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Como a Marcopolo está acelerando a transformação do transporte coletivo

Fonte: gauchazh.clicrbs.com.br | Data: 31/08/2026 19:36:11

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Muriell Custódio / Agência RBS
Multinacional gaúcha participou da Lat.Bus 2026 em agosto na cidade de São Paulo.

O setor de transportes vem avançando na busca por soluções que aliem eficiência operacional e sustentabilidade, tanto financeira quanto ambiental. Durante a Lat.Bus 2026, feira latino-americana do transporte, fabricantes, montadoras e gestores debateram ideias e soluções e apresentaram as principais novidades para o setor de ônibus.

Maior expositora da feira, a Marcopolo levou mais de 30 veículos para a Lat.Bus. Além dos lançamentos do G8 TEC, uma evolução da Geração 8, e do Torino 2027, nova geração do clássico ônibus urbano da multinacional, a companhia aproveitou o evento para reforçar seu papel como referência em mobilidade sustentável e aprofundar o debate sobre os avanços e desafios de toda a cadeia de transportes no país.

A Marcopolo tem buscado se aproximar cada vez mais de seus clientes, e a Lat.Bus reforçou essa conexão. Para o CEO André Armaganijan, a empresa assume um papel importante como integradora das discussões sobre o futuro da mobilidade, além da responsabilidade de manter esse debate.

— A feira é um marco para promover essa pauta, mas precisamos dar continuidade a ela, transmitindo a imagem de que tecnologia e inovação, sempre olhando para custos e eficiência, são temas cada vez mais relevantes no setor — reforça.

Confira três aprendizados da Marcopolo na Lat.Bus 2026 para o futuro da mobilidade.

Eficiência operacional

Veículos mais eficientes tendem a ganhar cada vez mais espaço no setor de transportes. Nesse contexto, desafios relacionados à operação e à sustentabilidade também se transformam em oportunidades de inovação para a indústria. É o que destaca Ricardo Portolan, diretor Comercial e Marketing da Marcopolo.

Por esse motivo, a multinacional tem investido em novas tecnologias voltadas à redução dos custos de manutenção e do tempo de inatividade dos veículos, aumentando sua disponibilidade operacional.

— Exemplo disso é o pacote aerodinâmico. Ele proporciona uma redução do arrasto aerodinâmico, melhora o coeficiente, reduz o consumo de combustível e, por consequência, melhora a eficiência operacional do ônibus — complementa.

Além de buscar maior rendimento operacional, fabricantes como a Marcopolo precisam considerar as diferenças geográficas ao desenvolver seus produtos, como ressalta Portolan:

— A Marcopolo consegue identificar essas oportunidades e buscar soluções para geografias e segmentos diferentes. Nós temos uma ampla gama de soluções e conseguimos, por meio dessa presença ampla no território, não só brasileiro, mas global, levar essas soluções para cada um dos segmentos e mercados — diz Portolan.

Sem solução única

A transição energética já é uma realidade, e a busca por soluções sustentáveis e economicamente viáveis tem impulsionado a transformação do setor de transportes. Nesse cenário, não existe uma única alternativa capaz de atender a todas as demandas. Diferentes tecnologias apresentam vantagens específicas e se mostram mais adequadas a determinados contextos, aplicações e até mesmo países.

Hoje, a Marcopolo oferece uma variedade de opções, incluindo ônibus elétricos movidos a baterias, veículos abastecidos com biometano ou diesel renovável, além de modelos híbridos. Entre essas soluções, destacam-se também combinações de etanol e eletricidade, que ampliam as possibilidades para uma mobilidade mais eficiente.

Com forte foco em pesquisa e desenvolvimento, a Marcopolo acompanha tendências em materiais e novas tecnologias para impulsionar a inovação no setor. Segundo o diretor de Tecnologias Sustentáveis da empresa, Luciano Resner, a estratégia passa pela realização constante de provas de conceito para testar soluções e avaliar sua viabilidade técnica antes da incorporação aos produtos.

Entre os resultados desse trabalho estão tecnologias voltadas à descarbonização, incluindo duas patentes verdes já protocoladas pela companhia, reforçando o compromisso da fabricante com a inovação e a sustentabilidade.

— Uma delas é a reutilização das massas de vedação que utilizamos nos ônibus. Durante o processo de produção, há sobras dessas massas que, até então, eram descartadas e iam para aterros sanitários — diz.

O diretor ressalta que a iniciativa permite à empresa criar um processo de circularidade, no qual aquilo que antes era descartado passa a ser estrategicamente reaproveitado.

— Foi um processo longo, no qual pesquisamos várias tecnologias e descartamos várias até chegarmos à solução final. Acredito que a resposta seja manter uma esteira de inovação sempre cheia de trabalhos e novidades e, à medida que temos um projeto novo, como é o caso do G8 TEC, acoplamos essas inovações e as implementamos. Reciclamos esse material e ele volta novamente para a produção — reforça Resner.

Bem-estar no veículo

Assim como não há uma solução única para o transporte coletivo, o setor também avança ao fortalecer a colaboração entre organizações para viabilizar um futuro mais sustentável para a mobilidade no país. Além dos investimentos socioambientais, a Marcopolo busca aprimorar a experiência de três públicos centrais para sua operação: motoristas, passageiros e operadores.

Resner ressalta que garantir condições adequadas de ergonomia, conforto térmico, visibilidade e segurança aos condutores está entre as prioridades da organização.

— Exemplo disso é o Driver Monitoring System (DMS), um sistema de câmeras com inteligência artificial que monitora a feição do motorista e qualquer sinal de fadiga, cansaço ou desatenção. Ele gera alertas no sistema para manter a condução segura — diz.

Em um ônibus, o conforto é um fator essencial tanto para motoristas quanto para passageiros. Por isso, a Marcopolo investe em tecnologias voltadas à experiência a bordo, com poltronas desenvolvidas para proporcionar conforto, iluminação indireta e materiais que privilegiam o toque e a sensação de bem-estar, criando um ambiente mais acolhedor e seguro.

Mas a inovação vai além da experiência do usuário. Segundo Resner, os investimentos em tecnologia também têm como foco a eficiência operacional e a redução de custos. Enquanto o passageiro busca conforto e segurança, operadores e gestores de frota priorizam aspectos como consumo de combustível, disponibilidade dos veículos e produtividade da operação.

— Trabalhamos bastante, não só no G8, mas em toda a nossa linha Marcopolo, para ter um carro de fácil manutenção e alta disponibilidade. Ou seja, o veículo não pode quebrar, tem que funcionar o tempo todo. Se eu preciso fazer uma manutenção, ela tem que ser facilitada pela tecnologia, com sistemas de diagnóstico que ajudam a identificar o problema — finaliza.