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Estresse oxidativo pode acelerar envelhecimento; entenda como reduzir o risco

Fonte: brazilhealth.com | Data: 22/08/2026 09:34:24

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O estresse oxidativo é um processo natural do organismo, mas pode se tornar um problema quando a produção de radicais livres supera, de forma persistente, a capacidade do corpo de neutralizá-los. Esse desequilíbrio é associado ao envelhecimento celular e a mecanismos inflamatórios que podem participar do desenvolvimento ou do agravamento de doenças crônicas, como diabetes e problemas cardiovasculares.

Na prática, o tema importa porque ajuda a explicar por que escolhas do dia a dia, como sono, alimentação, atividade física e manejo do estresse, têm impacto direto na saúde ao longo do tempo. A orientação de especialistas é evitar a ideia de “cura” ou de um único recurso capaz de resolver o problema.

“Não existe uma solução única ou um medicamento que simplesmente elimine o estresse oxidativo. O organismo possui mecanismos próprios de defesa e o cuidado deve ser integral, considerando alimentação, sono, atividade física, controle do estresse e outros fatores relacionados ao estilo de vida”, afirma a farmacêutica Letícia Philippi, especialista em ozonioterapia e diretora da Associação Brasileira de Ozonioterapia (ABOZ).

O que é estresse oxidativo e por que ele preocupa

O corpo produz radicais livres durante processos metabólicos rotineiros. Em condições normais, sistemas antioxidantes mantêm esse funcionamento sob controle. O risco aparece quando o desequilíbrio se prolonga, favorecendo danos a estruturas celulares e contribuindo para o acúmulo de alterações relacionadas ao envelhecimento.

Segundo Philippi, esse cenário pode se somar a outras mudanças naturais do organismo com o passar dos anos. “O estresse oxidativo pode contribuir e acelerar este processo quando há um desequilíbrio persistente entre a produção de radicais livres e os mecanismos de defesa antioxidante do organismo”, diz.

Especialistas ressaltam que isso não significa que o estresse oxidativo seja, isoladamente, a causa de doenças crônicas, mas que ele pode integrar caminhos biológicos envolvidos na progressão dessas condições.

Hábitos de vida seguem como eixo central da prevenção

A recomendação mais consistente para reduzir o impacto do estresse oxidativo é investir em estratégias sustentáveis: alimentação equilibrada, prática regular de exercícios, sono adequado e controle do estresse, além de acompanhamento profissional quando necessário.

“Quando falamos em bem-estar, precisamos olhar para o organismo como um sistema. Não adianta pensar apenas em um sintoma isolado”, afirma a especialista.

Ozonioterapia: uso complementar e regras no Brasil

Dentro do debate sobre estratégias complementares, a ozonioterapia tem sido estudada e aplicada em protocolos específicos, com indicação individualizada e sem substituir tratamentos convencionais. “É importante deixar claro que a ozonioterapia não substitui tratamentos convencionais. Ela deve ser entendida como uma terapia complementar, indicada de acordo com as necessidades e condições clínicas de cada paciente”, diz Philippi.

Do ponto de vista regulatório, a prática teve novos marcos nos últimos anos. Em 2025, o Conselho Federal de Medicina (CFM) publicou a Resolução nº 2.445, que estabeleceu regras para a ozonioterapia no âmbito médico. Já em 2026, a Anvisa autorizou, por meio da Resolução-RE nº 1.760/2026, o registro de um equipamento com indicação para tratamento de feridas crônicas, descrito como a primeira aprovação oficial do órgão para essa finalidade no país.

O uso, reforça a especialista, deve ocorrer apenas com profissionais legalmente habilitados e equipamentos registrados, respeitando normas e limites de atuação de cada categoria de saúde.