|Radar Econômico| Bets tiraram R$ 62,5 bilhões da renda das famílias e a conta chegou ao SUS e às empresas
Fonte: portalmakingof.com.br | Data: 21/08/2026 09:10:01
Por Janine Alves, colunista de economia do Portal Making Of
As apostas mexem no orçamento das famílias, pressionam a saúde pública, afetam a produtividade das empresas e escancaram vulnerabilidades sociais que estavam escondidas.
Em 2025, as bets tiraram R$ 62,5 bilhões da renda das famílias brasileiras, segundo o Boletim Fiscal dos Estados Brasileiros, feito pelo Comsefaz em parceria com o Centro Celso Furtado. Isso equivale a cerca de 0,68% da Renda Nacional Disponível Bruta das Famílias, mais do que os aproximadamente 0,5% ligados ao Bolsa Família. O número dá uma ideia do tamanho de um mercado que cresceu rápido e agora disputa espaço com consumo, pagamento de dívidas e poupança dentro de casa.
A conta, porém, não para quando o dinheiro sai da conta bancária. Ela reaparece em outros lugares. O SUS ampliou para até 100 mil por mês a capacidade de teleatendimentos voltados a pessoas com problemas relacionados a jogos e apostas. O serviço começou em março com média de apenas 600 atendimentos mensais e hoje funciona pelo aplicativo Meu SUS Digital, servindo de porta de entrada para a Rede de Atenção Psicossocial.
Outro número chama atenção: mais de 1 milhão de brasileiros já solicitaram a autoexclusão de seus CPFs de sites e aplicativos de apostas, por meio da Plataforma Centralizada de Autoexclusão. Entre eles, 35% apontaram a perda de controle sobre os jogos como motivo. O que parecia uma decisão individual de consumo virou demanda por atendimento especializado, pressionando a saúde pública e ampliando o custo social das apostas.
A conta chegou também ao trabalho
Dentro das empresas, os efeitos já aparecem. Em 2025, os afastamentos pelo INSS ligados ao transtorno do jogo, a ludopatia, cresceram quase 60%. Empresas relatam faltas, funcionários endividados, pedidos de adiantamento salarial, desatenção e até apostas feitas durante o expediente.
Companhias como Ypê, Gerdau e Whirlpool já criaram campanhas de conscientização e programas de acolhimento. Isso diz muito sobre como o problema passou a ser enxergado: quando as apostas comprometem concentração, renda, saúde mental e presença no trabalho, o prejuízo deixa de ser apenas de quem joga. Ele chega às empresas, à Previdência e à produtividade da economia como um todo.
Mulheres e mães no centro do alerta
Há ainda um recorte de gênero que merece atenção. Segundo o estudo “Mulheres & Bets”, 42% das mulheres apostam ou já apostaram, enquanto outras 12% relatam sofrer as consequências do vício de parceiros ou familiares.
Entre as mães, a incidência é ainda maior: mulheres com filhos apostam 1,6 vez mais do que aquelas sem filhos. Para muitas, o jogo não aparece apenas como entretenimento, mas como uma tentativa de conseguir renda extra para pagar material escolar, cobrir compromissos familiares ou garantir algum lazer.
O dado preocupa porque coloca as apostas dentro de orçamentos que muitas vezes já vivem no limite. A promessa de dinheiro rápido pode se transformar em mais perda, mais dívida e menos recursos para necessidades básicas. Nesse ponto, as bets passam a dialogar diretamente com economia doméstica, vulnerabilidade financeira e desigualdade de gênero.
Ludopatia custa mais do que dinheiro
O transtorno do jogo, ou ludopatia, é reconhecido pela medicina. Entre os sinais de alerta estão esconder apostas, acumular dívidas, apostar novamente tentando recuperar o que perdeu e perder o controle sobre o tempo ou o dinheiro gasto no jogo.
As consequências vão além do bolso: atingem a saúde mental, os relacionamentos, o desempenho profissional e a estabilidade familiar. Tratar isso como falta de disciplina ou irresponsabilidade financeira não dá conta do problema. É preciso prevenção, identificação precoce e acesso a tratamento.
Os números mostram que o debate sobre bets no Brasil mudou de fase. Já não se trata apenas de discutir quanto o setor movimenta ou arrecada, mas de calcular quanto ele retira da renda disponível das famílias, quanto custa ao sistema de saúde, quanto interfere na produtividade e quais efeitos produz sobre famílias já vulneráveis.
Os R$ 62,5 bilhões retirados da renda das famílias mostram apenas a face mais visível desse mercado. A conta completa inclui tratamento de saúde, afastamentos, perda de produtividade, endividamento e conflitos familiares. À medida que as bets crescem, cresce também a responsabilidade do poder público de discutir regulação, prevenção, publicidade, educação financeira e proteção de consumidores vulneráveis.
