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Usina investe R$ 120 milhões para ampliar geração de energia com bagaço de cana

Fonte: canalsolar.com.br | Data: 22/08/2026 10:32:10

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Nova unidade dobrou a capacidade instalada para 50 MW e pode elevar a exportação para 150 mil MWh por ano

A Usina Jacarezinho, localizada no município de mesmo nome, no norte do Paraná, colocou em operação uma nova unidade de cogeração de energia após receber investimento de R$ 120 milhões do Grupo Maringá, proprietário do empreendimento.

Dedicada à produção de açúcar e etanol, a planta amplia agora sua capacidade de geração a partir do bagaço da cana-de-açúcar.

Com a entrada em operação da chamada Maringá Energia II, a capacidade instalada de geração da usina dobrou e passou a 50 MW, dos quais 35 MW podem ser destinados à comercialização.

Antes da expansão, a unidade exportava 60.815 MWh de energia elétrica por ano. A expectativa é alcançar 150 mil MWh anuais, volume quase 2,5 vezes maior. A ampliação deverá acrescentar cerca de R$ 27 milhões ao faturamento anual.

Como funciona essa geração de energia?

A eletricidade é produzida a partir do bagaço que sobra após a moagem da cana-de-açúcar. Em vez de ser descartado, o resíduo é utilizado como biomassa para alimentar uma caldeira.

A queima do bagaço aquece água e produz vapor em alta pressão. Esse vapor movimenta uma turbina conectada a um gerador, responsável pela produção de eletricidade.

Parte da energia e do vapor pode ser utilizada nos próprios processos industriais da usina, enquanto o excedente de eletricidade é disponibilizado para comercialização.

O princípio de geração é semelhante ao de outras usinas que utilizam turbinas para converter energia mecânica em eletricidade. Nesse caso, porém, o movimento da turbina é provocado pelo vapor produzido a partir da biomassa.

Produção de açúcar e etanol

Atualmente, a Usina Jacarezinho processa cerca de 2,5 milhões de toneladas de cana-de-açúcar por ano, provenientes de aproximadamente 30 mil hectares e de uma rede de cerca de 400 produtores parceiros.

Para a safra 2026/2027, a expectativa é produzir 200 mil toneladas de açúcar e 85 milhões de litros de etanol. Na safra 2023/2024, a produção de etanol havia alcançado aproximadamente 83 milhões de litros.

Com a ampliação da cogeração, a mesma matéria-prima passa por diferentes etapas de aproveitamento: o caldo da cana é destinado à fabricação de açúcar e etanol, enquanto o bagaço resultante da moagem é utilizado para produzir vapor e eletricidade.

Projeto começou em 2021

A primeira etapa do projeto de geração entrou em operação em 2021, quando o Grupo Maringá passou a atuar também na geração e comercialização de energia elétrica.

Com a entrada em operação da Maringá Energia II, a capacidade instalada de geração da unidade foi duplicada, ampliando também o volume de energia disponível para comercialização.

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