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BNDES libera R$ 75,6 bi e tem maior crédito no 1º semestre desde 2015

Fonte: brasil247.com | Data: 21/08/2026 07:03:45

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247 – Os desembolsos do BNDES chegaram a R$ 75,6 bilhões no primeiro semestre de 2026, o maior volume para o período de janeiro a junho desde 2015, durante o segundo governo Dilma Rousseff (PT). O resultado representa alta de 31,2% em relação ao mesmo intervalo do ano passado, em valores corrigidos pela inflação.

Os dados, divulgados pela série histórica do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social e publicados pela Folha de São Paulo, mostram uma retomada mais forte do crédito público no terceiro governo Lula (PT), embora ainda em patamar proporcionalmente inferior ao registrado em gestões petistas anteriores.

A infraestrutura foi o principal destino dos recursos. O setor recebeu quase R$ 28,5 bilhões no primeiro semestre, o equivalente a 37,6% do total desembolsado pelo banco. Em seguida aparecem agropecuária, com R$ 17,7 bilhões; indústria, com R$ 15,6 bilhões; e comércio e serviços, com R$ 13,8 bilhões.

Todos os segmentos tiveram crescimento em relação ao primeiro semestre de 2025. O avanço mais expressivo ocorreu justamente em infraestrutura, com alta de 48,3%. Dentro desse grupo, o transporte rodoviário concentrou quase R$ 15 bilhões em financiamentos, uma expansão de 190,4%.

O diretor de planejamento e relações institucionais do BNDES, Nelson Barbosa, afirma que os números refletem a recuperação dos investimentos em infraestrutura no país, impulsionada por concessões, especialmente de rodovias. Ele também citou a atuação do banco em programas de renovação de frotas de caminhões e ônibus.

Segundo Barbosa, outros fatores ajudaram a ampliar as liberações, como a política industrial do governo Lula, os empréstimos concedidos após o tarifaço imposto por Donald Trump, as ações relacionadas às enchentes no Rio Grande do Sul, o financiamento a exportações da Embraer e os repasses a micro, pequenas e médias empresas.

Além dos desembolsos já realizados, as aprovações de crédito também cresceram. De janeiro a junho, os pedidos aprovados pelo BNDES somaram R$ 111,7 bilhões, alta de 44,9% em relação ao mesmo período de 2025. Trata-se do maior valor para um primeiro semestre desde 2014, quando o montante chegou a R$ 168 bilhões, no primeiro governo Dilma.

As aprovações representam uma etapa anterior à liberação efetiva dos recursos e, por isso, tendem a se transformar em novos desembolsos ao longo do tempo. No acumulado de 12 meses até junho, segundo o BNDES, as aprovações alcançaram 2,1% do Produto Interno Bruto (PIB), enquanto os desembolsos chegaram a 1,4%.

Apesar da alta, o peso do banco na economia permanece abaixo dos níveis observados em governos anteriores do PT. As aprovações superaram 5% do PIB em 2009, 2010 e 2012, enquanto os desembolsos ficaram acima de 4% em 2009 e 2010.

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