Inquérito sobre morte de piloto em ‘banho de óleo’ deve ser concluído em setembro
Fonte: dpontanews.com.br | Data: 28/08/2026 19:50:42
A Polícia Civil do Paraná (PCPR) deve concluir o inquérito policial, que investiga a morte do piloto Gustavo Henrique de Lara, no mês de setembro. A previsão foi dada ao D’Ponta News pelo delegado Lucas Petry, responsável pelas investigações do caso. Gustavo veio a óbito após participar de um ritual chamado “banho de óleo”, que celebra a conquista do primeiro voo solo em uma escola de aviação, no último dia 16 de julho.
De acordo com o delegado, ainda há a necessidade de finalização de algumas perícias, para que o inquérito seja concluído. Ele prevê que o inquérito policial deve ser finalizado ainda no começo do mês de setembro, cerca de dois meses após a morte de Gustavo.
Relembre o caso
Gustavo Henrique Lara morreu, na noite do dia 16 de julho de 2026, após participar de um ritual conhecido como “banho de óleo”, realizado ao término de uma etapa de formação em uma escola de aviação de Ponta Grossa.
Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram acionadas para prestar atendimento à vítima. Após o ritual, o piloto sofreu três paradas cardiorrespiratórias e, apesar das tentativas de reanimação, não resistiu.
O instrutor responsável por aplicar o óleo em Gustavo foi preso em flagrante por homicídio culposo e posteriormente liberado mediante o pagamento de fiança de R$ 3 mil.
Ao D’Ponta News, familiares de Gustavo haviam afirmado que ele e o instrutor eram amigos e disseram não atribuir a ele a responsabilidade pela morte. Segundo a família, a participação no ritual foi uma decisão voluntária do piloto.
Laudo apontou asfixia mecânica
A Polícia Científica do Paraná confirmou, por meio de laudo pericial, que o piloto Gustavo Henrique de Lara morreu por asfixia mecânica causada por um edema nas vias aéreas, decorrente da exposição a um agente químico.
Segundo o laudo, exames externos identificaram sinais compatíveis com queimaduras químicas na face, coxas, abdômen e outros membros inferiores. No exame interno, os peritos constataram inchaço nas vias aéreas superiores, além da presença de água e sangue nos pulmões.
A Polícia Científica também havia solicitado exames toxicológicos complementares para identificar quais substâncias químicas estavam presentes no organismo do piloto.