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Mercados nesta sexta, minério, petróleo, notícia da Taesa, Embraer, Axia, Vale e de outras companhias

Fonte: financenews.com.br | Data: 21/08/2026 08:11:08

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Publicado às 7h53

Bolsas, petróleo e bitcoin (7h51)

Alemanha (DAX): +0,03% 

Londres (FTSE 100): +0,08%

Japão (Nikkei 225): -0,36% (pregão encerrado)

China (Xangai Comp.): +0,04% (pregão encerrado)

Hong Kong (Hang Seng): +1,21% (pregão encerrado)

Petróleo Brent: -0,14% (US$ 93,6). O Brent é referência para a Petrobras.

Bitcoin futuro: +7,18% (US$ 78.085)

Ouro (contrato para agosto/26 – onça-troy): +1,67% (US$ 4.647)

Minério de ferro em Dalian (7h44 – hora de Brasília) 

Nas negociações diurnas, o contrato futuro do minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, na China, fechou em alta de 0,21% a 707,5 iuanes (US$ 105,23). A cotação pode impactar os papéis da brasileira Vale (VALE3) e CSN Mineração (CMIN3). Lembramos que o preço do contrato ainda tem oscilação nas próximas horas. 

Futuros de ações em Nova York 

Às 7h52 em Wall Street, o Dow Jones futuro operava em alta de 0,35% e o S&P 500 futuro tinha valorização de 0,34%. Nasdaq futuro subia 0,61%.

Notícias corporativas

Axia Energia vai dar baixa contábil em cerca de R$ 1,1 bi

O conselho de administração da Axia Energia aprovou a transferência de 18.627.331 ações ordinárias (AXIA3) e 4.450.379 ações preferenciais classe “C” (AXIA7), atualmente mantidas em tesouraria, para a conta de “acionistas a identificar”.

A transferência visa recompor o saldo utilizado no cumprimento de obrigações relativas às demandas judiciais que discutiam diferença de correção monetária dos créditos de empréstimo compulsório de energia, afirmou a Axia em um comunicado.

Como contrapartida à recomposição desse saldo, a Axia Energia realizará a baixa de aproximadamente R$ 1,1 bilhão do passivo associado a esse tema, sem impacto no resultado, mitigando a oscilação econômica frente a variação da cotação dessas ações, explicou a companhia.

“Vale ressaltar que a movimentação não implicará em cancelamento ou emissão de novas ações, alteração do capital social ou redução da quantidade de ações em circulação”, ressaltou a Axia.

Embraer: conselheiro indicado pelo governo federal renuncia ao cargo

A Embraer (EMBJ3) informou que Maurício Augusto Silveira de Medeiros renunciou ao cargo de conselheiro de administração da companhia. Maurício foi indicado pelo governo federal, detentor da Golden Share. A Golden Share é uma classe especial de ações detida pelo governo federal brasileiro.

A renúncia terá efetividade a partir de 1º de setembro de 2026. Walcyr Josué de Castilho Araújo, assumirá o cargo vacante até a realização da próxima assembleia geral ordinária.

Fitch remove observação negativa e afirma ratings ‘BB-’/‘A+ (bra)’ da Cosan

A agência de classificação Fitch removeu na quinta-feira, 20, a ‘observação negativa’ e afirmou os IDRs (Issuer Default Ratings – Ratings de Inadimplência do Emissor) de Longo Prazo em Moedas Estrangeira e Local ‘BB-’ da Cosan (CSAN3).

A agência também removeu a “observação negativa” dos demais ratings da empresa e afirmou o rating ‘BB-’ das notas perpétuas garantidas incondicional e irrevogavelmente pela Cosan e o Rating Nacional de Longo Prazo ‘A+(bra)’ da empresa e de suas debêntures sem garantia.

A perspectiva dos ratings corporativos é “negativa”.

A remoção da observação negativa reflete os recentes desinvestimentos da Cosan, que fazem parte de sua estratégia de desalavancagem e melhoram moderadamente as estimativas de seus índices loan-to-value (LTV) e de cobertura, afirma a Fitch.

Ainda segundo a Fitch, os ratings são sustentados pelo alongado cronograma de amortização da dívida da empresa, que lhe proporciona prazo para novos desinvestimentos, visando à desalavancagem, e pela média da qualidade de crédito de sua carteira de ativos, condizente com a categoria ‘bb-’.