O desafio está em olhar de forma crítica para o mercado que já existe e impedir que sua expansão transforme lucro privado em custo social cada vez maior.
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Inadimplência atinge 2,6 milhões de catarinenses e soma R$ 26 bilhões. A inadimplência segue pressionando o orçamento das famílias em Santa Catarina. Em julho de 2026, 2,67 milhões de pessoas estavam inadimplentes no estado, o equivalente a 41,6% da população adulta, segundo o Mapa da Inadimplência da Serasa. Ao todo, eram 11,8 milhões de dívidas em aberto, somando mais de R$ 26,1 bilhões. Em Chapecó, 85,3 mil consumidores acumulavam R$ 951 milhões em débitos. Apesar do avanço de 0,14% no número de inadimplentes em relação ao mês anterior, houve desaceleração no ritmo de crescimento das dívidas e aumento das renegociações: mais de 438 mil acordos foram fechados pelo Serasa Limpa Nome em Santa Catarina, envolvendo cerca de 67 mil consumidores. O cenário revela o peso do endividamento sobre o consumo e o acesso ao crédito, mas também indica maior movimento das famílias na busca pela reorganização financeira.
Os dados da Fecomércio SC/CNC mostram um contraponto ao levantamento da Serasa: em julho de 2026, a parcela de famílias catarinenses com contas em atraso caiu de 25,4% para 23,6%, aproximando-se da média histórica de 22% e permanecendo abaixo da média nacional, de 29,8%. Ao mesmo tempo, porém, o endividamento atingiu 76,9% das famílias, maior nível da série recente, com o cartão de crédito ainda presente em 69,6% dos lares endividados. Os números não são necessariamente contraditórios aos da Serasa, pois medem universos diferentes: enquanto a PEIC acompanha o endividamento e a inadimplência das famílias, a Serasa contabiliza consumidores com dívidas negativadas. O quadro sugere, portanto, uma combinação de alto endividamento com melhora recente na capacidade de pagamento, embora juros elevados continuem pressionando consumo, crédito e orçamento doméstico.

Crédito consignado cresce, mas exige cautela no orçamento. O crédito consignado alcançou R$ 771 bilhões em abril, sinalizando maior procura dos brasileiros por uma modalidade que costuma oferecer juros mais baixos e pode ajudar na reorganização financeira. O crescimento, porém, exige atenção: crédito mais barato continua sendo dívida e compromete parte da renda futura. Para Scharles Robinson Rampelotti, diretor de Operações e Negócios da Ailos Cooperativa Únilos, o consignado pode ser útil quando contratado com planejamento e transparência. Em um mercado disputado por bancos, fintechs e cooperativas, comparar taxas, prazos e o custo total da operação é fundamental para evitar que uma solução de curto prazo se transforme em novo desequilíbrio financeiro.
Prévia do PIB aponta perda de ritmo da economia brasileira. A atividade econômica brasileira recuou 0,64% em junho, segundo o IBC-Br, indicador do Banco Central considerado uma prévia do PIB, resultado pior que a expectativa de queda de 0,5% e que interrompeu a sequência de alta do índice. Apesar da retração no mês, a economia ainda registrou avanço de 0,18% no segundo trimestre em relação aos três primeiros meses do ano. O desempenho reforça a percepção de desaceleração da atividade, em um cenário de juros ainda elevados e menor fôlego para consumo e investimentos.
Brasil amplia superávit comercial e exportações batem recorde em julho. Mesmo em um cenário internacional marcado por tensões comerciais e pelo tarifaço imposto pelos Estados Unidos, a balança comercial brasileira acumulou superávit de US$ 49,04 bilhões entre janeiro e julho de 2026, alta de 31,9% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo dados do MDIC citados na publicação. Somente em julho, o saldo positivo foi de US$ 7,07 bilhões, com exportações de US$ 34,12 bilhões, avanço de 6,2% na comparação anual. O desempenho foi puxado principalmente pelas vendas para China e União Europeia, enquanto as exportações para os Estados Unidos recuaram 12,2% no acumulado do ano. No período de janeiro a julho, as vendas externas brasileiras chegaram a US$ 218,55 bilhões, reforçando a importância da diversificação de mercados para sustentar o comércio exterior diante do aumento das barreiras internacionais.
Atenção!
