O risco do seguro
Fonte: diariodaregiao.com.br | Data: 25/08/2026 21:04:42
Hoje vamos falar um pouco sobre “coisas” que já dissemos aqui e que poderão nos ajudar a entender como os números afetam nossas decisões.
O mercado de seguros nacional participa de 6% a 11% do PIB brasileiro, nos seguros de danos e responsabilidades, pessoas e previdência aberta. Isso significa que podemos crescer muito, mas ainda esbarramos em fatores de “demanda”, principalmente quanto a questões relacionadas com “Valorização e Preço”, já que o produto seguro é regulamentado e fiscalizado.
Epa!!! Parece que estou falando sobre o consumidor. É verdade.
O que mencionamos acima precisa estar definitivamente entendido (corpo e mente) pelo cliente/segurado. Ao adquirir o produto seguro, é preciso que diga e sinta que está “triplamente amparado”, pois adquiriu um produto com os selos, certificações ou marcas como da CNseg (Confederação Nacional das Seguradoras); um setor supervisionado e com profissionais habilitados – SUSEP (Superintendência de Seguros Privados) e mais o CNSP (Conselho Nacional de Seguros Privados, ligado ao Ministério da Fazenda).
Vencida essa etapa, você já estará apto a conduzir sua proteção financeira familiar, empresarial e contribuindo para uma atividade econômica legalizada. Fazer o básico já pressupõe caminhar com a realidade e responder às viabilizações e propósitos estruturais da nossa sociedade.
Deveremos arrecadar, em 2026, R$ 808 bilhões (nosso PIB, 10º do mundo, deverá ser de 13,2 trilhões).
O que ocorreu até hoje foge muito desses principais parâmetros da legalidade e da tripla proteção mencionada. Aquele que já está decidido pela proteção financeira que o produto seguro representa merece estar cada vez mais no topo da pirâmide que estamos chamando de “ecossistema de proteção”. Aqueles que ainda estão indecisos pela falta de uma melhor avaliação ou que se justificam e buscam outro caminho, que normalmente está relacionado com “falta de recurso”, precisam ser mais bem acolhidos pelo setor.
Há um propósito, sim, quanto à expansão do setor, e isso só vai ocorrer se a sociedade chancelar. Afinal, grande parte da arrecadação oficial, 32% (cerca de R$ 258 bilhões), retorna à sociedade para indenizações/liquidações de sinistros, sem considerar aqui a formação de “poupança previdenciária”.
É perceptível, sim: os números ajudam muito, recorremos ao bom senso e à valorização de conquistas estruturais. O discernimento é necessário para atingirmos cada vez mais processos que cuidam dos valores sociais e incrementos socioeconômicos com garantias que ajudamos a construir.
Shirtes Pereira
Securitário. Corretor de Seguros, CEO Grupo SHIRTESEG. Bacharel Ciências Econômicas e Administração de Empresas, Presidente da ABCS (Associação Brasileira dos Corretores de Seguros), Membro MULTICORR.