A perspectiva “negativa” incorpora o contínuo risco de execução da estratégia de desinvestimento da Cosan, cujo objetivo é amortizar dívidas e melhorar seus indicadores de crédito.

“O momento e as condições das vendas de ativos permanecem incertos e a frustração da execução da estratégia nos próximos trimestres pode resultar no rebaixamento dos ratings da companhia”, comenta a Fitch em relatório.

Taesa: empreendimento Saíra passa a adicionar a sua RAP o valor de R$ 24,2 milhões 

A Taesa (TAEE4, TAEE11) divulgou que o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) emitiu os Termos de Liberação relativos à energização da Conversora Garabi 2 no âmbito do projeto de retrofit da concessão Saíra Transmissora de Energia Elétrica.

Com essa energização, a Saíra passa a adicionar à sua Receita Anual Permitida (RAP) o montante aproximado de R$ 24,2 milhões (referente ao ciclo 2026-2027), já acrescida de PIS/COFINS, equivalente a 12% da RAP total da concessão, com efeitos retroativos a 7 de agosto de 2026.

A Receita Anual Permitida (RAP) é a remuneração que as transmissoras recebem pela prestação do serviço público de transmissão aos usuários.

Vale destacar que o empreendimento de Saíra já se encontrava parcialmente operacional, com RAP habilitada de aproximadamente de R$ 171,7 milhões (referente ao ciclo 2026-2027).

Com essa energização, esse montante totaliza aproximadamente R$ 195,9 milhões (referente ao ciclo 2026-2027), adicionado de PIS/COFINS, correspondente a 97,5% da RAP total da concessão.

O empreendimento foi entregue com cerca de 20 meses de antecipação em relação ao prazo regulatório estabelecido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) de março 2028.

Saíra é um empreendimento referente ao lote 5 do leilão de transmissão nº 02/2022, realizado em dezembro de 2022, 100% controlado pela Taesa.

Saíra apresenta uma RAP total de R$ 200,8 milhões para o ciclo 2026-2027 e um Capex Aneel de R$ 1,176 bilhão.

O empreendimento está localizado nos estados de Rio Grande do Sul e Santa Catarina, com extensão aproximadamente de 743 km de linhas de transmissão, e três subestações, sendo a SE Garabi uma conversora denominada de back-to-back que possibilita a exportação e importação de energia elétrica para a Argentina.

Vale informa sobre a adesão de mais 19 municípios elegíveis ao acordo definitivo de reparação pela barragem de Fundão 

A Vale (VALE3) informou que 19 municípios elegíveis aderiram às condições previstas no acordo definitivo para compensação e reparação dos danos decorrentes do rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, Minas Gerais.

Com isso, 45 dos 49 municípios elegíveis passam a integrar formalmente o acordo definitivo.

A adesão foi formalizada no âmbito do processo de mediação conduzido pelo Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF-6), que acolheu a manifestação voluntária dos municípios elegíveis que ainda não haviam aderido ao acordo definitivo.

Os municípios que aderiram agora deverão cumprir as condições previstas, incluindo a formalização da renúncia às ações e procedimentos judiciais relacionados ao rompimento da barragem de Fundão, no Brasil e no exterior, para ter direito ao recebimento, em parcela única, do montante equivalente às três parcelas já pagas aos municípios, em até 30 dias após a homologação dos respectivos termos.

As parcelas subsequentes observarão o cronograma de pagamentos estabelecido no acordo definitivo.

“A adesão da ampla maioria dos municípios elegíveis reforça a legitimidade e a abrangência do Acordo Definitivo como instrumento de reparação, bem como o reconhecimento das instituições e da Justiça brasileiras na condução das medidas destinadas à reparação integral dos danos decorrentes do rompimento da barragem de Fundão”, afirmou a Vale em um comunicado.

Ser Educacional (SEER3) anuncia o pagamento de dividendos intermediários

O conselho de administração da Ser Educacional (SEER3) em reunião realizada na quinta-feira, 20 de agosto, aprovou a distribuição de dividendos intermediários. O valor total é de R$ 51,9 milhões, correspondente a R$ 0,405525144 por ação. Terão direito ao pagamento acionistas constantes da posição acionária da companhia em 31 de agosto de 2026, sendo que a partir de 1° de setembro de 2026 as ações serão negociadas “ex-direito” aos dividendos. Os pagamentos serão realizados em 2 parcelas de R$ 25,9 milhões, ou seja, R$ 0,202762572 por ação cada. A primeira parcela será paga em 25 de setembro de 2026 e a segunda parcela em 30 de outubro de 2026.