É falso que Brasil tenha batido recorde de falências em 2025. Uma publicação que circula nas redes sociais afirma que o Brasil teria registrado recorde de falências de empresas em 2025, mas a informação é falsa. Segundo verificação da Agência Lupa, o gráfico usado para sustentar a alegação reúne, na verdade, dados de pedidos de recuperação judicial, e não de falências. Os números de 2014 a 2024 foram publicados pela Fecomércio-SP com base em informações da Serasa Experian e mostram novas solicitações de recuperação judicial em cada ano. A diferença é importante: recuperação judicial não significa encerramento da empresa, mas um mecanismo legal para tentar reorganizar dívidas e manter as atividades. O episódio reforça como dados econômicos fora de contexto podem produzir conclusões erradas e distorcer a percepção sobre a situação das empresas no país.
📡 Radar Político
Fatos que marcaram a semana com impactos diretos na vida em sociedade e nos rumos da economia.
Planejamento reorganiza áreas para ampliar uso de dados na gestão estadual. A Secretaria de Estado do Planejamento de Santa Catarina reorganizou duas diretorias com o objetivo de ampliar o uso de dados e análises na formulação e avaliação de políticas públicas. A Diretoria de Políticas Públicas passa a se chamar Diretoria de Inteligência Socioeconômica, enquanto a Diretoria de Desenvolvimento Territorial passa a ser Diretoria de Inteligência Territorial. As equipes trabalham com estudos e projeções econômicas, demográficas e sociais, além do acompanhamento de indicadores de programas governamentais. Uma das frentes é a estratégia de desenvolvimento de Santa Catarina até 2035, que identifica gargalos como logística e qualificação profissional. O desafio será transformar a nova estrutura e o volume de informações disponíveis em decisões efetivas, melhoria das políticas públicas e ganhos mensuráveis de produtividade e competitividade para o estado.
BNDES supera R$ 1 trilhão em ativos e bate recorde histórico. O BNDES ultrapassou pela primeira vez a marca de R$ 1 trilhão em ativos, alcançando R$ 1,058 trilhão em junho de 2026, maior valor de sua história. Desde o fim de 2022, quando os ativos somavam R$ 684 bilhões, o banco acrescentou R$ 374 bilhões à sua estrutura financeira, uma expansão de aproximadamente 55%. O crescimento também aparece no crédito: a carteira expandida chegou a R$ 678,2 bilhões, avanço de 14% em relação a 2025 e maior patamar desde 2016. Segundo o banco, a expansão acompanha a estratégia de ampliar o financiamento a empresas de diferentes portes, infraestrutura e projetos considerados estratégicos para o desenvolvimento econômico, como modernização de rodovias, expansão de aeroportos e produção de biocombustíveis.
📡 Sustentabilidade & Regeneração
Histórias e práticas que revelam como empresas estão integrando sustentabilidade, impacto social e inovação regenerativa aos seus modelos de negócio.
IBGE lança plataforma para antecipar riscos e fortalecer prevenção a desastres. O IBGE lançou o SINGED Lab Desastres, iniciativa que reúne dados estatísticos e geocientíficos para apoiar municípios e gestores na prevenção e no monitoramento de eventos extremos associados às mudanças climáticas, incluindo possíveis impactos do El Niño. A plataforma permite identificar populações vulneráveis, equipamentos públicos e áreas de risco, produzir diagnósticos territoriais e organizar informações úteis para as etapas de prevenção, preparação, resposta e recuperação. O projeto também oferece capacitação gratuita, ministrada por técnicos do IBGE e com certificação da Escola Nacional de Ciências Estatísticas (ENCE), aberta a gestores públicos e privados e profissionais de todo o país — mais de 2 mil pessoas já foram capacitadas. A iniciativa reforça o uso de dados e tecnologia como ferramentas para reduzir perdas humanas e econômicas e melhorar o planejamento diante de eventos climáticos cada vez mais frequentes.
Data centers ampliam demanda por energia e acendem alerta ambiental no Brasil. O avanço da inteligência artificial e dos data centers aumenta a atratividade do Brasil para grandes empresas de tecnologia, especialmente pela ampla oferta de energia renovável e relativamente competitiva. Mas o crescimento desse mercado também amplia a pressão sobre o sistema elétrico: data centers operam 24 horas por dia e exigem fornecimento contínuo, enquanto fontes como solar e eólica são intermitentes. Na prática, a expansão pode exigir maior geração de energia de diferentes matrizes, inclusive não renováveis, o que coloca em debate até que ponto o uso de energia “limpa” pelas big techs representa efetiva redução de impacto ambiental ou apenas uma estratégia de reputação. O tema ganha importância econômica porque coloca frente a frente atração de investimentos, infraestrutura digital, segurança energética e sustentabilidade.
💼 Negócios em Movimento
Cases de sucesso que mostram a força, a inovação e a presença estratégica das pessoas, empresas e instituições catarinenses no Brasil e no mundo.
