento aos consumidores.

Em 2025, o operador implementou um plano emergencial para reduzir excedentes de geração distribuída em um conjunto de usinas classificadas como tipo III. Nesse modelo, o ONS comunica as distribuidoras com alguns dias de antecedência, e as empresas executam os cortes solicitados.

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