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IPCA-15 recua 0,40% em agosto e impacta curva de DIs

Fonte: portalpapoaberto.com.br | Data: 26/08/2026 21:35:12

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As taxas dos Depósitos Interfinanceiros (DIs) encerraram a quarta-feira (26) com variações modestas. O movimento ocorreu após o IPCA-15 de agosto registrar recuo maior que o esperado, enquanto a divulgação de dados econômicos nos Estados Unidos fortaleceu os rendimentos dos Treasuries, pressionando a curva de juros no Brasil.

A taxa do DI para janeiro de 2028 fechou em 13,815%, mantendo-se praticamente estável em relação ao ajuste anterior de 13,813%. No prazo mais longo, o DI para janeiro de 2035 encerrou em 14,44%, apresentando queda de dois pontos-base ante os 14,459% da sessão anterior.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o IPCA-15, prévia da inflação oficial, recuou 0,40% em agosto, após alta de 0,06% em julho. O recuo superou a expectativa de 0,30% do mercado. Contudo, o banco Bmg apontou que a alta dos serviços subjacentes subiu de 0,30% para 0,50% no período, e os serviços intensivos em mão de obra aceleraram de 0,48% para 0,55%.

Nos Estados Unidos, o Departamento de Comércio informou que o índice de inflação PCE subiu 0,2% em julho, totalizando alta de 3,7% em 12 meses, acima da previsão de 3,6%. O Produto Interno Bruto (PIB) americano cresceu 1,5% no segundo trimestre. Às 16h32, o rendimento do Treasury de dez anos subia dois pontos-base, atingindo 4,66%.

O Tesouro Nacional informou que a dívida pública federal do Brasil subiu 0,22% em julho, totalizando R$ 9,289 trilhões. O órgão elevou a fatia esperada de títulos ligados à Selic para o intervalo entre 49% e 53% este ano, reduzindo a participação prevista para títulos atrelados à inflação e papéis prefixados.

Segundo o Tesouro, a volatilidade nos cenários local e internacional, somada às incertezas sobre a guerra no Oriente Médio, tornou o ambiente menos favorável para a emissão de títulos prefixados e de prazos mais longos.