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Fim de uma era: Metrô de SP deixará de aceitar bilhetes magnéticos em outubro

Fonte: vejasp.abril.com.br | Data: 31/08/2026 17:08:00

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Um dedo polegar e indicador seguram um bilhete unitário do Metrô de São Paulo, branco com detalhes em azul. O bilhete tem uma faixa magnética preta e instruções como NUNCA APROXIMAR DE ÍMÃS, AMASSAR OU MOLHAR e INTRODUZIR NO BLOQUEIO E PASSAR EM 20 SEGUNDOS. No canto superior direito, o número 1 em azul indica uma viagem. O fundo é cinza claro

O tradicional bilhete magnético  (Metrô de SP/Divulgação)

Os tradicionais bilhetes magnéticos do Metrô de São Paulo já têm data para sair definitivamente de circulação. O modelo “Edmonson” com tarja preta deixará de ser aceito nas catracas a partir de 31 de outubro. Quem ainda tiver unidades guardadas poderá realizar a troca por novos formatos entre novembro e janeiro de 2027, em postos de atendimento específicos que serão anunciados pela companhia.

A aposentadoria do papel-cartão faz parte do plano de modernização do sistema de bilhetagem. Segundo a empresa, a tecnologia de leitura do bilhete magnético nas catracas tornou-se obsoleta, com equipamentos mecânicos que apresentam falhas frequentes e já não possuem peças de reposição no mercado. Além disso, a produção envolve custos elevados de logística, transporte seguro via Casa da Moeda e manutenção.

Atualmente, o acesso às estações é realizado por alternativas digitais e de aproximação, como os cartões Bilhete Único e TOP, bilhetes digitais com QR Code (comprados em aplicativos, WhatsApp ou impressos nas estações) e pagamento por aproximação com cartões de débito e crédito diretamente nas catracas.

Memória afetiva e história

Importante símbolo da mobilidade paulistana, o formato utilizado pelo Metrô desde a sua inauguração comercial, em 1974, é derivado do sistema criado pelo inglês Thomas Edmondson no século XIX para ferrovias britânicas.

Ao lado das antigas fichas telefônicas e orelhões, o bilhete de tarja magnética marcou gerações de passageiros e agora passa a integrar a memória afetiva da cidade.

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