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Série especial: quem é Professor Túlio Lopes, candidato do PCB ao Governo de Minas em 2026

Fonte: lavras24horas.com.br | Data: 30/08/2026 08:42:51

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ELEIÇÕES 2026 | O Lavras 24 Horas apresenta o quarto perfil da série especial sobre os candidatos ao Governo de Minas Gerais. O nome desta etapa é Professor Túlio Lopes, do Partido Comunista Brasileiro (PCB), que concorre ao Palácio Tiradentes com o número 21.

Túlio Cesar Dias Lopes nasceu em Belo Horizonte, em 8 de junho de 1982, e tem 44 anos. Ele é graduado em História, especialista em História e Culturas Políticas, mestre e doutor em Educação. Túlio é professor efetivo da Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG), na unidade de Divinópolis, município onde reside atualmente. No registro eleitoral de 2026, informou não possuir bens a declarar.

A trajetória de Túlio está ligada aos movimentos estudantil, sindical e educacional. Ele participou da União Municipal dos Estudantes Secundaristas de Belo Horizonte, coordenou o Diretório Central dos Estudantes da Universidade Federal de Ouro Preto e foi secretário-geral da União Estadual dos Estudantes de Minas Gerais. Também presidiu a Associação dos Docentes da UEMG entre 2024 e julho de 2026.

Militante do PCB desde 1999, Túlio Lopes integra o Comitê Central da legenda e ocupa a função de secretário político do partido em Minas Gerais. Sua candidatura foi confirmada em convenção partidária realizada em julho. O candidato a vice-governador é Warlen Nunes dos Santos, também do PCB. A chapa concorre sem coligação.

Esta é a quinta eleição disputada por Túlio Lopes. Em 2006, concorreu a deputado estadual e recebeu 1.441 votos. Na primeira candidatura ao Governo de Minas, em 2014, obteve 26.023 votos, equivalentes a 0,26% dos votos válidos. Em 2016, disputou uma vaga na Câmara Municipal de Belo Horizonte e ficou como suplente, com 1.242 votos. Dois anos depois, recebeu 92.165 votos na eleição para o Senado. Ele não foi eleito em nenhuma dessas disputas.

O plano registrado no Tribunal Superior Eleitoral recebeu o título “Programa do Partidão para o Governo de Minas Gerais”. O documento apresenta 21 pontos e defende um governo formado por representantes dos trabalhadores, movimentos populares, sindicatos, organizações culturais, juventude, cientistas e técnicos. A proposta central é a criação do chamado poder popular, com assembleias territoriais e conselhos destinados a acompanhar o orçamento, fiscalizar contratos e participar das decisões do governo.

Na área econômica, o programa propõe planejamento estatal, controle popular sobre setores considerados estratégicos e revisão das renúncias fiscais concedidas a empresas. Também prevê uma auditoria da dívida pública de Minas, a suspensão das parcelas consideradas ilegítimas e o rompimento com o Regime de Recuperação Fiscal.

Para a mineração, Túlio defende a revisão dos licenciamentos ambientais, a criação de territórios livres da atividade minerária e a reestatização gradual do setor, começando por empresas que descumprirem a legislação. O plano também prevê um referendo para anular a privatização da Copasa, além da estatização plena da Cemig e da implantação de tarifas populares de água e energia.

Na saúde, o candidato propõe encerrar progressivamente contratos com organizações sociais, ampliar a gestão pública direta, realizar concursos e concluir os hospitais regionais. Para a educação, defende o fim das escolas cívico-militares, a ampliação da educação pública em tempo integral, a valorização dos professores, o passe livre estudantil e maior autonomia para UEMG e Unimontes.

Na mobilidade, o programa apresenta a criação da Empresa Mineira de Transportes, a estatização das linhas, a retomada da malha ferroviária para passageiros e a implantação da tarifa zero nos transportes urbano, rural e intermunicipal. Para a segurança pública, Túlio propõe valorização dos profissionais, fortalecimento da polícia científica, conselhos populares de fiscalização, desmilitarização e unificação das polícias, além de políticas de desarmamento civil.

Parte das medidas apresentadas, como o fim da Lei Kandir, a desmilitarização das polícias e determinadas mudanças tributárias, dependeria de alterações na legislação federal ou de articulação com o Congresso Nacional. O programa estabelece diretrizes políticas, mas não apresenta estimativas detalhadas de custos e cronogramas para todos os projetos.

Professor Túlio Lopes apareceu com 2% das intenções de voto no Datafolha divulgado em 21 de agosto. Na pesquisa Quaest publicada no dia 25, registrou 1%. Os dois levantamentos possuem margem de erro de três pontos percentuais, o que significa que as variações devem ser analisadas dentro desse intervalo.

O primeiro turno será realizado em 4 de outubro de 2026. Se nenhum candidato alcançar mais da metade dos votos válidos, haverá segundo turno em 25 de outubro. O próximo perfil da série será o de Ben Mendes, candidato do Partido Missão.

Fontes consultadas:

Tribunal Superior Eleitoral, programa de governo

Dados da candidatura reproduzidos do TSE

PCB, perfil da chapa em Minas Gerais

R7, trajetória de Professor Túlio Lopes

Itatiaia, formação e declaração patrimonial

Folha de S.Paulo, resultado para deputado estadual em 2006

Assembleia Legislativa de Minas Gerais, resultado para o Senado em 2018

Datafolha, pesquisa para o Governo de Minas

Quaest, pesquisa para o Governo de Minas