Para banco, ação da Embraer ainda tem espaço para ‘ganhar altitude’

O time de analistas do Itaú BBA avalia que, com uma sólida carteira de pedidos e o interesse sustentado tanto de investidores estrangeiros quanto locais, a ação da Embraer (B3: EMBJ3; NYSE: EMBJ) ainda tem espaço para “ganhar altitude”.

A equipe do banco cita em relatório os gargalos persistentes na indústria, uma carteira de pedidos robusta e a ampliação da base de investidores como fatores de suporte.

O BBA calcula que a Embraer é negociada a múltiplos de 11,7 vezes o EV/Ebitda previsto para 2026 e 10,8 vezes para 2027, o que implica desconto de 13% em relação a Airbus e em linha com a média desde 2022.

O time do banco ressalta que o momentum dos resultados continua “excepcional”, com alta visibilidade para um crescimento anual de aproximadamente 15% do EBIT (lucro antes de juros e impostos) até 2030 e espaço para novas revisões positivas das estimativas.

O Itaú BBA elevou o preço-alvo dos ADRs (recibos de ações negociados em Nova York) para US$ 95. Foi mantida a recomendação de “compra”.

Agenda de proventos desta sexta-feira, 20:

CPFL (CPFE3) 

A CPFL Energia paga nesta sexta-feira, 21, mais uma parcela dos dividendos declarados na assembleia geral ordinária (AGO) de 29 de abril de 2026. Será efetuado o terceiro pagamento, no montante de R$ 250 milhões. O valor por ação é R$ 0,21. Tem direito os acionistas detentores de ações em 29 de abril de 2026. Desde 30 de abril as ações passaram a ser negociadas “ex-dividendo”. O valor remanescente de R$ 2,59 bilhões (R$ 2,25 por ação) será pago até 31 de dezembro de 2026.

Mitre (MTRE3) 

A Mitre paga nesta sexta a segunda parcela do dividendo anunciado em 7 de julho. O valor por ação é de R$ 0,02. Essa segunda parcela teve data de corte em 12/08/2026. Vale lembrar que a terceira parcela terá data de corte em 08/09/2026 e pagamento em 18/09/2026.

Allos (ALOS3)

A data de corte (data com) para ter direito a terceira parcela do dividendo da Allos, é nesta sexta-feira, 21. A partir de segunda-feira, 24 de agosto, as ações serão negociadas ex-provento. O pagamento será em 02/09/2026 no valor de R$ 0,29 por ação.

Banco Bmg (BMGB4)

A data de corte (data com) para ter direito aos JCP do Banco Bmg, anunciados em 30 de julho, é nesta sexta-feira, 21. A partir de segunda-feira, 24 de agosto, as ações serão negociadas ex-provento. O valor líquido é de R$ 0,0825 por ação. O pagamento aos acionistas será efetuado no dia 4 de setembro de 2026.

Grendene (GRND3)

A data de corte (data com) para ter direito ao dividendo da Grendene anunciado em 6 de agosto, é nesta sexta-feira, 21. A partir de segunda-feira, 24 de agosto, as ações serão negociadas ex-provento. O valor soma R$ 58,5 milhões. O valor por ação é de R$ 0,06. O pagamento será em uma única parcela, a partir de 9 de setembro de 2026.

Petrobras (PETR3, PETR4)

A data de corte (data com) para ter direito ao provento da Petrobras, anunciado em 6 de agosto, é na sexta-feira, 21. A partir de segunda-feira, 24 de agosto, as ações serão negociadas ex-provento. Os proventos serão pagos em 2 parcelas. A primeira parcela, no valor de R$ 0,67 por ação ordinária e preferencial, será paga em 23 de novembro de 2026, integralmente sob a forma de juros sobre capital próprio. A segunda parcela, no valor de R$ 0,67 por ação ordinária e preferencial, será paga em 21 de dezembro de 2026, sendo R$ 0,47 sob a forma de dividendos e R$ 0,20250435 sob a forma de juros sobre capital próprio.

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