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Um acidente aéreo deixou sobreviventes presos durante mais de 2 meses nos Andes, até que dois jovens decidiram atravessar as montanhas a pé para procurar ajuda sem saber se encontrariam alguém do outro lado

Fonte: oantagonista.com.br | Data: 22/08/2026 14:46:47

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Em 13 de outubro de 1972, o voo 571 da Força Aérea Uruguaia caiu no coração dos Andes com 45 pessoas a bordo. Depois de semanas enfrentando frio extremo, fome e uma avalanche, Nando Parrado e Roberto Canessa partiram a pé em uma tentativa desesperada de encontrar ajuda, iniciando a travessia que acabaria levando ao resgate dos sobreviventes após 72 dias nas montanhas.

Como Nando Parrado e Roberto Canessa ficaram presos nos Andes?

O Fairchild FH-227D transportava integrantes de uma equipe uruguaia de rugby, familiares e amigos em direção ao Chile. Durante a travessia da cordilheira, erros de navegação contribuíram para que a aeronave atingisse uma montanha, perdesse partes das asas e da cauda e terminasse sobre uma geleira a quase 4.000 metros de altitude.

Algumas pessoas morreram no impacto ou pouco depois. Os sobreviventes improvisaram abrigo dentro da fuselagem e usaram materiais do avião para enfrentar temperaturas que podiam chegar a cerca de -30 °C. No décimo dia, descobriram por um rádio que as buscas oficiais haviam sido suspensas.

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O que aconteceu durante os 72 dias antes da travessia?

A quantidade de comida disponível era mínima e rapidamente acabou. Diante da possibilidade real de morrer de fome, o grupo tomou a decisão extrema de utilizar como alimento os corpos daqueles que haviam morrido, uma escolha posteriormente explicada pelos sobreviventes como indispensável para continuar vivos.

Os acontecimentos mais importantes incluíram:

  • Queda do avião em 13 de outubro de 1972.
  • Suspensão das buscas após poucos dias.
  • Improvisação de água derretendo neve.
  • Uma avalanche que matou outras oito pessoas.
  • Tentativas sucessivas de deixar a região a pé.

Este vídeo apresenta diretamente a história do voo 571 e a jornada dos sobreviventes nos Andes, incluindo a tentativa final de alcançar ajuda depois de mais de dois meses isolados.

Por que Nando Parrado e Roberto Canessa decidiram atravessar as montanhas?

Depois que as buscas foram encerradas, ficou claro que esperar indefinidamente poderia significar a morte de todos. Outras expedições haviam sido tentadas, mas o terreno, a altitude e a falta de equipamentos apropriados tornavam qualquer deslocamento extremamente difícil.

Para uma nova tentativa, o grupo improvisou um saco de dormir utilizando materiais retirados do avião. Parrado, Canessa e Antonio Vizintín partiram inicialmente juntos, mas, após alcançarem uma área elevada e perceberem a enorme extensão das montanhas, decidiram que Vizintín retornaria para que os outros dois tivessem mais alimentos disponíveis.

Quanto Nando Parrado e Roberto Canessa caminharam até encontrar ajuda?

A travessia final durou aproximadamente dez dias. Depois de uma subida exaustiva, Parrado descobriu do alto que, ao contrário do que imaginavam, não havia vales habitados logo atrás da montanha, mas uma sequência aparentemente interminável de picos. Mesmo assim, os dois continuaram avançando para oeste.

Momento O que aconteceu
13 de outubro Queda do voo 571
Fim de outubro Avalanche mata oito sobreviventes
Dezembro Travessia final pelas montanhas
22 e 23 de dezembro Resgate dos sobreviventes

O percurso real envolveu dezenas de quilômetros por terrenos montanhosos, e a distância varia conforme o método utilizado para reconstruir a rota. O dado mais seguro é o tempo: o Museu Andes 1972 registra dez dias e noites até o encontro que finalmente tornou possível pedir socorro.

Como Nando Parrado e Roberto Canessa finalmente encontraram alguém?

Depois de descerem seguindo cursos d’água, os dois avistaram homens do outro lado de um rio. O barulho da corrente impedia qualquer conversa, então o tropeiro chileno Sergio Catalán lançou uma pedra com papel e lápis para que Parrado explicasse por escrito que vinha de um avião acidentado e que ainda havia sobreviventes esperando ajuda.

Catalán cavalgou durante horas até conseguir avisar as autoridades. Helicópteros chegaram à região em 22 de dezembro e retiraram parte do grupo; os demais foram resgatados no dia seguinte. Ao todo, 16 das 45 pessoas que estavam no avião sobreviveram aos 72 dias nos Andes.

O encontro de Nando Parrado e Roberto Canessa com o tropeiro Sergio Catalán permitiu finalmente transmitir a localização dos sobreviventes e iniciar o resgate
O encontro de Nando Parrado e Roberto Canessa com o tropeiro Sergio Catalán permitiu finalmente transmitir a localização dos sobreviventes e iniciar o resgate

Por que essa travessia continua sendo central na história do voo 571?

O resgate não aconteceu porque as buscas localizaram os destroços por acaso. Ele foi possível porque dois sobreviventes deixaram a fuselagem e continuaram avançando mesmo depois de descobrir que a cordilheira era muito maior do que imaginavam. O encontro com Catalán transformou essa decisão em uma rota concreta de salvamento.

O Museu Andes 1972 preserva documentos e objetos relacionados às 45 pessoas que estavam no voo. A travessia de Parrado e Canessa permanece como uma das partes decisivas dessa história: após mais de dois meses isolados, o grupo só voltou a ter contato com o mundo porque dois jovens atravessaram os Andes sem saber exatamente o que encontrariam do outro lado.

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