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Parque eólico da Auren deve operar em dezembro no RN

Fonte: tribunadonorte.com.br | Data: 26/08/2026 00:06:26

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Redação Tribuna do Norte




00h00

O investimento total no projeto Cajuína 3, em Lajes-RN, foi de cerca de R$ 750 milhões

Executivos da Auren em visita à redação da Tribuna do Norte – Foto: Alex Régis

A Auren Energia prevê que a terceira fase do parque eólico Cajuína, em Lajes, deve começar a operar comercialmente em dezembro, marcando uma etapa de expansão na geração de energia renovável. O investimento total no projeto Cajuína 3 foi de cerca de R$ 750 milhões, segundo informaram executivos da companhia ouvidos pela Tribuna do Norte durante visita ao jornal, nesta terça-feira (25).

Com a operação de novos 19 aerogeradores, a capacidade instalada do parque eólico Cajuína deve atingir 797,9 MW. A operação comercial de Cajuína 1 começou em fevereiro de 2023; Cajuína 2 começou a operar comercialmente em janeiro de 2025; e dezembro de 2026 marcará a operação da 3ª fase do projeto – Cajuína 3 terá 112,1 MW e o maior fator de capacidade do complexo.

Leonardo Gomes, diretor de Operação e Manutenção Eólica e Solar da Auren Energia, afirma que a empresa está “atenta às oportunidades” e vê o RN como promissor. “Temos 10% da nossa geração [aqui]. Se a gente for pegar a nossa eólica, temos basicamente um terço da energia aqui no RN”, diz.

Hoje, a companhia tem uma matriz formada integralmente por fontes renováveis. A empresa surgiu da união dos ativos de energia da Votorantim S.A. e do CPP Investments, com a posterior incorporação da CESP. Atualmente, possui 8,7 GW de capacidade instalada distribuídos entre usinas hidrelétricas, eólicas e solares em nove estados brasileiros.

O complexo eólico Cajuína 3 está em fase de testes e deve ser operado por uma equipe 100% feminina. Atualmente, 18 colaboradoras atuam no complexo, estratégia que integra o portfólio de diversidade da empresa. Além disso, a companhia busca contratar e qualificar a mão de obra local.
“Fomentar a comunidade local para que trabalhe em nossos ativos é uma das métricas que a gente tem de sustentabilidade, inclusive, assim como a ingressão de mulheres no nosso quadro”, diz Renato Merlini, gerente de Comunicação da Auren Energia.

Ainda na agenda socioambiental, a Auren tem em Lajes o programa de “Apoio à Gestão Pública: Ações Climáticas”. Em abril, a empresa lançou o projeto Viva Caatinga, que buscou prospectar áreas para restauração florestal.

Segundo Jarbas Amaro, gerente de Sustentabilidade, o licenciamento ambiental de Cajuína 3 contou com diversos programas, além dos pedidos nas condicionantes. “Temos programas de conservação da fauna silvestre, de suporte ao Geoparque Seridó, de geração de renda com comunidades locais, de infraestrutura, como cisternas, e de empreendedorismo”, cita.

Os executivos abordaram ainda os desafios estruturais do setor, especialmente o curtailment – corte de geração de energia renovável. “A gente consegue modular um pouco o momento que tem o curtailment, fazendo com que esse prejuízo não seja tão forte na companhia […] A gente trabalha para que, com o nosso portfólio, a gente consiga suavizar [o corte]”, explica Leonardo Gomes. Para ele, o curtailment é um problema temporário, para o qual soluções estão sendo pensadas, como os sistemas de armazenamento em baterias, cujo leilão, em dezembro, terá participação da Auren.

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