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Júri de Gramado distribuiu os troféus entre os longas concorrentes

Fonte: correiodopovo.com.br | Data: 23/08/2026 17:55:45

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A cerimônia de encerramento do 54º Festival de Cinema de Gramado ocorreu no sábado à noite no Palácio dos Festivais.

Os grupos dos júris de longas, sejam os de ficção, quanto documentário, têm seus membros alterados a cada ano. Nesta edição, o júri de ficção decidiu distribuir troféus entre diversos concorrentes, não havendo, portanto, um filme que tenha sido unanimidade. O único kikito dado por unanimidade foi o de Melhor Atriz para Teca Pereira, por sua atuação inesquecível como uma avó em “Feito Pipa”.

Valorização da diversidade no cinema

Algumas questões ficaram evidentes na premiação: a valorização de profissionais pretos, seja na atuação, como na direção. É o caso do Kikito de Melhor Filme, que foi para “Nosso Segredo”, de Grace Passô (MG), que aborda uma família em luto e levou três prêmios.

Os outros dois prêmios para “Nosso Segredo” foram de Melhor Fotografia (Wilssa Esser) e de Melhor Direção de Arte (Lucas Osório). O elenco é majoritariamente negro. Emocionada, ao receber o troféu, a diretora mineira ressaltou a “força coletiva do projeto”. Este filme deve chegar aos cinemas no dia 27 de agosto.

“Feito Pipa” é destaque com cinco prêmios

Já “Feito Pipa”, de Allan Deberton (CE), recebeu cinco prêmios. Além de Melhor Atriz para Teca Pereira, levou ainda os Kikitos de Melhor Longa-Metragem Brasileiro pelo Júri Popular, Melhor Direção (Allan Deberton), Melhor Ator Coadjuvante (Lázaro Ramos) e uma Menção Honrosa de Longa-metragem Brasileiro para Yuri Gomes, o ator mirim do filme.

“Leite em Pó” vence prêmio da crítica

O prêmio de Melhor Longa-Metragem Brasileiro pelo Júri da Crítica ficou com “Leite em Pó” (MG/SP/RN), de Carlos Segundo, que também venceu em Melhor Roteiro (Carlos Segundo e Rafael Copel) e Melhor Desenho de Som (Waldir Xavier), com três prêmios no total.

Outros destaques em atuação

Ainda nas categorias de atuação, José Loreto (por “Chorão: Só os Loucos Sabem”) e Christian Malheiros (por “Justino: Nos Bastidores do Reino”) receberam os Kikitos de Melhor Ator. Cada um recebeu um troféu.

O prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante foi para Naruna Costa, por “Pele de Rinoceronte”. A artista paulistana interpreta uma advogada preta envolvida em caso inspirado em Ângela Diniz (anos 70) no drama “Pele de Rinoceronte”. Este filme, apesar de ser considerado por vários críticos como exageradamente didático, aborda o tema de feminicídios, em um país onde este crime, infelizmente, vem aumentando o número de casos, o que o torna atual.

“Gonzaguinha” é eleito melhor documentário

O Kikito de Melhor Longa Documental foi para “Gonzaguinha, da maior liberdade”, de Suzanna Lira. O filme resgata a biografia do músico Luiz Gonzaga Jr., famoso e exímio compositor, poeta e letrista. O artista morreu em 1991 devido a um acidente de carro, aos 46 anos. O longa conta com imagens de arquivo e depoimentos.

Esta foi uma edição que cresceu na aposta da inclusão, da diversidade e em filmes mais arriscados em relação aos de formato mais tradicionais.