UFSC é a 7ª melhor universidade do Brasil em ranking mundial. A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) aparece como a sétima melhor universidade do Brasil no Academic Ranking of World Universities (ARWU) 2026 e ocupa a quarta posição entre as universidades federais, atrás de UFMG, UFRJ e UFRGS. Publicado pela Universidade Jiao Tong de Xangai, o ranking considera indicadores ligados à produção científica e à qualidade da pesquisa, como artigos publicados em periódicos de alto impacto, entre eles Nature e Science, além de trabalhos indexados em bases internacionais. O resultado reforça a posição da UFSC como uma das principais instituições brasileiras de ensino e pesquisa e evidencia a importância da produção científica para a inovação, a formação de capital humano e o desenvolvimento econômico.
UFSC contribui para novo modelo de transporte coletivo de Curitiba. O LabTrans/UFSC participa da construção do novo modelo de concessão do transporte coletivo metropolitano de Curitiba, em um trabalho que combina pesquisa, planejamento e mobilidade urbana. O projeto foi contratado por meio da Fundação de Estudos e Pesquisas Socioeconômicos (Fepese) e desenvolvido em conjunto com a então Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba (Comec), atual Agência de Assuntos Metropolitanos do Paraná (Amep). A participação da universidade reforça o papel da pesquisa aplicada na formulação de políticas públicas e na busca por sistemas de transporte mais eficientes, com impactos diretos sobre produtividade urbana, custos de deslocamento, qualidade dos serviços e competitividade das cidades.
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orto de Itajaí bate recordes com maior porta-contêineres de sua história. O API SALALAH, maior navio porta-contêineres já recebido pelo Porto de Itajaí, deixou o terminal nesta segunda-feira (17) após uma operação que também estabeleceu recorde de movimentação em uma única escala. Com 347 metros de comprimento e 47,8 metros de largura, o navio realizou mais de 2,5 mil movimentos de contêineres entre importações e exportações e segue agora para Singapura. O desempenho ocorre em um momento de forte expansão da atividade no terminal operado pela JBS Terminais: somente em julho foram movimentados 49.533 TEUs, novo recorde mensal, enquanto o acumulado de janeiro a julho chegou a 292 mil TEUs, alta de 62,5% frente ao mesmo período de 2025. Os números reforçam a retomada da movimentação portuária e o papel estratégico de Itajaí nas rotas de comércio exterior, especialmente nas conexões com a Ásia.
EQI amplia atuação no mercado de trading com aquisição da plataforma TC. A catarinense EQI Investimentos concluiu a aquisição da plataforma TC, incorporando tecnologia, base de usuários, carteira de clientes e ativos digitais do ecossistema, em um movimento que amplia sua presença no mercado de trading. A operação marca a entrada definitiva da corretora nesse segmento e complementa a atuação já consolidada em assessoria de investimentos, gestão patrimonial e produtos financeiros. Fundada em Santa Catarina, a EQI informa possuir cerca de R$ 57 bilhões sob custódia e 100 mil clientes ativos e projeta alcançar R$ 180 bilhões sob custódia em cinco anos. A aquisição reforça uma estratégia de crescimento baseada na integração entre conteúdo, comunidade, tecnologia e execução de operações financeiras.
🧭 Circuito
Acompanhe os eventos que movimentam o setor econômico em Santa Catarina
Santa Catarina reúne especialistas em semana de combate à corrupção. O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) e a Univali promovem, de 24 a 27 de agosto, a 2ª Semana Estadual de Combate à Corrupção, com programação voltada à ética, governança, integridade pública e cooperação institucional. A abertura, em Florianópolis, terá o 1º Fórum Internacional de Combate à Corrupção, com o professor colombiano Camilo A. Enciso, fundador do Instituto Anticorrupção e da Rede Latino-Americana de Compliance, debatendo perspectivas Brasil–Colômbia. A agenda inclui ainda atividades on-line sobre governança, cidadania e transformação social e a apresentação de resultados do programa Educando Cidadãos. A iniciativa reforça uma dimensão também econômica do combate à corrupção: instituições mais transparentes e eficientes reduzem desperdícios, fortalecem a confiança e melhoram o ambiente para investimentos e desenvolvimento.

Home&Decor movimenta setor moveleiro em São José com venda direta de fábrica. São José recebe, de 27 a 30 de agosto, a Home&Decor, feira promovida pela Feinsul que reunirá fabricantes de móveis e decoração de diferentes polos do país no Centro de Eventos do MundoCar Mais Shopping. Com entrada gratuita, o evento aposta na aproximação direta entre indústria e consumidor, com produtos para ambientes residenciais e comerciais, opções de personalização e descontos que podem chegar a 50%. Além de estimular negócios, a feira funciona como vitrine para tendências de design, materiais, acabamentos e novas formas de consumo, reforçando a importância da indústria moveleira e da decoração na movimentação do comércio, da construção e da economia criativa na Grande Florianópolis.