Baixar Notícia
WhatsApp
Email

Quando o clima se torna um problema para a cadeia de suprimentos: preparando-se para o El Niño na América Latina

Fonte: jornow.com.br | Data: 25/08/2026 15:56:50

🔗 Ler matéria original

Infios
Infios

Para l�deres da cadeia de suprimentos, o clima extremo n�o � mais algo que fica fora do plano log�stico. No momento em que uma chuva forte fecha uma estrada, um rio sobe al�m dos n�veis seguros de opera��o, um porto enfrenta restri��es ou um armaz�m se torna dif�cil de acessar, o clima se torna um evento da cadeia de suprimentos � um evento que pode afetar rapidamente o estoque, a capacidade de transporte, os custos e os compromissos com os clientes.
Essa realidade j� est� surgindo em toda a Am�rica Latina � medida que o El Ni�o se intensifica. No sul do Brasil, o volume de chuvas em julho atingiu 256% da m�dia hist�rica, segundo o ONS � Operador Nacional do Sistema El�trico, o que tem colocado press�o adicional sobre rotas fluviais, portos e redes de entrega. Para os l�deres de log�stica que operam na regi�o � especialmente aqueles que gerenciam redes que abrangem diferentes pa�ses, climas ou at� hemisf�rios � o desafio n�o � simplesmente prever o tempo. � entender como um evento clim�tico afetar� o fluxo f�sico de mercadorias e agir antes que a interrup��o se propague pela rede.
O El Ni�o j� foi classificado pela NOAA (National Oceanic and Atmospheric Administration) como um dos epis�dios mais intensos j� registrados desde 1950, e seus efeitos n�o s�o distribu�dos de forma uniforme: em toda a Am�rica Latina, diferentes combina��es de chuva, seca, calor e varia��o nos n�veis de �gua criam diferentes riscos log�sticos.
No Peru, por exemplo, a pesca � um dos principais pilares da economia costeira, e o setor j� registrou uma queda de 31%, afetando diretamente a cadeia de exporta��o de farinha e �leo de peixe. No Panam�, a queda nos n�veis de �gua dos lagos que alimentam o Canal do Panam� for�ou restri��es ao calado permitido para as embarca��es. Isso reduz a quantidade de carga que os navios podem transportar por uma das rotas comerciais mais estrategicamente importantes do mundo, com implica��es imediatas para custos de frete, capacidade e prazos de tr�nsito.
Os efeitos n�o se limitam �s principais rotas comerciais. Centros de distribui��o e armaz�ns em �reas que enfrentam chuvas excessivas podem sofrer suas pr�prias interrup��es operacionais. O acesso de ve�culos se torna mais dif�cil, os hor�rios de carga e descarga precisam ser alterados, e h� maior risco de danos ao estoque. Para opera��es constru�das em torno de janelas de coleta e entrega rigorosamente coordenadas, perder at� mesmo algumas horas em um ponto da rede pode gerar atrasos em outros lugares.
� aqui que o clima extremo deixa de ser manchete e se torna uma vari�vel log�stica. Menos peixe exportado do Peru significa mudan�as nos volumes de carga e no fornecimento a jusante. Menor capacidade das embarca��es no Canal do Panam� pode significar custos de transporte mais altos e prazos de tr�nsito mais longos. Enchentes ao redor de um centro de distribui��o podem afetar entregas de entrada, pedidos de sa�da e a disponibilidade de estoque exatamente ao mesmo tempo.
No entanto, um dos erros mais comuns que as empresas podem cometer � tratar esses sinais como eventos isolados, em vez de riscos interconectados da cadeia de suprimentos.
