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STF retoma julgamento que pode definir vínculo de motoristas com aplicativos

Fonte: primeirapagina.com.br | Data: 27/08/2026 09:30:15

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Motoristas e entregadores de aplicativos podem ter vínculo de emprego reconhecido com plataformas como Uber e Rappi? A discussão volta ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quinta-feira (27), quando os ministros retomam o julgamento da chamada “uberização”.

A sessão está prevista para começar às 14h e, desta vez, devem ser apresentados os primeiros votos sobre o tema. O julgamento havia sido suspenso em 1º de outubro de 2025, após as manifestações das partes envolvidas.

motorista de aplicativo é esfaqueado
STF retoma julgamento que pode definir vínculo de motoristas com aplicativos. – Foto: Freepik

Na prática, o Supremo vai analisar se são válidas decisões da Justiça do Trabalho que reconheceram a existência de relação de emprego entre trabalhadores de aplicativos e as empresas responsáveis pelas plataformas.

Estão em julgamento dois processos apresentados por Uber e Rappi, relatados pelos ministros Edson Fachin e Alexandre de Moraes.

O que o STF vai decidir?

Um dos processos é um recurso da Uber contra uma decisão trabalhista que reconheceu o vínculo de emprego entre a plataforma e um motorista.

O caso tem repercussão geral, o que significa que o entendimento firmado pelo STF deverá orientar outros processos semelhantes que tramitam na Justiça brasileira.

Entrega por aplicativo pode ficar mais cara com regulação?
STF retoma julgamento que pode definir vínculo de motoristas com aplicativos. – Foto: Reprodução

Também será analisada uma ação da Rappi contra uma decisão que reconheceu vínculo empregatício entre a empresa e um entregador.

A discussão envolve questões como autonomia dos trabalhadores, subordinação às plataformas e a aplicação das regras previstas na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

O que dizem Uber e Rappi?

As duas empresas são contrárias ao reconhecimento do vínculo empregatício nos casos analisados.

A Rappi argumenta que decisões da Justiça do Trabalho que reconheceram a relação de emprego contrariaram entendimentos anteriores do próprio Supremo sobre formas alternativas de prestação de serviços.

Já a Uber sustenta que atua como empresa de tecnologia, responsável por aproximar motoristas e passageiros, e não como uma companhia do setor de transportes.

Para a plataforma, reconhecer automaticamente uma relação trabalhista mudaria o modelo de funcionamento do negócio e afetaria o princípio constitucional da livre iniciativa.

PGR é contra reconhecimento de vínculo

Antes da retomada do julgamento, a Procuradoria-Geral da República (PGR) enviou ao Supremo um parecer contrário ao reconhecimento de vínculo trabalhista entre motoristas de aplicativos e plataformas digitais.

Agora, caberá aos ministros definir qual entendimento deverá prevalecer.

O julgamento pode estabelecer parâmetros importantes para um modelo de trabalho cada vez mais presente no país e ajudar a definir quando a relação entre aplicativos e trabalhadores pode ou não ser considerada emprego formal.


  1. STF vai retomar julgamento sobre vínculo de motoristas por aplicativos e entregadores com os apps


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