Linha de pipa com cerol pode ter matado militar que caiu de parapente Linha de pipa com cerol pode ter matado militar que caiu de parapente
Fonte: atribunarj.com.br | Data: 28/08/2026 21:42:46
O coronel do Exército Álvaro Roberto Cruz Ferreira Lima morreu na tarde desta sexta-feira (28), após cair de parapente no mar na Praia de São Conrado, na Zona Sul do Rio. O militar foi retirado da água por equipes do Corpo de Bombeiros em parada cardiorespiratória, recebeu os primeiros socorros na areia e foi levado em estado grave para o Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea, mas não resistiu. A Polícia Civil investiga a possibilidade do acidente ter sido causado por uma linha de pipa com cerol.
A informação foi divulgada pelo Clube São Conrado de Voo Livre (do qual ele era membro), que classificou o episódio como um “ato criminoso”, em nota divulgada à imprensa. A entidade atribui a queda ao contato do parapente com a linha. O clube possui imagens gravadas por pessoas que estavam na praia, que mostram uma suposta linha estendida nas proximidades do local do acidente.
Em nota, o Clube São Conrado de Voo Livre afirmou que seus associados foram vítimas de linhas de pipa com cerol ou linha chilena na área utilizada pelos praticantes da modalidade.
A entidade fez uma afirmação contundente sobre as circunstâncias do episódio. Segundo o clube, “o ato acabou sendo contido porque o Coronel Álvaro Roberto Cruz Ferreira Lima acabou servindo de escudo para salvar o próximo”.

O clube também destacou a trajetória da vítima. “O Coronel sempre serviu ao seu país e servia ao voo livre com dedicação exemplar”, afirmou. A direção informou que pretende averiguar o ocorrido e tomar as providências cabíveis junto aos órgãos competentes. O clube declarou ainda que está prestando auxílio aos familiares de Álvaro.
Após a morte, o Clube São Conrado de Voo Livre anunciou que o sábado será marcado por uma homenagem a Álvaro Roberto Cruz Ferreira Lima.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, a ocorrência teve início às 13h53 e mobilizou militares do 3º Grupamento Marítimo (GMar), do Grupamento de Operações Aéreas (GOA) e da Coordenadoria de Embarcações de Resgate (CER). O resgate foi realizado na altura da pista de pouso de asas-delta e parapentes, um dos pontos mais movimentados para a prática de voo livre na cidade.
Durante o atendimento à vítima, um bombeiro militar que estava de folga e participou voluntariamente do socorro também precisou de atendimento médico. Ele foi transportado de helicóptero para a base do GOA, na Lagoa, e, em seguida, encaminhado para o mesmo hospital. O estado de saúde dele não foi divulgado.
As circunstâncias da queda serão investigadas pela Polícia Civil, que vai apurar se havia, de fato, uma linha cortante na região e o que provocou o acidente fatal.