A verdadeira quest�o � se a cadeia de suprimentos consegue perceber a mudan�a com anteced�ncia suficiente, compreender seu impacto operacional e coordenar uma resposta r�pida o bastante para limitar a interrup��o. Essa � a diferen�a entre visibilidade e execu��o inteligente da cadeia de suprimentos. Um painel que mostra um embarque atrasado, uma queda no estoque ou uma rota interrompida � �til, mas a visibilidade por si s� n�o resolve o problema. O valor est� em transformar esse sinal em a��o: reposicionar estoque, ajustar rotas, alterar planos de transporte ou renegociar janelas de entrega antes que uma interrup��o local se torne um problema para toda a rede.
Isso exige conectar sinais externos, como previs�es do tempo e n�veis de �gua, aos dados operacionais que j� fluem pela cadeia de suprimentos � incluindo posi��es de estoque, pedidos, capacidade de transporte, status das instala��es e padr�es de demanda. Com esses sinais conectados, as equipes podem entender n�o apenas o que est� acontecendo, mas o que isso significa para os pedidos e clientes que dependem da rede afetada.
A tecnologia deve apoiar a decis�o, n�o substituir as pessoas que a tomam. Uma cadeia de suprimentos inteligente pode sinalizar quais instala��es, embarques ou clientes est�o mais expostos, simular poss�veis consequ�ncias e recomendar a��es que possam reduzir o impacto, mantendo as equipes humanas no controle da decis�o final.
Diante desse cen�rio, as empresas que atuam em toda a Am�rica Latina precisam fazer algumas perguntas importantes. Quais instala��es e rotas t�m menos margem de manobra quando o clima extremo se manifesta? Quais produtos s�o mais sens�veis a atrasos ou a varia��es de temperatura e umidade? Com que rapidez o estoque poderia ser reposicionado se uma rota de transporte essencial ficasse indispon�vel? E onde as depend�ncias de fornecedores ou de produ��o est�o concentradas o suficiente para que uma interrup��o local se torne um problema muito mais amplo?
O clima extremo sempre ser� dif�cil de prever com precis�o. Mas a resposta log�stica a ele n�o precisa ser improvisada.
As cadeias de suprimentos mais resilientes n�o ser�o necessariamente aquelas que preveem perfeitamente o pr�ximo evento clim�tico. Ser�o aquelas capazes de traduzir rapidamente mudan�as nas condi��es em decis�es operacionais coordenadas � antes que uma estrada alagada se torne uma entrega perdida, antes que uma restri��o de capacidade se torne um problema para o cliente, e antes que uma interrup��o em uma parte da rede se propague pelo restante.
Para as cadeias de suprimentos da Am�rica Latina, essa capacidade est� se tornando menos uma vantagem competitiva e mais um pr�-requisito para manter as mercadorias em movimento em um mundo cada vez mais imprevis�vel.
* H�lcio Lenz � Managing Director na Infios da Am�rica Latina.
Sobre a Infios
A Infios � uma l�der global em Execu��o Inteligente de Cadeias de Suprimentos, comprometida em melhor�-las incansavelmente, todos os dias. Com a confian�a de mais de 5.000 clientes em 70 pa�ses, a Infios ajuda organiza��es a migrar de opera��es fragmentadas e reativas para a��es coordenadas e em tempo real em gest�o de pedidos, armaz�ns e transporte. Seu portf�lio de solu��es adapt�veis permite que empresas de todos os portes simplifiquem opera��es, melhorem a efici�ncia e gerem resultados significativos. No centro de tudo est� a Infios AI, intelig�ncia de execu��o incorporada diretamente aos fluxos de trabalho operacionais. A Infios AI detecta disrup��es, determina a melhor resposta e executa a��es coordenadas entre sistemas, criando um ciclo cont�nuo de decis�o-a��o em que a execu��o acompanha o ritmo das mudan�as. A Infios � uma joint venture da K�rber, provedora internacional de tecnologia, e da KKR, empresa global de investimentos.
Saiba mais em http://www.Infios.com
Informa��es para imprensa:
Sing
Rodrigo Sodr�, Julia Cervantes, Welton Ramos, Janaina Leme e V�nia Gracio
Infios@singcomunica.com.br