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Anvisa suspende medicamentos de cinco empresas por falhas graves

Fonte: otempo.com.br | Data: 27/08/2026 08:25:20

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A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) determinou a suspensão e a proibição de diversos medicamentos e produtos manipulados em Resolução-RE nº 3.357, publicada no Diário Oficial da União nesta quarta-feira (26/8/2026). As medidas atingem cinco empresas diferentes e foram motivadas por razões que variam desde a falta de registro sanitário e propaganda irregular até a identificação de objetos estranhos dentro de ampolas de medicamentos injetáveis.

Na prática, a decisão da agência impede que esses produtos sejam comercializados, distribuídos, manipulados ou utilizados por pacientes em todo o território nacional. Para o consumidor, a orientação é interromper imediatamente o uso de qualquer um dos itens listados pela agência. Em casos de recolhimento voluntário (quando a própria empresa decide retirar o produto após detectar uma falha), o usuário deve entrar em contato com o fabricante para entender os procedimentos de devolução ou troca.

Quais itens foram suspensos

A resolução da agência reguladora afetou uma lista extensa de produtos, que agora devem ser retirados das prateleiras e das farmácias de manipulação:

  • Hosp-Pharma Manipulação e Suprimentos Ltda. — todos os produtos manipulados (lotes: todos);
  • Tha & Thi Farmácia de Manipulação Ltda. — todas as preparações magistrais estéreis (medicamentos feitos sob encomenda livres de microrganismos) e o lote 18401 do injetável Ácido Tranexâmico 50 mg/mL;
  • Samtec Biotecnologia Limitada — Cloreto de Sódio 20% em solução injetável (lote: WVQ);
  • Vanessa Garcia de Castro Pesce — Platina, Zinco, Magnésio, Cobre e Ouro coloidais (lotes: todos);
  • MZD Comércio de Produtos de Saúde Ltda. — Prata e Ouro coloidais (lotes: todos).

Por que a Anvisa agiu

A motivação para as sanções varia conforme a gravidade de cada caso encontrado pela fiscalização sanitária. No caso da Hosp-Pharma, de Porto Alegre (RS), a agência comprovou o descumprimento de diversos artigos de leis federais e resoluções que regem a manipulação segura de medicamentos. A fiscalização apontou uma série de irregularidades técnicas que comprometem a segurança do que era produzido na unidade.

Já para a empresa Tha & Thi, a agência identificou que o local manipulava e fornecia produtos estéreis (produtos que passam por processos rigorosos de esterilização) sem possuir a autorização necessária para essa atividade. Além disso, a farmácia foi flagrada substituindo medicamentos industrializados por versões manipuladas, o que é vedado pelas normas sanitárias vigentes quando há o produto comercial disponível no mercado.

Riscos de contaminação e falta de registro

Um dos casos mais alarmantes citados pelo órgão envolve a Samtec Biotecnologia Limitada. A própria empresa iniciou um comunicado de recolhimento voluntário após detectar a presença de um corpo estranho no interior de uma ampola íntegra de Cloreto de Sódio. Esse tipo de falha fere as normas de boas práticas de fabricação e representa um risco direto ao paciente, que poderia receber uma substância contaminada por via injetável.

Em relação aos produtos coloidais (soluções que contêm partículas minúsculas de metais como ouro, prata e cobre) vendidos pelas empresas MZD e Vanessa Garcia de Castro Pesce, a proibição ocorreu porque não há registro, notificação ou cadastro desses itens na agência. Além disso, os produtos eram fabricados por empresas desconhecidas e anunciados de forma irregular na internet, prometendo benefícios à saúde sem qualquer comprovação científica validada pela agência.

O que o consumidor deve fazer

Para garantir a segurança, é fundamental que pacientes que fazem uso de medicamentos manipulados verifiquem se o estabelecimento possui as licenças necessárias. No caso de produtos comprados pela internet, como os coloidais suspensos, o risco é elevado, pois não há garantia sobre a procedência da matéria-prima ou sobre as condições de higiene na fabricação.

A medida cautelar serve para prevenir danos à saúde pública. Se você adquiriu algum dos lotes ou produtos citados, a recomendação de O TEMPO é procurar orientação médica para substituir o tratamento e não descartar os resíduos em lixo comum, buscando farmácias ou postos de saúde para o descarte adequado de medicamentos.

A reportagem está aberta à manifestação dos envolvidos.

A equipe de O TEMPO produziu esta reportagem automaticamente por meio de inteligência artificial, com base em dados oficiais. O conteúdo passou por um processo prévio de verificação para a sua elaboração. Se você encontrar algum erro, por favor, nos informe pelo e-mail inteligenciaartificial@otempo.com.br.